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quinta-feira, 4 de março de 2010

"A Leitura é cumulativa e desenvolve-se segundo uma progressão geométrica: cada nova leitura junta-se ás anteriores, iluminando-se e iluminando-as "
Alberto Manguel

" Ler é uma forma de resistência, é uma forma de partilha, cada leitor tem direito a comunhão com outros leitores e com os autores "
Anónimo

Isabel Allende

Escritora Chilena, não vive no Chile " Ninguém é profeta na sua própria terra, excepto os jogadores de futebol "  Começa a escrever sempre dia 8 de Janeiro, um novo romance "A minha vida é complicada, se não decidisse começar num ia, iria adiar definitivamente "
È sobrinha de Salvador Allende, antigo Presidente do Chile.
Quando está a criar uma nova obra , passa 10 a 12 horas diárias a escrever.
Escreve os romances directamente no computador.
Desempenha o papel de líder da familia, ( até a filha ) nora a substituir.

In Metro

Sem Amor

Sem Amor
A inteligência sem amor torna-te preverso.
A Justiça sem amor torna-te implacável.
O êxito sem amor faz-te arrogante.
A riqueza sem amor deixa-te avarento.
A Beleza sem amor faz-te inútil.
A autoridade sem amor torna-te tirano.
O trabalho sem amor torna-te escravo.
A fé sem amor torna-te fanático.
A cruz sem amor converte-se em tortura.
A vida sem amor não tem sentido.

Autor desconhecido.

" De à algum tempo para cá não gosto de ficar com muitas recordações, acho que posso morrer e depois dou imenso trabalho ás pessoas para arrumar as minhas coisas "
Alexandra Lencastre in Vip

quarta-feira, 3 de março de 2010

Manuel da Fonseca / Seara ao Vento

Abre os olhos e vê
Amigo, tu que choras uma angústia qualquer...

e falas de coisas mansas como o luar,

e paradas como as águas de um lago adormecido,

acorda!

Deixa de vez as margens do regato solitário,

onde te miras,como se fosses a tua namorada.

Abandona o jardim sem flores, desse país inventado

onde tu és o único habitante.

Deixa os desejos sem rumo

de barco ao deus-dará,

e esse ar de renúncia,

às coisas do mundo.

Acorda, amigo,

liberta-te dessa paz podre de milagre que existe,

apenas na tua imaginação.

Abre os olhos e olha,

abre os braços e luta!

Amigo,

antes da morte vir,

nasce de vez para a vida.


Poema de Manuel da Fonseca / Ribatejo livro Seara ao Vento,


Manuel da Fonseca e o romance
“Seara de Vento"
O romance “Seara de Vento” inspira-se num acontecimento verídico que ocorreu na aldeia da Trindade (Beja), facto marcante que ainda hoje integra o imaginário da população da freguesia. Manuel da Fonseca descreve um episódio ocorrido em 1932, nessa aldeia, o assassinato de António Dias Matos, operário agrícola, pela GNR.
Este crime constituiu um aspecto da aliança entre o Estado fascista e os grandes latifundiários, contra a dignidade do operariado agrícola alentejano.
Há uma geração de escritores portugueses que integraram o “Novo Cancioneiro” (Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Fernando Namora, Mário Dionísio, João José Cochofel, Joaquim Namorado, Armindo Rodrigues, Alves Redol e Soeiro Pereira Gomes, entre outros) sobre os quais se abateu um tenebroso “manto de silêncio”. É como se fossem escritores menores. E, no entanto, na companhia de José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Manuel Alegre, Ramos Rosa, entre tantos, iluminaram a nossa literatura nos “anos de chumbo” do salazarismo!
Manuel da Fonseca, um dos maiores nomes literários do Alentejo, publicou o romance “Seara de Vento” em 1958. Inicialmente pensado para se chamar “Tempo de Lobos”, o autor decidiu modificar o título após conversa com o escritor Aquilino Ribeiro – precisamente quando este ia publicar “Quando os lobos uivam”.
“Seara de Vento” é, sem dúvida, uma das obras literárias portuguesas mais bem importantes do século XX.
O seu valor está longe de ser estritamente documental ou de mera erudição para todos aqueles que estudam as correntes literárias mais importantes da escrita ficcional portuguesa do século passado, constituindo um extraordinário testemunho do “tempo” de repressão, fome, humilhação e privação de direitos nos campos do Sul de Portugal, que foi exemplarmente “retratado” e denunciado por Manuel da Fonseca.
Manuel da Fonseca, Seara de Vento, 1ª edição (1958)
ANTÓNIO AV ( aeiou)

"poeta, do escritor e ensaísta, Manuel Lopes da Fonseca, vulgo, Manuel da Fonseca, 1911/1993 ".
"Um grande exemplo, de como ler, nos diverte sobremaneira."
antoniojscordeiro  ( comentador aeiou )

"De olhos abertos nunca vi a verdadeira realidade.
Foi sempre pensando, de olhos fechados, que senti e entendi a realidade "
aaaa comentador (aeiou)

"Contribuíu para a minha mentalidade política, mais virada para o mundo do Trabalho do que para o mundo do Capital.
Embora, com o evoluir do Pensamento, tenha chegado à conclusão que não há Trabalho sem Capital, nem há Capital sem Trabalho
Outra conclusão a que cheguei, é que, só entendendo-se, ambos os mundos podem sobreviver.
Guerreando-se, acabarão em suicídio colectivo como, aliás, temos assistido ."
Rémo ( comentador aeiou )

Doris Lessing

Doris Lessing-Romancista britânica, Nobel da literatura em 2007 sem estar na lista de favoritos, com 88 anos, narradora épica da experiência feminina, com cepticismo, ardor, e uma força visionária, prescruta uma civilização dividida ( Academia Sueca ). Obra de tom pessoal, com elegância de linguagem,combate de causas ideológicas ( do femininismo aos direitos humanos ) , ao longo dos anos conquistou ao longo dos anos leitores fieis.  " A boa terrorista " " A erva canta " " O quinto filho " " A revoltada ". 50 titulos, poesia, romance,ensaios, auto-biografias, contos e ficção cientifica.
Tomou conhecimento da noticia que ganhara o prémio, quando estava a fazer as suas compras em Londres, formalmente recebeu a noticia quando se deparou com uma agitação invulgar em frente à sua residência.
" Nos últimos 30 anos ganhei todos os prémios, é um royal flush " ( menos o Booker para o qual foi nomeado três vezes.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

António Vilar " Andrajoso "

por ANTÓNIO AV
Era eu ainda "garoto" 18 ou 19 anos,conheci este rapaz

ANDRAJOSO

Lembro-me de um garoto
Com treze anos apenas
Vestia um traje roto
Calçava chancas pequenas
Aquelas velhas alpercatas
Os pés lhe apertavam
Por nada calçar nas «patas»
Outras crianças choravam
Do seu traje esfarrapado
Já sem botões ou costuras
Fugia envergonhado
Das fartas amarguras
Era vergonha que sentia
Da sua apresentação
Quanto mais ele pedia
Menos lhe dava razão
Não compreendia o critério
Daquele triste desalinho
Para ele era um mistério
Tão malfadado destino
A triste aparência porém
Não fantasiava o seu pensar
Queria ser alguém
Neste império de pesar
A toda a gente pedia
Uma esmolinha por favor
Que «deus» lhe dê alegria
A si e aos seus com amor
Dizia com tal tristeza
Que ouvir dava pena
Mas a sua vasta pureza
De tão grande era pequena
Todavia de mãos vazias
De rosto tímido e corado
Passava assim os dias
Com míngua e agoniado
Tanto era o esmorecimento
Daquele garoto sofredor
Tinha desânimo e desalento
Era mártir e padecedor
Certo dia uma mulher com dó
O chamou a si e perguntou
Quem é tua mãe, e tua avó?
E o teu pai já se finou?
Respondeu o garoto choroso
Não tenho nada nem ninguém
Apenas quero ser honroso
Nos meu actos sem desdém
Falas com cabeça e coração
tenho pena do teu viver
Vem comigo e te darei pão
Não quero ver-te sofrer
O garoto ouvindo tal sorte
E não querendo acreditar
Mandou afastar-se a morte
Agradecendo a ruborizar
Vou outra vez nascer
E a senhora será minha guia
Gostava de seu nome saber
Para minha enorme alegria
Meu nome não importa garoto
Mas sim o que nos vai na alma
Quero fazer o bem com o voto
De tudo dar sem receber a palma
Minha senhora que direi eu
A tanto carinho por vós dado
Será que veio do céu
Ou veio d'outro lado ?
Do céu não vim certamente
Não sou grata a artifícios
Vim do ventre de toda a gente
E sou grata aos meus ofícios
Trabalhos que me dão prazer
De presentear a felicidade
Não sou uma «maria» qualquer
Sou mãe de verdade
E aos meus filhos podes crer
Tudo lhes disse com bom pensar
Ensinei-os a amar,
como dever
E de ajudar os outros,
não guardar
Homens bons,
bem sabes que há poucos
E a tua vida terá tido
colossais impropérios
A culpa é dos astuciosos,
que são loucos
E ainda lhes atribuem
prestígios régios.

António Vilar - Coimbra

Manuel da Fonseca " Seara de Vento"

O romance “Seara de Vento” inspira-se num acontecimento verídico que ocorreu na aldeia da Trindade (Beja), facto marcante que ainda hoje integra o imaginário da população da freguesia. Manuel da Fonseca descreve um episódio ocorrido em 1932, nessa aldeia, o assassinato de António Dias Matos, operário agrícola, pela GNR. Este crime constituiu um aspecto da aliança entre o Estado fascista e os grandes latifundiários, contra a dignidade do operariado agrícola alentejano. Há uma geração de escritores portugueses que integraram o “Novo Cancioneiro” (Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Fernando Namora, Mário Dionísio, João José Cochofel, Joaquim Namorado, Armindo Rodrigues, Alves Redol e Soeiro Pereira Gomes, entre outros) sobre os quais se abateu um tenebroso “manto de silêncio”. É como se fossem escritores menores. E, no entanto, na companhia de José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Manuel Alegre, Ramos Rosa, entre tantos, iluminaram a nossa literatura nos “anos de chumbo” do salazarismo! Manuel da Fonseca, um dos maiores nomes literários do Alentejo, publicou o romance “Seara de Vento” em 1958. Inicialmente pensado para se chamar “Tempo de Lobos”, o autor decidiu modificar o título após conversa com o escritor Aquilino Ribeiro – precisamente quando este ia publicar “Quando os lobos uivam”. “Seara de Vento” é, sem dúvida, uma das obras literárias portuguesas mais bem importantes do século XX. O seu valor está longe de ser estritamente documental ou de mera erudição para todos aqueles que estudam as correntes literárias mais importantes da escrita ficcional portuguesa do século passado, constituindo um extraordinário testemunho do “tempo” de repressão, fome, humilhação e privação de direitos nos campos do Sul de Portugal, que foi exemplarmente “retratado” e denunciado por Manuel da Fonseca. Manuel da Fonseca, Seara de Vento, 1ª edição (1958)
Fonte :ANTÓNIO AV  in aeiou

Richard Shepard,Pierce Brosnan

Richard Shepard- Escreveu e realizou um filme , depois reuniu-se com os produtores do actor Pierce Brosnan, não esperava mais nada mas este interessou-se pela história " Estava em casa a fazer o que todos os escritores desempregados fazem-ver um programa na Tv, de pijama-e o telefone tocou, era o actor, queria fazer o papel "
Adptação de um texto in Tv7 Dias

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Anna Gevalda

Desde miúda adorava escrever, os amigos pediam-lhe ajuda para fazer currículos,notas.Participar em concursos literários foi uma forma de mostrar o seu trabalho. As vitórias nesses concursos, deram-lhe coragem para tentar lançar um livro, reuniu doze contos e envoiu cópias a vários editores, todos recusaram, dizendo que o seu estilo não vendia, até que em 1998, houve um que apostou, a D. Quixote, numa edicção de mil exemplares, para evitar maiores prejuizos, " Queria ter alguem à minha espera  num sitio qualquer ",a divulgação boca-a-boca é que fez o meu sucesso, mais de 200 mil exemplares vendidos em vários países, várias semanas no topo de vendas françês, tradução em vários idiomas, Grande Prémio RTL Lire em 2000.
Talvez os leitores se identifiquem com as minhas histórias, inspiro-me nas pessoas com quem me cruzo e faço das relações amorosas o tema central, misturo histórias reais, com factos que leio nos jornais ou solto a imaginação. Tenho filhos pequenos, a minha disponibilidade fica restringida, não frequento muitas festas, sou uma pessoa reservada, muito ligada à familia, aos meus livros,agora já tenho dinheiro para pagar a uma pessoa que cozinhe ou me lave a roupa, é melhor escrever uma crónica que lavar a loiça.No inicio, com as responsabilidades acrescidas quase que bloqueie, superei as angústias e estou pronta para o que der e vier.
Mantenho hábitos de escrita,trabalho num antigo convento,escrevo numa cela,ao computador, sempre com um chá ao lado,continuo a corrigir cada linha até atingir a simplicidade que aprecio,não deixo que a escrita me tire outros prazeres da vida como ver crescer os meus filhos, a saúde é o mais importante.ao lutar pela concretização dos nossos sonhos, corremos sempre alguns riscos, se nada fizermos ficamos sempre cheios de dúvidas, por isso é melhor avançarmos e quebrar o rame-rame profissional.
Adptação de um texto de Anna gevaldai in Cosmopolitan.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sé todos los cuentos

Sé todos los cuentos
Yo no sé muchas cosas, es verdadDigo tan sólo lo que he visto.Y he visto:que la cuna del hombre la mecen con cuentos...Que los gritos de angustia del hombre los ahogan con cuentos...Que el llanto del hombre lo taponan con cuentos...Que los huesos del hombre los entierran con cuentos...Y que el miedo del hombreha inventado todos los cuentos.Yo no sé muchas cosas es verdad.Pero me han dormido con todos los cuentos...Y sé todos los cuentos.

Rossana

terça-feira, 17 de junho de 2008

Negros que mudaram a América cont.

Décadas privados de liberdade e décadas de discriminação nos USA.
A simples nomeação de Obama já é um feito histórico.
Cinque-em 1815 nasceu onde é hoje a Serra Leoa,(Amistad de Steven Spielberg)
Seng Pieh filho de um chefe tribal,era casado e pai de 3 filhos quando foi capturado,
pelos Espanhois em 1839 e levado para Cuba,os negreiros deram-lhe o nome.
Comprado em Havana por Ramon Ferrer embarcou com outros escravos no veleiro Amistad,
Matou Ferrer,e tentou que os levassem de regresso a Àfrica,o navio foi interceptado pela
marinha dos USA,foram conduzidos a New Haven e detidos,levados ao Supremo Tribunal,
o caso chamou a atenção do ex-presidente Jonh Quincy Adams,que com um discurso de oito horas conseguiu a livertação de todos e estabeleceu que se escapassem a um cativeiro ilegal
deviam ser tratados como homens livres.De regresso á Serra Leoa com uns missionários desapareceu.ficou na história dos USA como icone da causa Abolicionista.

W.E.B. du Bois-considerado o pai do Pan-Africanismo,foi um líder Afro-americano na primeira metade do sec.XX.Comtemporâneo de Booker T. Washington,co-fundou a NAACP,associação destinada a promover os direitos dos negros.Editor da revista da associação "The Crisis"(25 anos)destacou-se como sociólogo,historiador,professor,escritor e poeta.
David Levering Lewis escreveu na sua biografia-Ao longo da sua carreira Du Bois tentou todas as soluções para por fim ao racismo:educação,propaganda,integração,autodeterminação,defesa dos direitos humanos,separatismo cultural e económico,comunismo e até expatriação.
Vencedor do prémio Lenine da Paz em 1959,juntou-se ao Partido Comunista 2 anos depois,com 93 anos,escolha que lhe valeu a recusa de entrar nos USA depois de uma visita ao Gana.Em Agosto de 1963 faleceu em Acra,não chegando a ouvir o discurso de Martin Luther King um dia depois "I have a dream"

Marcus Garvey-aos 14 anos sentiu a descriminação ao começar a trabalhar numa tipografia,
Nascido na Jamaica,o mais novo de 11 irmãos,herdou do pai o gosto pelos livros.
Desde cedo desenvolveu uma consciência social,tendo liderado várias greves.Depois de uma viagem pela América Central,voltou á Jamaica com um sonho,construir os EU de Àfrica,em NY
para onde se mudou em 1916 apelou aos afro-americanos para se orgulharem da sua raça e regressarem a África,mas não conseguiu convencer a Libéria a aceitar os que o dezejassem.
Detido por fraude em 1922,este homem que em fotografias aparece com o uniforme de Almirante,foi deportado para a Jamaica ,de onde partiu para Londres onde morreu.
Modelo para os activistas dos direitos civis,o seu nacionalismo negro,serviu de inspiração ao movimento Rastafari.

1 de Dezembro de 1955-virágem na luta pelos direitos cívicos nos USA, Rose Parks, costureira em Montegmery, Alabama, foi presa por nao dar o lugar no autocarro a um branco, na sequência o pastor local decidiu apelar ao boicote da companhia de autocarros, foram 381 que levaram o Supremo Tribunal a pôr fim a segregação aos transportes públicos e fizeram Martin Luther King entrar para a História aos 26 anos . filho e neto de pastores baptistas King nasceu em Atlanta e frequentou um liceu segregacionista , na universidade conheceu a sua mulher Coretta Scott com quem teve 4 filhos. Empenhado desde cedo na luta pela igualdade de direitos, nem o incêndio da sua casa, nem as agressões e detençôes destruiram a sua convicção. Entre 1957 e 1968 percorreu mais de 10 milhões quilómetros e proferiu mais de 2500 discursos, o mais famoso " I Have DREAM" teve lugar durante uma marcha que juntou 250 mil pessoas em Washington em 1963, nesse dia declarou: " tenho o sonho de que um dia os meus filhos vivam num país que os julge pelo carácter e não pela cor da pele".
Homem do ano em 1964 da revista TIME , King recebeu o prémio Nobel da Paz no mesmo ano.
A 4 de abril de 1968 ,preparava-se para discursar em Mênfins quando foi abatido na varanda do hotel Lorraine. Tinha 39 anos.


Malcolm X- com 4 anos a sua casa foi incêndiada, aos 6 anos o seu pai Earl Little, feroz defensor dos direitos dos negros , foi encontrado na linha de caminho-de-ferro a policia disse ter sido um acidente, mas os Little sabiam do envolvimento de uma organização de supremacia branca. Traumatizada a mãe de Malcolm morreu com um esgotamento e os filhos foram entregues a orfanatos. Este desinteressou-se da escola e iniciou uma vida de marginal nas ruas de NY, em 1942 aos 17 anos dirigia uma rede de prostituiçao ,jogo e droga.Detido, nos anos que passou na prisão converteu-se ao Islão. Quando saiu subtituíra o Little (nome de escravo) por X e tornou-se um membro activo da Nação do Islão, um grupo de negros que lutava pela igualdade de direitos, Malcolm X incompatibilizou-se com o mentor E.Muhammad e depois de uma peregrinação a Meca, em 1964, deixou o grupo. Incómodo para muitos, Malcolm X foi várias vezes ameaçado de morte e a 21 de fevereiro de 1965, durante um comício em Manhattan , foi abatido por três membros da Nação do Islão.


Louis Farrakhan- aderiu a Nação do Islão em 1955 após uma carreira como cantor de Calipso sob a alcunha " The Charmer". Filho de um taxista jamaicano, este homem nascido Louis Engene Walcott em 1933 mudou o nome para Farrakhan seguindo a tradição da nação do Islão. Rapidamente subiu na hierarquia da organização e quando o filho do líder E. Muhammad permitiu a entrada de brancos, decidiu criar uma organização paralela. Orador dotado, oas seus discursos estavam cheios de declarações polémicas. Em 1995 copiou o exemplo de Luther King e conseguiu reunir 1 milhão de negros em Washington numa marcha e igualdade . As suas criticas ao judeus valeram-lhe acusações de antí-semitismo e as denúncias do poder americano deram-lhe a fama de racista. Este anunciou estar doente e reduziu as intervenções publicas .


Thurgood Marshall- recebeu do pai William Marshall paixão e respeito pela Constituição . Terminado o liceu no estabelecimento reservado a negros, este neto de escravos sentiu a discriminação a que os afro-americanos estavam condenados nos anos 30, quando se candidatou á Faculdade de Direito da Universidade do Maryland e foi rejeitado pela cor da pele, mas não desistiu e acabou por terminar o curso e destinguir-se como juiz. Foi o seu mentor Charles Hamilton Houston, quem o levou de Baltimore , onde nascera em 1908, para NY, onde aderiu á NAACP e e se envolveu na defesa de direitos dos negros. O seu currículo levou presídente Lyndon Johnson a nomeá-lo em 1967 para o Supremo Tribunal dos USA, a mais alta instância judicial do país, onde se tornou o primeiro juiz negro . Faleceu em 1993 três anos depois da chegada ao Supremo de um segundo afro-americano , Clarence Thomas.



Jess Jackson- Ao lançar a sua campanha para as presidencias de 1984 (a primeira de um negro fora de Shirly Chisholm em 1972) Jesse Jackson abriu as portas para que 24 anos mais tarde aos democratas tenham escolhido Obama como candidato á Casa Branca . Nascido em 1941 numa familia pobre da Carolina do Sul, formou-se em Teologia para se tornar pastor, mas acabou por desistir e dedicar-se á luta pela igualdade de direitos dos negros. Jackson estava ao lado de Luther King quando este foi assassinado em 1968. Em desacordo com o sucesor de King , Jackson acabou por se afastar, voltou á igreja , tornou-se pastor e criou a sua organização, a Coligação Arco-Íris. Transformou-se numa das mais influentes vozes afro-americanas e fez valer os seus dotes de negociador, por exemplo, na ex-Jugolávia e na Irlanda do Norte. Controverso acabou por apoiar a candidatura de Obama.


Colin Powell- tinha dúvidas sobre o seu futuro até entrar para o exército, ai destacou-se e aos 25 anos fez parte deo grupo de grupo de conselheiros militares que o presidente John Kennedy enviou para o Vietname, ferido em combate foi condecorado . O seu currículo convenceu George Bush pai a nomeá-lo chefe do Estado Maior em 1991(primeiro negro a chegar a esse cargo) em 2001 George W.Bush filho escolheu-o para secretário de Estado (1º negro ).
Este filho de imigrantes jamaicanos abdicou do sonho da presidência para agradar á mulher Alma , que receava pela sua segurança.


Toni Morrison ( Chloe Anthony Wofford)- 1ª mulher negra Nobel da Literatura em 1993, nasceu no Ohio em 1931, os seus pais tinham-se mudado pouco tempo antes para fugir ao racismo no sul do USA do pai Chloe recebeu uma imagem racista dos brancos, mas isso nao a impediu de fazer amigos na escola onde era a única negra, decidiu mudar o nome para Toni porque não escreviam bem o nome dela. Na universidade conheceu o marido H.Morrison .


Oprah Winfrey- Filha de mãe solteira negra e pobre do Mississipi e tornar-se uma das mulheres mais ricas dos USA , abusada em criança pelo tio , Oprah refugiou-se na radio para fugir á familia desfuncional támbém eleita Miss Tennesse negra, acabou por chamar a atênção das televisões ,foi ai que ganhou fama mundial com The Oprah Winfrey Show um programa visto por melhares de pessoas . Nomeada para Óscar de Melhor atriz secundária pelo o papel em Cor Púrpura , pois é consederada a afro-americana mais rica e influente do séc.XX .Preocupada com as crianças ,Oprah ivestiu 25 milhões de euros numa escola para raparigas da Africa do sul, Um establecimento para raparigas suspeitas de abusos sexuais.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Literatura Filosofia Política

Claude Debussy
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
Claude-Achille Debussy (Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês.
Origem
O seu nome de baptismo era Achille-Claude Debussy (foi baptizado aos dois anos de idade e o nome Achille tem origem no nome do amante de sua tia Octavie de la Ferronnièrre, que estava encarregada de sua educação). O pai de Debussy tinha uma pequena loja de porcelanas em Saint-Germain mas depois de abrir falência, a família mudou-se para Paris. Não havia nenhum antepassado músico na família. Mas uma parente que se apercebeu do excepcional talento do pequeno Claude, aconselhou a família a matricular o menino nas aulas de piano.
Formação
Aos 10 anos entrou no Conservatório de Música de Paris, onde os seus professores foram Antoine Marmontel, Albert Lavignac, Emile Durand e Ernest Guiraud. No conservatório, em 1883 ganhou o segundo prémio com a cantata Le gladiateur. Em 1884 ganha o primeiro Grande Prémio de Roma, com a cantata L'Enfant Prodigue, que lhe deu o direito a um período de aperfeiçoamento em Roma, na Villa Médici. Em 1889 descobriu a musica de Richard Wagner, que o fascinou e influenciou de tal modo que se tornou um wagneriano convicto. No entanto, no ano seguinte, mudou de posição quando assistiu a «Parsifal» em Bayreuth. Escreveu: «Há que investigar a partir de Wagner, mas não se baseando em Wagner». Foi casado primeiramente com Lily Texier em 1899. Lily Texier era bonita e amável mas pouco culta. O casal divorcia-se em 1905. Volta a casar com Emma Bardac em 1908, com quem teve uma filha em 1905.
Debussy nunca teve nenhum cargo oficial, nunca foi um figura pública apesar de ser um pianista maravilhoso. Evitava o mais possível apresentar-se em público. O mais importante da sua vida foram as suas criações musicais.
Debussy, nas suas férias de Verão, para ganhar dinheiro tocou em algumas casas abastadas como a de Nadejda Filaretovna von Meck (mecenas protectora de Tchaikovsky), a de Marguerite Wilson-Pelouze (no Castelo de Chenonceaux). Claude acompanhou por diversas vezes von Meck, chegando a visitar Moscovo.
Debussy, entre Abril de 1901 e Junho de 1903, encarregou-se da rubrica de crítica musical de duas revistas parisienses: La Revue Blanche e Gil Blas.
Entre 1892 e 1894 compõe uma das suas obras mais celebres, Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno), um poema sinfónico inspirado numa obra de Stéphane Mallarmé, que posteriormente serviu de inspiração ao celebre coreografo e bailarino Vaslav Nijinski, para criar um balé revolucionário em 1912.

Em 1892, assistiu á estreia da peça «Pelléas et Mélisande», do escritor simbolista belga Maurice Maeterlinck, e depois de ter obtido o consentimento do dramaturgo, iniciou uma opera em cinco actos baseada nessa obra, projecto que lhe levou dez anos a concluir. Estreou a 30 de Abril de 1902, no teatro Opéra-Comique, apesar de Maeterlinck ter protestado devido ao facto do papel principal não ter sido entregue a uma amiga sua. O escritor cortou relações com Debussy, cancelou a autorização que tinha dado para usarem o seu texto, falou em levar o compositor e o director da ópera, Albert Carré a tribunal e até em defrontar-se com Debussy em duelo. Antes da estreia o publico dividiu-se entre os apoiantes de Maetrlinck e os de Debussy, e durante os intervalos do espectáculo o publico brigou, tendo de haver intervenção policial! E assim, entre estas o outras polémicas nasceu uma das operas mais importantes do século XX.
No início de 1910, os médicos diagnosticam um cancro que está lhe afetando consideravelmente a sua saúde. Abandonou muitos projectos, como a composição de algumas óperas. Após duas operações, o seu estado não havia melhorado, bem pelo contrário, Debussy estava cada vez mais doente. A morte de um dos mais geniais músicos passou quase despercebida, enquanto a artilharia do exército alemão bombardeava fortemente Paris, no dia 25 de março de 1918, quase no final da Primeira Guerra Mundial. O compositor foi sepultado no cemitério do Père-Lachaise mas no ano seguinte foi transladado para o cemitério de Passy.
A personalidade artística de Debussy é de primacial importância não só na música francesa, como na própria história da arte dos sons. Há que considerar, em primeiro lugar, o seu papel como renovador da linguagem harmônica, cujo vocabulário aumenta graças a novas concepções na formação e encadeamento dos acordes. Tais concepções eram por alguns consideradas ao tempo subversivas dos princípios tradicionais, enquanto outros consideravam um alargamento desses princípios e a conseqüencia lógica das inovações de Chopin, Liszt e Mussorgsky.
Quanto ao ritmo, é igualmente um descobridor único, e a sua obra é de prima importância como verdadeiro ponto de partida para as modernas explorações rítimicas do século XX. A influência de Debussy foi enorme na música, deixando marcos na história e influenciando inúmeros artistas como Bartok, de Falla, Dallapiccola e Villa-Lobos.

Jean Cocteau(1889-1963)Artista françes,do movimento do Surrealismo,tocou todos os instrumentos,foi poeta,realizador,actor,pintor.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jean Maurice Eugène Cocteau (Maisons-Lafitte, 5 de julho de 1889 — Milly-la-Forêt, 11 de outubro de 1963) foi um cineasta, actor, encenador e autor de teatro francês.
Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX. Além de ser diretor de cinema, foi poeta, escritor, pintor, dramaturgo, cenógrafo e ator e escultor. Cocteau começou a escrever aos dez anos, aos dezesseis já publicava suas primeiras poesias. A sua principal obra de poesia é o livro Clair-obscur, editado em 1954.
Actuou activamente em diversos movimentos artísticos, nomeadamente o conhecido Groupe des Six (grupo dos seis) cujo núcleo era Georges Auric (1899–1983), Louis Durey (1888–1979), Arthur Honegger (1892–1955), Darius Milhaud (1892–1974), Francis Poulenc (1899–1963), Germaine Tailleferre (1892–1983). Além destes, outros também tomaram parte, como Erik Satie e Jean Wiéner.
Foi eleito membro da Academia Francesa em 1955.
Homossexual, não escamoteou sua orientação sexual. Manteve estreita amizade com Jean Marais, seu ator preferido. Dentre seus amigos destaca-se Edith Piaf, Jean Genet, etc.
Cocteau realizou sete filmes e colaborou enquanto argumentista, narrador em mais alguns. Todos ricos em simbolismos e imagens surreais. É considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos.
É famoso pela frase: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez"
Jean Cocteau
Jean Maurice Eugène Cocteau (5 de julho de 1889, Maisons-Lafitte, Yvelines, Île-de-France, França - 11 de outubro de 1963, Milly-la-Forêt, Essonne, Île-de-France, França), cineasta francês.
O estilo é uma maneira muito simples de dizer coisas complicadas.
Jean Cocteau
As leis morais são as regras de um jogo no qual todos fazem batota, e isto desde que o mundo é mundo.
Jean Cocteau
Para o poeta a maior tragédia é se o admiram porque não o entendem.
Jean Cocteau
O poeta lembra-se do futuro.
Jean Cocteau
O discernimento consiste em saber até onde se pode ir.
Jean Cocteau
Confusa época em que os museus se transformam em igrejas e igrejas em museus.
Jean Cocteau
A ciência serve apenas para se verificarem as descobertas do instinto.
Jean Cocteau
O limite extremo da sensatez é o que o público baptiza de loucura.
Jean Cocteau
O futuro não pertence a ninguém. Não existem precursores, apenas existem retardatários.
Jean Cocteau
Um belo livro é aquele que semeia em redor os pontos de interrogação.
Jean Cocteau
A beleza age mesmo sobre aqueles que não a constatam.
Jean Cocteau
Escrever é batermo-nos com tinta para nos fazermos compreender.
Jean Cocteau
Um artista não pode esperar qualquer ajuda dos seus pares.
Jean Cocteau
A arte existe no instante em que o artista se afasta da natureza.
Jean Cocteau
A juventude é uma conquista da maturidade.
Jean Cocteau
Os jovens adoram desobedecer. Mas, actualmente, não há mais ninguém para lhes dar ordens.
Jean Cocteau
A nascente desaprova quase sempre o itinerário do rio.
Jean Cocteau
O virtuoso não serve a música. Serve-se dela.
Jean Cocteau
Ninguém ignora que a poesia é uma solidão espantosa, uma maldição de nascença, uma doença da alma.
Jean Cocteau
Os críticos julgam as obras e não sabem que são julgados por elas.
Jean Cocteau
O corpo é um parasita da alma.
Jean Cocteau
Cuidado, este não é revolucionário. É um conservador de antigas anarquias.
Jean Cocteau
Quando uma obra parece avançada para a sua época, é simplesmente porque a sua época está atrasada em relação a ela.
Jean Cocteau
O poeta é uma mentira que diz sempre a verdade.
Jean Cocteau
O que o público reprova em ti, cultiva-o: é o que és.
Jean Cocteau
Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia; mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade.
(Jean Cocteau)
http://www.pensador.info/biografias/j/

Filosofia,Politica,Literatura

"A vida é muito complicada para ser resumida" "Não tenho uma rotina bem defenida,não me estou a ver num emprego que não tenha criatividade""Era uma espécie de caixeiro-viajante quando chegava aos paises,(só no terceiro conseguiu)Ia bater á porta das estações televisivas"Todos os meios são alugados,há um fluxo de pessoas que vão e voltam""Vendi um programa,precisava de vender 4 e consegui""Nos restaurantes ligo mais ao ambiente do que á comida" Piet Hein produtor TV in Sábado.

Código da Vinci:
Livro de Dan Brown,Leonardo da Vinci grão-mestre de uma sociadade messiânica,Mona Lisa como retrato de Maria Madalena,mulher que seria companheira de Jesus e que teriam dado origem a uma linhagem sagrada.

O fundador do Priorado de Sião :Pierre Plantard,
Pierre Athananase Marie Plantard nasceu em Março de 1920 em Paris,
filho de um mordomo e de uma dona de casa,teve uma formação católica,
aos 17 anos deixou de estudar e fundou a Union Francaise,organização que atacava os Judeus e a Maçonaria.Criou tambem a Alpha Galates,uma ordem de cavaleiros defensores do nacionalismo françês,que viria a ser registada em 1956 como Priorado de Sião,foi secretário-geral da sociadade secreta e grão-mestre em 1981,assumindo-se como legitimo Rei de França,descendente da dinastia Real,os Merovíngios.As suas dificuldades financeiras eram conhecidas,receberia 65% dos direitos autorais dos livros de Gérard de Séde,um escritor esotérico.Casou 2 vezes mas morou a maior parte da vida com a mãe.Faleceu em 2000.

O fundador da Opus Dei
Monsenhor Josemaria Escrivá:
Nasceu em Janeiro de 1902,em Huesca,Es,filho de um dono de uma empresa téxtil que foi á fal~encia tinha o filho 13 anos.Estudou no Seminário de Saragoça e ao mesmo tempo fez o curso de Direito na universidade local.Em 1925 tornou-se sacerdote,e foi para Madrid fazer o doutormento em Direito.Aos 26 anos,em 1928 fundou o Opus Dei.Refugiou-se em frança durante a Guerra Civil espanhola,e depois foi viver para Roma em 1946.Foi nomeado prelado honorário do Papa e consolidou o estatuto e a internacionalização da Obra de Deus.morreu em 1975,sendo beatificado em 1992,e elevado á categoria de Santo em 2002.Os criticos dizem que nunca se viu um processo tão rápido.Como a madre Teresa de Calcutá que foi Beatificada em 5 anos.

Bernardo Sanchez Motta,português ,em 8 anos,gasta e estuda e investiga 2 horas por dia,num canto da casa, O Priorado de Sião e Rennes-le-Château.O essencial está resolvido mas há muitas pontas por resolver.È o unico especialista português no assunto e troca correspondência com vários especialistas de muitos paises.A sua curiosidade começou quando o pai lhe ofereceu "O Sangue de Cristo e o Santo Graal"publicado em 1982 e que inspirou Dan Brown,o livro resume a investigaçao de 10 anos,de 3 investigadores ingleses sobre o priorado,a dinastia sagrada dos reis Merovingeos e a alegada vida secreta de Jesus,abafada pela Igreja católica durante 2 mil anos.
A obra do psicólogo Michael Baigent,do ficcionista Richard Leight,e do argumentista e apresentador da BBC Henry Lincoln,contavam que o priorado de Sião era uma sociadade secreta do sec.XI,mas que fora registada apenas em 1956 por um nacionalista Françês Pierre Plantard,legitimo Rei de França.Estudiosos do Priorado:Margaret Starbird dos EUA,que defende as teorias de Pierre Plantard,e o Inglês Paul Smith,de que se sabe apenas ter passado + de 40 anos da sua vida a reunir provas para desmascarar Pierre Plantard colecionando inimigos no meio do esoterismo cristão.Bernardo Motta,formado em Engenharia Electrónica,gere uma firma de videovigilância digital de dia,crada com um colega de curso,e passa 2 horas por dia a ler e a escrever sobre o mistério dos homens iluminados de Sião."Gostaria de me dedicar só a isto mas não dá"
http://afixe.weblog.com.pt/arquivo/2004/04/quem_esta_senta_1
http://bmotta.planetaclix.pt/

O pseudónimo de Pierre Plantard era Henri Lobineau.
A Opus Dei é uma prelatura pessoal da Igreja católica,uma diocése sem fronteiras territoriais.
Alguns dos membros da prelatura usam cilicios e desciplinas para se autopenitenciarem.
Na Igreja de Saint Suplice em Paris as iniciais PS correspondem aos dois patronos Pierre e Suplice.
A linha da Rosa era o meridiano zero antes do Meridiano de Greenwich e atravessa a igreja de Saint Suplice.
A Opus Dei construiu em NY nº243 da Lexington Avenue uma sede nacional que custou 47 milhões de dólares.os arquitectos May & PinsKa,assinaram o projecto e têm ali? um gabinete.
B.Motta desmontou os argumentos do trio Britânico.
Rennes -Le -Château -aldeia de montanha,no Sul de França,para onde se deslocaram caçadores de tesouros após a 2ªGuerra Mundial,que esperavam encontrar ali o ouro escondido dos Templários.
A aldeia teve um padre que enriqueceu subitamente em 1885,Françis Bérenger Sauniére,A lenda diz que terá descoberto uns pergaminhos e ouro dos templários ao fazer restauros na igreja.A igreja é do sec.XI,época das cruzadas dos templários em Jerusálem e estava dedicada a Stª Maria Madalena.
Pierre Plantard,em 1937 com 17 anos,jovem agitador,procurava um suporte sólido para as suas aspiraçoes nacionalistas.Quando ouviu falar da aldeia começou a visitá-la discrétamente,recolhendo informações e testemunhos dos seus habitantes,em 1956 registou a constituição do Priorado de Sião,num cartório de provincia,autodesignando-se secretário-geral,
a partir de 1964 foram sendo depositados na Biblioteca Nacional de Paris,documentos pretensamente históricos sobre a sociadade secreta,os seus objectivos misticos e a sua alegada fundação no sec.XI,,em Jerusalém,onde há um Monte de Sião e onde foi construida uma abadia pelos Templários.Os dossiês secretos ,incluiam provas da sua ascendência real,a famosa lista dos grãos-mestres da sociadade de Joana D´Arc a Leonardo D´Avinci,e cópias de pergaminhos codificados,que teriam sido encontrados pelo padre Sauniére em Rennes-Le-Château,remetendo para algumas pinturas conservadas no Louvre e indicando um turtuoso caminho para o segredo de Maria Madalena e do papel da mulher no Cristianismo primitivo.
Entrando no mistério mais este se foi alargando,ganhando meias verdades e meias mentiras sobrepostas,diluindo-se a fronteira entre ficção e realidade.Hoje sabe-se diz B. Motta que os documentos da biblioteca de Paris são falsos,uma construção de cabeças geniais que dedicaram a sua vida a montar a farsa.Plantard era a cabeça criativa,elaborou as tabelas dinásticas merovíngeas,onde inscreveu a sua própria familia,acrescentando Saint Clair ao seu apelido.O Marquês de Chérisey,gostava do surreialismo de Jean Cocteau? seu amigo era a cabeça sofisticada,escreveu os pergainhos,imitando a letra curva dos carolíngeos,a dinastia que sucedeu aos merovingeos,introduziu um código de anagramas em que com o mesmo número de letras se refazem palavras,baseado no salto do cavalo,movimento do xadrez,o código é indecifrável se não se possuir a chave.Chérisey deu o código e a chave a Gérard de Sède,escritor de romances esotéricos,que divulgou os pergaminhos no livro "LÓr de Rennes,publicado em 1967,um dissidente da sociadade secreta Jean-Luc Chaumeil um antigo jornalista,chamou-lhes os três Mosqueteiros do Priorado e têm ajudado a repor a verdade.Tem reputação de especialista em temas e seitas esotéricas.Plantard morreu em 2000 com 80 anos,uma sombra do que fora no passado.Em 1993 confessou a um Juiz que inventara tudo,deixaram-no ir com a condiçao de deixar as suas actividades delirantes,os milhares de membros nunca se comprovaram,pensa-se que apenas terá tido algumas dezenas de franceses como apoiantes.
Gino Sandri,funcionário sindicalista,tornou-se descipulo de Plantard nos anos 70,hoje diz-se secretário geral da organização,as suas intervenções são vistas com descrédito pela comunidade esotérica.
O padrecitado enriqueceu talvez devido a vender intenções(a favor de alguém) de missa além do permitido,mas como é que numa aldeia conseguia tantas pessoas a ponto de enriquecer derrepente?
O Priuré de Sion definha na Europa,mas ressurge nos EUA,e na internet Priory of Sion,reclamando diferentes heranças dinásticas.
A Opus Dei é uma organização poderosa no seio da igreja,a sede portuguesa é a residência dos Álamos,desde 1945 está em Portugal,com residências universitárias,cloubes e colégios:
aposta na educação,para formar bons profissionais,e cumprir o principio da Santificação no trabalho.
Cloubes com actividades e salas de estudo para alunos do Secundário:Clube Xénon (rapazes) e Clube Darca (raparigas),Colégios Planalto (rapazes) Mira Rio (raparigas)residencias universitárias em lisboa: Àlamos(raparigas) Montes Claros (rapazes),O colégio Universitário Montes Claros,junto á universidade católica,é a sede da direcção de informacção.A sede nacional fica no Paço do Lumiar,numa quinta da rua Esquerda,perto do colégio Manuel Bernardes.
Ai vive o Vigário Rafael Espírito Santo e outros numerários.
Em Portugal:Jardim Gonçalves,Paulo teixeira Pinto,Mota Amaral
Dan Brown:Diz que é cristão,"A fé é um campo muito vasto e continuo e cada um cai no ponto onde consegue cair,ao tentarmos catalagar de forma rigida conceitos etéreos como a fé,discutimos a semãntica,deixando escapar o óbvio,todos nós estamos a tentar decifrar os grandes mistérios da vida e cada um de nós segue o seu próprio caminho de entendimento"
Como entraram Jesus e Maria Madalena em toda esta história?
Esta tese não é uma invenção exclusiva do Priorado de Sião.Plantard afirmara, em tempos, que a dinastia dos Merovíngios provinha da estirpe real de David, mas sem fornecer argumentos concretos. O seu amigo Chérisey também usou, frequentemente, a figura de Madalena nos seus textos esotéricos. Visto que Plantard e os seus colaboradores estavam, a partir dos anos sessenta, a usar activamente a história de Saunière para a construção da sua farsa, e como a igreja de Rennes-le-Château estava dedicada a Maria Madalena, sempre existiu um interesse relativo do Priorado pela sua figura. Mas até ao final dos anos setenta, o mito do Priorado de Sião era apenas uma história fantástica, exclusivamente francesa, inventada por Plantard e pelos seus amigos para tentar legitimá-lo como herdeiro da Coroa de França. Em toda esta farsa francesa nada se sugeria acerca de Jesus e Maria Madalena terem sido casados ou terem tido descendência.Mas sucedeu que o actor e realizador britânico Henry Lincoln, durante umas férias no sul de França no final dos anos sessenta, encontrou e leu um dos livros do jornalista Gérard de Sède, um dos elementos do grupo do Priorado de Sião. Lincoln ficou fascinado pela mistificação de Plantard e dos seus amigos. Achou que se tratava de óptimo material para um ou mais documentários televisivos, e mesmo para um livro que pudesse transportar a mistificação para o Reino Unido, e quem sabe, para o resto do Mundo.Lincoln, juntamente com outros dois amigos oriundos da Maçonaria anglo-saxónica, Richard Leigh e Michael Baigent, teve uma ideia original: porquê parar na dinastia merovíngia? Porque não fazer de Plantard um descendente de Cristo? Bastaria aos três autores inventar uma teoria para ligar, de algum modo, Jesus aos Merovíngios. O material do Priorado, em si mesmo, já potenciava essa teoria, só que Plantard nunca se atrevera a tanto.O mais espantoso é que eles foram avisados por um jornalista francês, Jean-Luc Chaumeil, antes da publicação em 1982 do seu livro O Sangue de Cristo e o Santo Graal, de que o Priorado de Sião era uma farsa. Esse mesmo jornalista já o afirmou publicamente várias vezes. Diz ele que avisou Lincoln e os seus amigos de que Plantard era um burlão e que tudo não passava de uma farsa. Lincoln e os seus colegas simplesmente ignoraram o aviso. Eles já tinham o seu objectivo bem definido...A obra O Sangue de Cristo e o Santo Graal tornou-se best-seller logo a partir em 1982. Lincoln e os seus colegas colocaram de pé uma tese muito original, feita da colagem da mitologia do Priorado de Sião às novas teses do trio relativamente a Jesus, a Maria Madalena, à nova interpretação do Graal e à sua inventada descendência através dos Merovíngios.
Como reagiu Plantard a esse aproveitamento por parte do trio?
Publicamente, reagiu mal. Em entrevista a uma rádio francesa, Plantard afirmou que apenas reclamava uma ascendência merovíngia. Ficou chocado ao saber que os três autores de língua inglesa se tinham aproveitado da sua criação, e tinham feito dele próprio, sem a sua autorização, um descendente de Jesus. Plantard afirmou que as teorias do trio eram disparatadas. Mas já não havia nada a fazer para evitar a disseminação do embuste! Centenas de milhares de leitores compraram e gostaram do livro O Sangue de Cristo e o Santo Graal. Muitos levaram este livro a sério porque se apresentava como uma obra de pesquisa histórica séria. Eu fui um deles!
O trio Lincoln, Baigent e Leigh iria fazer escola, levando ao aparecimento de uma claque de seguidores desde o início dos anos oitenta. Autores como Lionel e Patricia Fanthorpe, Michael Bradley, Richard Andrews e Paul Schellenberger, Robin Mackness e Guy Patton, David Icke, Ean Begg, David Wood, Ian Campbell, Patrick Byrne, Lynn Picknett e Clive Prince, Christopher Knight e Robert Lomas, Marilyn Hopkins, Graham Simmans, Timothy Wallace-Murphy, Andrew Sinclair, Laurence Gardner, Barbara Thiering e Margaret Starbird fazem todos parte da criativa "geração Rennes". Nasceram e cresceram com a leitura das obras de Gérard de Sède, Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. Todos se tornaram adeptos da mitologia de Rennes, e as suas obras revelam uma adesão total e inabalável às teses do Priorado de Sião.Dan Brown simplesmente inspirou-se neste meio literário de fantasia. Ele percebeu, melhor do que todos, o imenso potencial mediático e financeiro desta história fantástica. Dan Brown conseguiu ainda fazer das complexas teorias do Priorado de Sião uma síntese simplista e apelativa: o escritor coloca, de um lado, os "Bons", ou seja, os hereges, a "Igreja de Madalena", o Priorado de Sião, o Culto da Deusa, ou o que se lhe quiser chamar. Do outro lado, Brown coloca os "Maus", ou seja, a "machista" Igreja Católica, a "Igreja de Pedro", cujo segredo seria protegido graças a sequazes do Opus Dei.
Há um século atrás, os romances anti-católicos faziam-se valer dos Jesuítas, que eram sempre os "maus da fita". Basta que nos lembremos de episódios de desinformação já quase esquecidos pelo tempo, como o do falso "Juramento Jesuíta", um caso clássico de fraude documental. Nos tempos modernos, a opinião pública já não reagiria com interesse a um jesuíta assassino. Reagiria com muito mais entusiasmo ao ler uma história na qual membros do Opus Dei, uma organização mediaticamente estereotipada, e deste modo rotulada por muitos como retrógrada ou mesmo mafiosa, surgissem como os "maus da fita". Se não teve outro mérito, Dan Brown teve pelo menos o enorme talento de saber exactamente o que é que os seus leitores gostariam de ler e o que é que eles estariam prontos a passar a acreditar. Dan Brown também sabia que os seus leitores, na sua grande maioria, não estavam preparados para distinguir a verdade da ficção!Com uma escrita rápida e empolgante, a fórmula só poderia funcionar: o resultado do sucesso está à vista!
Porquê o Opus Dei? Dan Brown retrata fielmente o Opus Dei?
O retrato que Dan Brown faz do Opus Dei é grotesco, e contém inúmeros erros. Podemos aperceber-nos do que Dan Brown quer colocar em jogo, apenas pela leitura atenta do que lá vem escrito acerca do Opus Dei na primeira página do romance, intitulada "FACTO":
"The Vatican prelature known as Opus Dei is a deeply devout Catholic sect that has been the topic of recent controversy due to reports of brainwashing, coercion, and a dangerous practice known as "corporal mortification."Em português,
"A prelatura do Vaticano conhecida como Opus Dei é uma seita católica profundamente devota que tem sido objecto de controvérsias recentes devido a acusações de lavagem ao cérebro, coerção e uma prática perigosa conhecida como «mortificação corporal»"Observe-se como Dan Brown entra em clara contradição, ao chamar o Opus Dei de "seita católica": se o Opus Dei fosse uma seita, estaria separado da Igreja Católica, logo não seria católico. Sendo o Opus Dei uma organização feita por católicos e sancionada pela Igreja Católica, automaticamente não pode ser uma seita! Dan Brown usa a palavra "seita", ligando-a mais adiante na frase a suspeitas de "lavagem cerebral" e "coerção", sem explicar ao leitor que a dita "polémica" não provém de casos concretos em Tribunal ou de investigações independentes, mas tem origem, sobretudo, num complexo fenómeno sociológico ligado a certos movimentos "anti-seita" ideologicamente motivados6.Por outro lado, a afirmação de que a mortificação corporal, uma prática duas vezes milenar e profundamente cristã, é uma "prática perigosa" do Opus Dei pode fazer-nos pensar de que se trata de uma invenção dessa organização. Nada é mais falso. Por mortificação corporal, entende-se uma série de práticas de devoção cristã, de opção puramente pessoal e por isso mesmo nunca obrigatórias, que partindo da privação ou de um moderado desconforto físico, procuram benefícios espirituais como forma de imitação do sofrimento corporal do próprio Jesus Cristo. Na categoria da mortificação corporal entram práticas tão variadas e inofensivas como o jejum ou a opção por formas precárias de alimentação, dormir em leitos desconfortáveis, tomar banho com água fria, andar descalço, usar o cilício como forma de desconforto físico (sem qualquer sangue, ao invés do que é retratado n'O Código da Vinci), permanecer em silêncio durante períodos prolongados, entre outras.
Ler ou não o livro? Ver ou não o filme?
Li O Código da Vinci, mas devo confessar que a qualidade policial da escrita de Brown não fez efeito nenhum em mim, uma vez que Dan Brown repete insistentemente chavões bem conhecidos de quem estudou o enigma de Rennes-le-Château e de quem leu o material panfletário do Priorado de Sião. É incrível reparar que Dan Brown conhece bem a farsa do Priorado e a versão deturpada do enigma de Rennes, apesar do nome desta aldeia não surgir nem uma vez em todo o romance: desde os detalhes do assassinato de Jacques Saunière no Museu do Louvre, que é parecido com o enigmático crime de Coustaussa; até às teorias de Leigh Teabing sobre a língua inglesa, que foram claramente retiradas da obra do padre Henri Boudet, vizinho do padre Saunière, passando pelo uso na trama da igreja parisiense de Saint-Sulpice (lugar fétiche para a mitologia do Priorado de Sião) tudo indica de forma bem clara que Dan Brown conhece este material melhor do que confessa. O que chega para demonstrar que Dan Brown é uma pessoa intelectualmente desonesta, porque sabendo tantos detalhes sobre este tema, sabe certamente que se trata de uma fraude. E como tal, não deveria afirmar publicamente que tais teorias são sérias ou que são apoiadas por "académicos" cujos nomes Brown nunca identifica.Mas Dan Brown não é o primeiro, nem será o último, autor pouco sério a ficar milionário graças à desonestidade intelectual. Considerando que o tema é fascinante, e que a sua escrita é empolgante, não vejo problemas numa leitura madura e adulta deste livro. Haverá muitas formas adequadas de o ler, desde o leitor que não está à espera de encontrar qualquer ligação com a verdade histórica e procura apenas um bom policial, até ao leitor adepto deste estilo literário que esteja bem familiarizado com os temas tratados ao ponto de saber distinguir a verdade da ficção.O essencial, nesta situação como em muitas, é estar apto a saber distinguir a verdade da ficção. Infelizmente, a grande maioria dos leitores d'O Código Da Vinci não consegue fazer esta distinção. No que diz respeito ao filme de Ron Howard, estreado a 19 de Maio de 2006, fui vê-lo e não fiz qualquer campanha contra ele. Ficção pouco séria e intencionalmente enganadora como esta torna-se perfeitamente inofensiva para um leitor ou um espectador informado. O segredo é sempre o mesmo: conhecimento. Quem sabe, não corre o risco de ser enganado.Em suma, não diria que a obra de Dan Brown é de leitura obrigatória, mas também nunca condenaria a sua leitura. Sou contra todo o tipo de censura, mas não deixarei de criticar a falta de seriedade desta obra. E tenciono fazê-lo da melhor forma possível: informando...
1 Texto original no site de Dan Brown:«- HOW DID YOU GET ALL THE INSIDE INFORMATION FOR THIS BOOK?- Most of the information is not as "inside" as it seems. The secret described in the novel has been chronicled for centuries, so there are thousands of sources to draw from. In addition, I was surprised how eager historians were to share their expertise with me. One academic told me her enthusiasm for The Da Vinci Code was based in part on her hope that "this ancient mystery would be unveiled to a wider audience."»2 Syr Thomas Malory, Le Morte d'Arthur no site da Universidade de Michigan. Neste site, encontra-se a versão original do texto, conforme editada por William Caxton.3 Os dados históricos acerca do Concílio de Niceia e das medidas tomadas por Constantino foram extraídos de vários artigos do site da Catholic Encyclopedia e da obra de Jean Borella, Ésotérisme Guénonien et Mystère Chrétien, Delphica, 1997, Lausanne, Suíça.4 Apenas como exemplo, o capítulo dezasseis do terceiro livro de Santo Ireneu é intitulado “Provas, a partir dos escritos apostólicos, de que Jesus Cristo era um e o mesmo, o único Filho de Deus, Deus perfeito e homem perfeito”. Santo Ireneu de Lião, Adversus Haereses (Livro III, Capítulo 16), ver o artigo Adversus Haereses no site da Catholic Encyclopedia.5 O Codex Muratori deve o seu nome ao seu descobridor, e primeiro editor, Luigi Antonio Muratori (1672-1750), que em 1740 publica em Milão a obra Antiquitates italicae, em cujo livro terceiro é editado pela primeira vez o dito códice. Trata-se da compilação mais antiga que é conhecida do cânone do Novo Testamento. O Codex Muratori encontra-se na Biblioteca Ambrosiana de Milão. Para mais detalhes, consultar o artigo Muratorian Canon no site da Catholic Encyclopedia.6 Massimo Introvigne, do Cesnur, dedicou um texto bastante detalhado ao estudo da relação entre os críticos ao Opus Dei e os recentes movimentos "anti-seita", tanto na Europa como nos Estados Unidos. Ver: Opus Dei and the Anti-cult Movement.
Deve-se criticar esta obra? E a liberdade de expressão?
Infelizmente, faz-se muita confusão em torno dos termos "crítica" e "liberdade de expressão". A crítica deve ser vista como algo natural numa sociedade aberta e plural. Certamente que Dan Brown terá toda a liberdade para se exprimir como entende, e O Código da Vinci é, neste aspecto, perfeitamente lícito. Contudo, o que não se entende é que tantos, sobretudo leitores entusiasmados, se indignem contra as críticas feitas a esta obra. Há que evitar dois excessos: por um lado, deve-se evitar todo o tipo de censura. Nenhuma obra deve ser censurada, na minha opinião. O outro excesso consiste em afirmar que a obra está acima de crítica, ou afirmar que quem a critica não tem o direito de o fazer.
Que diz ele sobre Leonardo da Vinci?
Estas afirmações encontram-se no seu site:
"Vários académicos acreditam que o seu trabalho [o de Leonardo] fornece intencionalmente pistas para um segredo poderoso… um segredo que permanece protegido até aos dias de hoje por uma irmandade clandestina da qual Da Vinci era membro""Algumas das evidências mais dramáticas podem ser encontradas nas pinturas de Leonardo da Vinci""Contudo, o segredo por detrás do Código Da Vinci estava demasiadamente bem documentado para que eu o desprezasse"Esta "irmandade clandestina" de que fala Dan Brown é o famoso Priorado de Sião, que data apenas de meados do século XX. Por isso, é evidente que Leonardo da Vinci, pintor nascido no século XV, não poderia ter feito parte de uma organização que apenas foi criada em França no século XX! Dan Brown retirou os detalhes falsos acerca do Priorado de Sião das obras pseudo-históricas de autores anglo-saxónicos como Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, autores de O Sangue de Cristo e o Santo Graal, e o casal Lynn Picknett e Clive Prince, autores de O Segredo dos Templários, ambos livros reeditados recentemente em português para aproveitar a popularidade d'O Código da Vinci. Todos estes autores apresentam as suas obras como trabalhos de pesquisa, mas na verdade, a sua pesquisa foi conduzida de forma muito deficiente. É também fácil demonstrar que em várias situações o modo de proceder destes autores é propositadamente enganador.
Está mesmo uma mulher sentada à direita de Cristo n'A Última Ceia?
Não. Em 500 anos de admiração e estudo da obra de Leonardo da Vinci, nunca ninguém o afirmou. Até 1997, esta teoria simplesmente não existia. É neste ano que o casal Picknett e Prince editam a sua obra O Segredo dos Templários. São eles os criadores da tese de que seria Maria Madalena a personagem retratada ao lado de Cristo nesta pintura. Mas é curioso notar que os seus antecessores, o trio Lincoln, Baigent e Leigh, em 1982, o ano em que saiu a obra O Sangue de Cristo e o Santo Graal, tinham defendido a teoria de que à direita de Cristo nesta pintura estivesse o apóstolo Tomé, referido por estes autores como o "irmão gémeo" de Jesus! Onde o trio consegue ver em 1982 um homem gémeo de Jesus, o casal Picknett e Prince descobre, em 1997, que essa figura é, afinal, uma mulher.Podemos imaginar os entusiasmados leitores do best-seller de Lincoln, Baigent e Leigh a discutirem animadamente, no início dos anos oitenta, as teses do "gémeo" Tomé. Deste modo, damo-nos conta da insensatez de assistirmos de novo, apenas volvidas duas décadas, ao mesmo entusiasmo, mas desta vez procurando-se, no lugar do "gémeo" Tomé, uma mulher, que seria Maria Madalena!Na verdade, tudo vale, quando o que interessa é vender pseudo-história. Pergunte-se a qualquer especialista em arte quem ali está representado e a resposta será a mesma: à direita de Jesus está o apóstolo João, o "discípulo amado", sempre colocado à direita de Jesus em qualquer quadro com a Última Ceia. João ocupa sempre o lugar de eleição. João era o mais novo dos apóstolos: em quase toda a pintura ocidental cristã, João é pintado com feições de adolescente, muitas vezes sem barba e com uma face delicada. A pintura do gótico retrata-o frequentemente com uma estatura menor da dos restantes apóstolos para reforçar a sua juventude face aos demais. No caso da pintura de Leonardo, é bem sabido que este artista recorria frequentemente à representação efeminada de homens jovens. O seu quadro de São João Baptista, por exemplo, mostra-nos um jovem com traços bem femininos. O facto de o apóstolo São João ser, tradicionalmente, retratado como um jovem ainda não adulto permitiu a Leonardo representar este apóstolo como uma figura efeminada sem que isso levantasse qualquer suspeita aos monges que comeram naquele refeitório durante anos a fio.
O que dizem os especialistas sobre a tese "Madalena"?
Todos são unânimes. A figura à direita de Jesus é São João. A obra de Leonardo da Vinci não contém segredos sobre Maria Madalena ou uma suposta "linhagem sagrada". Cito apenas um exemplo: a Prof. Veronica Field, (docente da Universidade de Londres, presidente da Leonardo da Vinci Society) classifica esta teoria de "absurda".
E em relação ao Santo Graal? Vem de "sang real"? Refere-se a uma descendência de Cristo e Madalena?
Não. Essa tese é falsa. Trata-se de uma tese relativamente moderna, timidamente sugerida pelo Priorado de Sião nos anos sessenta e reaproveitada nos anos oitenta pelo trio Lincoln, Baigent e Leigh. Não é correcto deduzir derivações de palavras apenas porque soam parecidas. "Sang real" é, de facto, parecido com "san graal". Mas isso não chega, em termos científicos, para deduzir uma expressão da outra. Aliás, na maior parte das vezes, a palavra "Graal" surge isolada, sem o adjectivo "santo". Há, contudo, excepções...É frequente ver-se referida a obra de Thomas Malory (1405-1471), Le Morte d'Arthur2 como uma prova de que certos autores teriam usado a expressão sangreal no sentido de "sangue real". Neste romance sobre o Graal figura em abundância a expressão sangreal, mas também surge a expressão saynt greal. Deste modo, fica claro que Malory concatena as palavras saynt e greal para construir a expressão sangreal, sempre com o significado de "Santo Graal". A decomposição de sangreal em duas palavras distintas, sang e real, é uma invenção recente dos autores Lincoln, Baigent e Leigh, para tentar obter crédito para as suas teorias acerca de uma descendência de Jesus.A questão do Graal é muito complexa e delicada. Em certas obras literárias, o Graal surge como um cálice, o cálice que teria recebido o sangue de Jesus na Cruz, o mesmo usado na Última Ceia. Mas o Graal também surge noutras formas, ora como um livro, ora como uma pedra, ora como uma lança! Como é que um livro, uma pedra ou uma lança são compatíveis com a "tese Madalena"? Uma das obras mais importantes para o estudo do simbolismo do Graal é a obra Parzifal de Wolfram von Eschenbach, que viveu entre 1170 e 1220. Nesta obra, o trovador alemão descreve o Graal como uma "pedra caída dos céus", uma pedra preciosa multifacetada que estaria incrustada na testa de Lúcifer, e que daí teria caído para a Terra, para parte incerta. Como é que a teoria do Graal-útero se encaixa nos relatos clássicos do Graal? Nenhum dos romances medievais sobre o Graal alguma vez menciona Maria Madalena como símbolo graálico.Recomenda-se a leitura, neste mesmo site, da página sobre o Santo Graal: http://bmotta.planetaclix.pt/santograal.html.
É possível salientar o erro histórico mais grave d' O Código Da Vinci?
Escolho, como erro histórico mais grave, aquele erro que poderá provocar mais impacto nos leitores. A afirmação historicamente falsa de que o Imperador romano Constantino institucionalizou a Igreja Católica conforme a conhecemos hoje, tendo patrocinado a "votação de Jesus como Deus" no Concilio de Niceia, no ano 325. Dan Brown sugere que este imperador teria seleccionado os textos do Novo Testamento, queimando os que não queria. Um imperador romano nunca teria autoridade canónica para o fazer, à revelia da autoridade dos bispos!Repare-se como esta ideia falsa é poderosa: se assim fosse, a Igreja Católica como a conhecemos hoje seria um mero produto da política ambiciosa de um imperador romano, e a crença na divindade de Jesus seria uma adição posterior em três séculos ao próprio Jesus Cristo!Vejamos com algum detalhe estas duas teses:
Será que a Igreja Católica deve a sua sobrevivência, deve a sua vitória sobre as restantes heresias, ao apoio de Constantino?Tentemos aproximar-nos, dentro do possível, das motivações de Constantino: o imperador procurava juntar a Cristandade numa definição textual explícita e clara da sua doutrina em Niceia, mas porque Constantino estava à procura de uma fé cristã sólida para o Império. O Édito de Milão, em 313, confirmava que o Cristianismo era uma religião legal, a par com os cultos pagãos (ainda se estava longe da instituição do Cristianismo como religião oficial, o que só sucederia com o Imperador Teodósio I, que viveu entre 346 e 395). O que Constantino desejava era a união do mundo cristão sob uma mesma doutrina, fosse ela qual fosse, procurando o Imperador sempre aquela doutrina que pudesse gerar maior consenso, visto que a verdade acerca da mesma era algo que possuia para ele interesse secundário.O Imperador não está dentro das subtilezas teológicas da questão: para Constantino, pouco importa a veracidade do "homoousion" (a questão da "consubstancialidade" de Jesus Cristo com o Pai) ou outras minúcias do género. A prova disso está no facto de que poucos anos após ter promovido Niceia, Constantino estava activamente a promover a doutrina contrária, a ariana: após 333, Constantino chama de volta os bispos arianos exilados e une os seus esforços a Ário. Esta reacção de Constantino, de verdadeiro retrocesso à sua política de protecção às decisões do Concílio de Niceia, vai trazer consequências graves durante quase um século: toda a Europa, graças às políticas pró-arianas de Constantino, vai cair sob o fascínio desta heresia. Recordemos que é no ano de 358 que o exilado Papa Libério será obrigado a assinar uma profissão de fé muito duvidosa no dito Concílio de Sírmio. Mesmo depois do Concílio de Constantinopla (381), a europa permanecerá ariana durante muito tempo, em consequência deste verdadeiro volte face do Imperador, que infelizmente tão poucos comentadores modernos referem. Os Visigodos permanecerão arianos até ao baptismo de Clóvis no final do século V. Os Lombardos atrasarão o abandono do arianismo até meados do século VII3.Perante estes factos históricos, não é possível manter a ideia de uma Igreja Católica escolhida de entre as seitas, e fortalecida graças à protecção de Constantino, mesmo que este Imperador tenha sido decisivo na legalização e fortalecimento da imagem do Cristianismo no seio do Império Romano.
Agora a segunda tese... Fica-se com a impressão de que esta é a tese principal que Dan Brown quer passar aos leitores, e parece ser a ideia chave que o livro tenta transmitir: a crença na divindade de Jesus não existia na origem da religião cristã, ou seja, não era uma crença partilhada pelos primeiros cristãos, e teria sido inventada e votada apenas em 325 d.C., no Concílio de Niceia. Também se tenta transmitir aos leitores a ideia errada de que a Bíblia foi modificada para satisfazer as políticas de um imperador romano.Na verdade, este importantíssimo primeiro Concílio votou a condenação de uma heresia conhecida como arianismo. Os partidários do arianismo (que retira o seu nome do sacerdote Ário, de Alexandria) negavam a divindade plena de Cristo. Em Niceia, por esmagadora maioria (apenas dois votaram a favor da heresia), os bispos votaram uma condenação clara do arianismo. Mas a crença em Jesus como Deus e Filho de Deus está enraizada no cristianismo desde a sua origem. Os seus apóstolos afirmaram-no, os cristãos crêem-no desde o início, é algo estruturante ao cristianismo, e não uma qualquer decisão votada posteriormente.Não se trata de discutir se Jesus é Deus ou não. Essa é uma questão de crença. Trata-se de discutir se os primeiros cristãos viam Jesus como Deus. E afirmar o contrário é um erro histórico facilmente detectável pelo estudo da patrística e dos textos neotestamentários. Um exemplo evidente é a obra de Santo Ireneu de Lião, que escreveu por volta de 180 d.C. a sua obra principal, Libros Quinque Adversus Haereses (“Cinco livros contra as heresias”), na qual se constata que a crença na divindade de Jesus é estruturante ao cristianismo e é uma peça central da doutrina4. Mas também poderíamos considerar as compilações do Novo Testamento, que já estavam bem sedimentadas no final do século II d.C. (o Codex Muratori5, a mais antiga compilação conhecida dos textos neotestamentários, data de 180-200 d.C.), nas quais é fácil encontrar afirmações explícitas acerca da divindade de Jesus, tanto em palavras atribuídas ao próprio Jesus como em palavras atribuídas aos seus discípulos.Apesar das grandes e complexas divergências acerca da definição da divindade de Jesus, nesses tempos recuados, nem sequer os hereges mais obstinados consideravam Jesus como "mero profeta mortal", como sugere erradamente Dan Brown! Ninguém discordava que havia algo de divino em Cristo: as questões em debate incidiam sobre a forma como deveria ser interpretada a divindade de Jesus.
No meio de tantos erros históricos, há erros divertidos?
Há erros para todos os gostos! Quando Dan Brown, por exemplo, fala em milhares de templários queimados cujas cinzas teriam sido lançadas por ordem do Papa Clemente V ao rio Tibre, em Roma. Ora, sucede que o número de templários queimados não chega sequer às centenas, sucede que a ordem para a sua execução veio do rei francês Filipe IV e não do Papa, e sucede, pior ainda, que o Papa Clemente não estava sequer em Roma, mas sim em Avinhão, em França. O Papado esteve durante décadas fora de Roma! Dan Brown parece ignorar os factos mais elementares dos temas que trata! É também divertida a afirmação de que a cidade de Paris foi fundada pelos Merovíngios, ou seja, dataria de cerca do século V d. C., quando qualquer criança que lê os livros do Astérix sabe bem que Paris se chamava Lutécia no tempo das campanhas de Júlio César, portanto, já no século I a.C.!
Como surgiu a fantástica burla do Priorado de Sião?
A história é complexa. Escrevi, no início de 2005, um livro intitulado Do Enigma de Rennes-le-Château ao Priorado de Sião, editado pela Ésquilo. Uma apresentação do livro pode ser lida neste endereço: http://bmotta.planetaclix.pt/livro.htm. Este livro contém o resultado de alguns anos de trabalho, e é uma tentativa de síntese desta fantástica história do Priorado de Sião.Os protagonistas do Priorado de Sião são três franceses, companheiros na criação de uma burla histórica incrível. Pierre Plantard, desenhador industrial, pessoa de origens humildes, era amigo de longa data do intelectual Phillipe de Chérisey, marquês falido e actor de teatro e televisão. Estes dois amigos, profundamente cultos e sabedores da história do seu país e da cultura europeia, decidiram criar uma farsa com o objectivo de tentar provar que Plantard era o legítimo herdeiro à coroa de França. Plantard queria provar que descendia da primeira dinastia dos Francos, a dinastia dos Merovíngios. Ele inventara o Priorado de Sião, fingindo tratar-se de uma organização secreta e poderosa, dizendo que a sua função sempre fora proteger uma linhagem merovíngia secreta, da qual Plantard afirmava que era o actual representante directo. Ele dizia que o Priorado estivera sempre por detrás de todas as heresias e que esta organização era a maior inimiga da Igreja Católica. Porquê? Porque, segundo Plantard, a Igreja Católica traíra o pacto estabelecido com o fundador da dinastia dos Merovíngios a partir do momento em que reconhecera e legitimara o primeiro rei da dinastia seguinte, a dos Carolíngios.Segundo Plantard, a suposta dinastia merovíngia oculta, representada por ele, estaria pronta, no século XX, para se vingar da traição da Igreja Católica, e para repor os merovíngios no trono de França. Durante anos, Plantard criou grupos e publicações de reduzida dimensão, ensaiando tácticas de desinformação e falsificação de documentos históricos, tentando ser visto como alguém politicamente relevante e tentando convencer o máximo possível de pessoas de que ele era o legítimo herdeiro da coroa. O caso ganha maior amplitude quando, nos anos sessenta, por intermédio do terceiro elemento, o jornalista e trotskista Gérard de Sède, os dois amigos descobrem as lendas de Rennes-le-Château, uma aldeia pequena nos Pirinéus franceses...Nesta aldeia, no final do século XIX, vivera o padre Saunière, um sacerdote cuja vida polémica fez correr rios de tinta. Saltando muitos detalhes que podem ser lidos na parte principal deste site, o padre Saunière foi culpado de décadas de desvio de donativos que pertenciam à Igreja Católica. Com esse dinheiro, Saunière construiu propriedades e viveu uma vida relativamente abastada, aproveitando para também beneficiar os habitantes da pequena e pobre aldeia de Rennes-le-Château. Por isso, era um padre amado pelo povo de Rennes. Mas as suas actividades não eram lícitas, em termos de Direito Canónico. Os últimos anos da sua vida foram bem tristes: Saunière foi alvo de um processo eclesiástico por parte do seu superior, o bispo de Carcassonne. Saunière era justamente acusado de desvio de fundos. Foi-lhe retirada a dignidade sacerdotal e morreu na miséria, falido, com inúmeras dívidas relativas às suas obras e às despesas elevadas que tinha tido com o processo em tribunal.Após a morte de Saunière, a sua governanta, a jovem Marie Dénarnaud, decide limpar o bom nome do seu antigo patrão, inventando a história de que a fortuna do padre se devera à descoberta de um fabuloso tesouro. É assim que nasce a lenda do tesouro de Rennes-le-Château.
Como é que a história do padre Saunière poderia ajudar os planos merovíngios de Plantard?
Esta é a parte brilhante da burla do Priorado de Sião. Plantard e os seus amigos decidiram tentar transmitir a ideia de que o segredo do padre Saunière não tinha a ver com um tesouro material, mas sim com um enorme segredo político e religioso. Segundo o Priorado de Sião, o padre Saunière tinha descoberto, durante as obras de remodelação da sua igreja em Rennes-le-Château, uns antigos pergaminhos que provavam que uma dinastia merovíngia tinha vivido escondida durante séculos em Rennes-le-Château. Segundo eles, o padre Saunière ficara rico porque teria recebido, graças à importância da sua descoberta, o apoio imediato do Priorado de Sião, e teria sido usado numa operação secreta de chantagem contra a Igreja Católica. Plantard e os seus amigos inventaram uma versão totalmente distorcida da vida do padre Saunière. Segundo eles, o padre, devido à sua descoberta, teria sido recebido como um herói em Paris, junto dos grupos ocultistas. O padre passara assim a liderar uma luta dos ocultos grupos esotéricos franceses contra a Igreja Católica, recebendo apoio do Priorado de Sião. Para juntar algo de pitoresco, Plantard e os seus amigos lançaram a ideia de que Saunière tivera um caso com uma famosa cantora de ópera do seu tempo, Emma Calvé. Tudo isto é perfeitamente falso. Saunière nunca se deu com qualquer grupo ocultista, nunca conheceu a dita cantora de ópera, e enriqueceu apenas à custa de donativos de particulares e de uma vida inteira de desvio de fundos pertencentes à Igreja Católica.

http://bmotta.planetaclix.pt/codigodavinci.html#faq15

"Há freiras que me escrevem a agradecer o facto de ter posto o dedo na ferida,pois elas sacrificaram a vida para servir a Igreja,mas mesmo assim são consideradas ainda não dignas de estar por detráz do altar"
http://www.danbrown.com/meet_dan/index.html

terça-feira, 10 de junho de 2008

Literatura Filosofia Política

Os normais e os demais por Eva Moura Quanto mais próximos estivermos de quem gostaríamos de ser mais autênticos seremos...Quando somos “demasiado iguais”, ou acreditamos sê-lo, procuramos a diferença. Mas quando crescemos e somos diferentes, ou acreditamos sê-lo (haverá diferença?), tudo o que queremos é descobrir uma forma de nos tornarmos iguais aos outros – ou seja, “normais”. E quando não logramos essa “normalidade”, tentamos convencer-nos/cê-los de que gostamos de ser diferentes, como se essa diferença fosse uma opção, uma mania, uma excentricidade, e não uma inevitabilidade à qual simplesmente não conseguimos escapar. A urgência, em qualquer dos casos, é encaixar. Seja em que pólo for. Esta estranha obsessão só faz sentido num mundo em que todos parecemos estar irremediavelmente barricados em estereótipos que nos opõem uns aos outros: os normais e os demais, os bons e os maus, o certo e o errado, o correcto e o incorrecto, a elite e o povinho, os interessantes e os banais, a nossa vida perfeita e a vossa vida inqualificável, os bonitos e os feios, os bonitos mais bonitos e os bonitos menos bonitos, os gordos e os magros, os magros mais magros e os magros menos magros, … Passamos a vida a definir-nos por comparação e oposição. O nosso oposto situa-nos, traduz-nos em coordenadas x e y, limita-nos. Conhecemos o bem porque existe o mal. Conhecemos o belo porque existe o feio. Conhecemos a nossa versão melhor porque enfrentamos nos demais a nossa versão pior. Ou vice-versa. (Que tédio…) Um dia, algures, nalgum tempo, nalgum espaço, todos nós deixámos de ser livres para viver este perpétuo maniqueísmo feito de noções vazias e preconceitos obtusos. Num mundo em crise, falar mal dos outros, julgar, criticar, acaba por ser um escape e uma forma de auto-validação. Mas a questão de fundo é sempre a mesma – a dificuldade em escapar a uma existência feita de “lado de lá” e “lado de cá”, trincheiras, facções, muros, dualismos, fronteiras que, apoderando-se de quem somos, nos vão afastando de quem gostaríamos de ser. Num monólogo mítico de Todo sobre mi madre, a fabulosa Agrado diz-nos que quanto mais próximos estivermos de quem gostaríamos de ser mais autênticos seremos, e quem sabe não é mesmo assim, quem sabe a autenticidade não esteja justamente na nossa capacidade de perseguir o que sonhamos ser, ainda que essa possa ser também uma fonte inesgotável de dor, frustração e alienação perante os padrões da normalidade ou da anormalidade instituídas. Crescer (física e humanamente) seria então, realmente, um processo de descoberta e (re)invenção... No fundo, já todos nos (re)inventamos diariamente, para nós mesmos e para os outros, embora nem sempre num processo de crescimento e evolução. Somos as histórias que contamos e as imagens que projectamos e o que em tudo isso há de verdade e o resto, que não sendo verdade será vontade, nossa ou alheia, consciente ou não. Como num espectáculo de marionetas, em que só nos resta descobrir se somos o puppet ou o puppet master. Por isso dou sempre por mim a sorrir quando oiço falar de vidas reais e de pessoas normais. Ser-se humano é estranho e fabuloso e tantas outras coisas, mais e menos boas, se calhar porque somos tudo menos reais. Ou normais. Seja lá isso o que for…
Eva Moura, ontem às 9:34 in Aeiou.pt

"A ideia que podes continuar a ver-me com sentido de dever e não de humor põe-me doente e desesperada,sabes nunca aceitei nada de ninguem antes de te conhecer"Isadora Duncan a Paris Singer

"A intolerancia das pessoas faz com que sejamos maus,Não nos aceitarmos uns aos outros faz com que se gerem guerras,temos de ter capacidade para perdoar.""Às vezes fujo á frente dele,o que acaba por ser mais uma forma de ter medo""As pessoas com raiva tornam-se burras,é essencial termos discernimento,num ataque de raiva isso é impossivél.""Saudade é um sentimento que magoa que fica cá dentro,não tem tradução,ao longo da vida fui perdendo pessoas que amva,dei alguns gritos calada a pensar que não era capaz de aguentar a solidão"
"Ainda tenho sonhos,os de fazer aquilo que me dá prazer,estar com os meus filhos,poder transmitir-lhes alguma coisa.""Não me apetece nada morrer,gosto muito de viver,ás vezes acho que tenho genica de mais para a minha idade""Já tive muito medo da solidão agora nem tanto"
Simone de Oliveira (cantora) from:Sábado

"O fraco nunca perdoa,o perdão é caracteristica dos fortes"
"È melhor que por nós fale a nossa vida e não as nossas palavras"
"Olho por olho e o mundo acabará cego"
"Um não dito com convicção é mais importante que um sim dito meramente para agradar,
ou pior para evitar complicações" Ghandi.

"A imagem é muito importante é a primeira coisa que as pessoas vêem em nós"
Leticia Ortiz Princesa das Asturias.

OPEP responsabiliza Bush e impostos pela alta dos combustíveis Chakib Khelil atribuiu a alta do preço dos combustíveis às elevadas taxas europeias, à crise dos Estados Unidos e à ameaça norte-americana ao Irão.«Neste momento, parece-nos que os stocks estão a níveis aceitáveis, que não há um problema de produção, mas que se verifica um problema – isso sim – de comercialização», afirmou o presidente da OPEP, à margem da II Cimeira Luso Argelina.
Sócrates na Argélia
O primeiro-ministro, José Sócrates, termina hoje a sua participação na II Cimeira Luso Argelina. Esta manhã reuniu-se com o Presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika. As questões de defesa e de segurança no Médio Oriente, incluindo o terrorismo, estão no centro da agenda política, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros. Luís Amado sublinha que o «apoio às autoridades argelinas é essencial para conter o fenómeno do terrorismo, não só no Magreb», mas também na Europa.
De acordo com Chakib Khelil, que também é ministro da Energia da Argélia, «os principais problemas colocam-se por causa da actual crise económica e financeira dos Estados Unidos – com a consequente descida sistemática do dólar – e a ameaça militar ao Irão, que aumentou a tensão geo-política». O responsável lembra que, na última semana, em que o dólar se fixou em 1,54 por euro «e em que houve estabilidade política internacional», o preço do crude nos mercados internacionais caiu dos 135 dólares para a casa dos 120. Já sobre os elevados preços da gasolina nos mercados europeus, Chakib Khelil apontou «as fortes taxas aplicadas aos produtos petrolíferos». «Por exemplo, na Europa, o preço final da gasolina chega a incorporar mais de 80% de taxas. Na maioria dos casos, o preço do petróleo apenas contribui em 25% para o valor final dos combustíveis, que têm em média taxas na ordem dos 65%». O ministro sublinha que «a OPEP apenas controla 40% da produção mundial de petróleo». Segundo este responsável, a OPEP fará uma análise detalhada à situação do mercado internacional e tomará decisões «para equilibrar o sistema» numa reunião a 9 de Setembro.
JC, Segunda 9, às 12:29 From:Aeiou.pt

Poder Filipino

A morte de D.sebastião e o casamento de Reis ibéricos entregaram a coroa aos espanhóis,
com a perda da independência.

D.Sebastião(1554-1578)
À beira da morte D.João III,perdera os filhos,uma nora grávida deu-lhe esperanças,e asseguraria a independência.O Príncipe cresceu entre contos de cavalaria e fundamentalismo religioso,cedo pôs fim ás expectativas,quiz dar combate aos Mouros,e perdeu a vida na batalha de Alcácer Quibir.O Dezejado morreu sem sucessores,deixando a coroa ao tio-avô o casto cardeal D.Henrique,só lhe aguardaram a morte para tomar posse do Reino,em 1580,Filipe II de Espanha
iniciou o dominio espanhol em Portugal,durante 60 anos,país mergulhou no Sebastianismo,esperando que o Rei-menino regressasse numa manhã de nevoeiro.

D.António Prior do Crato(1531-1595)Filho bastardo do infante D.luís e neto de D.Manuel Prior do Crato,contava com o apoio do povo,mas o cardeal-rei seu tio não o apreciava.Após a morte de
D.Henrique,fez-se aclamar Rei e fez frente aos Espanhóis na batalha de Alcântara,derrotado refugiou-se na Ilha Terceira que tambem seria ocupada,em 1589,invadiu Portugal com as tropas
inglesas,sem sucesso,morreu em Paris.

D.Filipe I de Portugal (1527-1598)O neto espanhol do Rei D.Manuel ,conquistou e comprou Portugal,além da legitimidade familiar,o país pertencia-lhe afirmava porque o conquistara pela força das armas e porque o comprara ás elites.Reinou sobre um dos maiores impérios de que há memória.À América espanhola,juntou o Brasil,praças e feitorias Africanas,o Estado da Índia,e interesses pelo Oriente.Os Governadores tinham de ser Portugueses,com excepção da parentela real.

D.Filipe II de Portugal (1578-1621)Foi o ultimo dos 3 Filipes a visitar Portugal,Pôs fim ao concelho de cinco governadores que se encontravam á frente do país,e nomeou um Vice-Rei ,o Português Cristóvão de Moura,as guerras espanholas com a Holanda e Inglaterra,ameaçavam o
Império português.Já em 1603,o sentimento de desprezo a que o Rei pareceu votar os portugueses,fez com que os conselheiros o incentivassem a visitar Lisboa.Só o faria 16 anos depois.Pouco depois morreu em Madrid.

D.João IV(1604-1656) A chegada de Filipe III ao trono,agravou as condições de vida em Portugal,os levantamentos na Catalunha obrigaram Madrid a desviar recursos.Em Évora as alterações de 1637 anteciparam o fim.No seu Paço de Vila Viçosa,o Duque de Bragança,reuniu os conspiradores que o queriam fazer Rei.A célebre frase da sua mulher, a espanhola Luisa de Gusmão,convenceu-o:"Antes Rainha por uma hora que Duquesa toda a vida".
No dia 1 de Dezembro,demanhã os conjurados mataram o secretário de Estado o português Miguel de Vasconcelos,e prenderam a Vice-Rainha Margarida de Sabóia.Restaurada a independência D.João foi aclamado Rei.Ceuta será a única colónia portuguesa a não aceitar o novo poder.

Psicopatas usam colegas para subir na profissão As características psicológicas desta enfermidade levam a que os doentes tendam a manipular os colegas de forma a conseguir mais poder e subir na carreira profissional, relata estudo.Um psicopata tende a prejudicar os outros e "utiliza-os em seu benefício para subir na empresa, eliminar a concorrência ou manter--se no poder por formas moralmente censuráveis, ainda que nunca chegue a cometer actos ilícitos", explica ao DN Catarina Iria, membro do Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra. A especialista forense aponta a estes pacientes - não criminosos - características que lhe permitem "uma rápida escalada de poder em algumas profissões". Há diferenças entre a psicopatia criminosa e não criminosa, como explica a especialista. A mais evidente "consiste no facto de os psicopatas criminosos terem sido sinalizados", ou seja, "descobertos pelo sistema judicial, e os psicopatas não criminosos nunca o terem sido". No entanto, "também nós não podemos garantir se, neste último caso, os psicopatas não criminosos não cometeram crimes ou simplesmente nunca foram descobertos, por conseguirem ludibriar a polícia", frisou em declarações ao DN. Entre as diferenças está também "a tendência para um comportamento anti-social" que pode ser "distinto do comportamento criminal, uma vez que o primeiro abrange desde a simples mentira até crimes graves punidos pelo processo penal", refere. Mas também há semelhanças: A "deficiente capacidade empática, pobreza de afectos, egocentrismo, impulsividade e tendência para um comportamento anti-social", aponta. A investigadora lança hoje o livro 'Psicopatas Criminosos e Não Criminosos: Uma Abordagem Neuropsicológica', em co-autoria com Fernando Barbosa, investigador do Laboratório de Psicofisiologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
amf, hoje às 11:56 in AEIOU.PT 11/06/2008

Literatura Filosofia Política

ALMADA NEGREIROS
Pintor e escritor, 1893 - 1970

QUANDO TUDO ACONTECEU...
1893: Nasce em S.Tomé e Príncipe - 1896: Morte da mãe. - 1900: Entra como aluno interno no Colégio dos Jesuítas, em Campolide. O pai casa novamente - 1905: Redige e ilustra jornais manuscritos - 1910 : É extinto o Colégio dos Jesuítas. Vai para Coimbra - 1911: Lisboa. Ingressa na Escola Internacional - 1915: Escreve o Manifesto Anti-Dantas - 1919: Vai para Paris - 1920: Regressa a Lisboa - 1925: Pinta dois painéis para a Brasileira do Chiado - 1927: Parte para Madrid - 1932: Regressa a Lisboa - 1933: Casa com Sarah Afonso - 1934: Nasce o filho José - 1938: Conclui os vitrais da Igreja de Nª Senhora de Fátima - 1939: Morre o pai em Paris. - 1943: Faz os estudos preparatórios para os frescos da Gare Marítima de Alcântara - 1954: Pinta o retrato de Fernando Pessoa para o restaurante Irmãos Unidos - 1966: É eleito membro honorário da Academia Nacional de Belas Artes -1967: Recebe o Grande Oficialato da Ordem de Santiago e Espada - 1970: Morre em Lisboa.
S. Tomé e Príncipe. O tenente de cavalaria António Lobo de Almada Negreiros é o administrador do Concelho de S.Tomé. Já fundou vários jornais e nunca deixou de se dedicar ao jornalismo. É um estudioso dos problemas coloniais. A mulher, Elvira Sobral, é natural de S.Tomé. Foi educada no Colégio das Ursulinas, em Coimbra. Vivem na Roça da Saudade. Local onde no dia 7 de Abril de 1893 vêem nascer o seu primogénito. Terá o nome de José Sobral de Almada Negreiros. Terão ainda outro filho de nome António. O lugar é ideal para uma infância tranquila. Porém em 1896 Elvira Sobral morre. As crianças são ainda muito pequenas. Ficarão algum tempo em S.Tomé.
Em 1900 António Almada Negreiros é nomeado para a exposição Universal de Paris. O Pavilhão das Colónias estará a seu cargo. Acabará por aí fixar residência voltando a casar.
Em Lisboa, os filhos estão agora em idade escolar. A educação das crianças fica a cargo dos Jesuítas, os quais têm uma herança de poder no ensino da aristocracia. Entram como alunos internos no Colégio de Campolide.
José de Almada Negreiros tem sete anos. Uns olhos grandes para ver o mundo. Aos doze anos dedica-se já às letras e ao desenho. A República e o O Mundo são títulos de jornais manuscritos em que ilustrações e textos são da sua autoria. Não é vulgar um menino ser usado assim.
Em Portugal as águas agitam-se. A política está em ebulição. Os partidos monárquicos não se entendem. Todos ambicionam o poder. Enquanto isto, os republicanos unem-se, movimentam-se. A 5 de Outubro de 1910, a Revolução. É a implantação da República. Muitos são perseguidos. Novas ideias adoptadas. Combate-se o passado. O anti-clericalismo grassa. Não tinha sido a Igreja o grande protector do poder? É preciso remodelar. Os Jesuítas são uma elite. A sua influência deve acabar. O Colégio de Campolide é extinto.
Almada vai para o Liceu de Coimbra. Não por muito tempo. Em 1911 ingressa na Escola Internacional em Lisboa. O sistema de ensino é diferente. Facilitam-lhe um espaço que serve de oficina. Aprende por conta própria.
"Eu sou o resultado consciente da minha própria experiência"
O movimento artístico português necessita de inovação. Os artistas plásticos continuam a satisfazer os gostos de uma sociedade burguesa. O naturalismo predomina na arte. Os impressionistas não têm repercussões em Portugal. É um país limitado. Almada sabe-o. Há que dizê-lo.
Em 1913 publica o primeiro desenho n’A Sátira - é necessário agitar a mentalidade artística portuguesa. No mesmo ano faz a primeira exposição individual. São cerca de 90 desenhos.
Fernando Pessoa escreve uma crítica à exposição. Quando Almada o aborda, responde-lhe que não percebe nada de arte... Nasce a amizade.
Entretanto Almada não pára. Colabora em várias publicações. Faz ilustrações. Escreve a primeira poesia. Desenha o primeiro cartaz. Junta-se com outros artistas.
Em 1915 sai o primeiro número da revista ORPHEU. Algum escândalo
Júlio Dantas deprecia o trabalho. Reacções à inovação. Critica a publicidade feita à revista. Afirma não haver justificação para o sucesso. Diz que os autores são pessoas sem juízo.
A 21 de Outubro do mesmo ano estreia-se a peça Soror Mariana. O autor é Júlio Dantas. Almada vai agora reagir. Publica o Manifesto Anti-Dantas e por extenso. O manifesto não é apenas contra Dantas. É uma reacção contra uma geração tradicionalista, uma sociedade burguesa, um país limitado.
"... Basta PUM Basta!
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração!
Morra o Dantas, morra! PIM!
No fim assina: POETA D' ORPHEU, FUTURISTA E TUDO.
A I Guerra Mundial assola a Europa. Muitos artistas portugueses regressam a Portugal: Amadeu Sousa Cardoso, Guilherme Santa Rita, Eduardo Viana, são alguns deles. Outros são refugiados: Sonia e Robert Delaunay.
O Manifesto causa impacto nos meios artísticos. Afinal há alguém que ousa contestar a cultura instituída. Alguém que ousa criticar a sociedade, o País. Não se pode ficar ausente. É necessário intervir. Unir esforços para que haja uma acção artística. Um movimento que cresça...
Amadeu decide sair do isolamento em Manhufe. Em 1916 faz duas exposições em Lisboa e Porto. Almada escreve no prefácio da exposição:
"Amadeu de Sousa Cardoso é o documento conciso da Raça Portuguesa do séc. XX".
É o modernismo da arte portuguesa. O movimento não pára: nas letras e nas artes. Portugal está no século XX. A transformação é uma necessidade. É preciso agitar, por vezes provocando. Almada fá-lo no Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do séc. XX:
É preciso criar a Pátria Portuguesa do séc. XX
O Povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades.
Em 1918 morrem Amadeu e Santa Rita. Companheiros que se perdem...
Almada decide ir para Paris no ano seguinte. Não procura os mestres. Mas faz procuras. "Eu gosto de procurar sozinho para me encontrar com todos"
Vive numa mansarda na Rue de Notre Dame de Lorette. Para viver trabalha como dançarino de salão, bailarino numa boite, empregado de fábrica.
Regressa a Lisboa em 1920. Dedica-se essencialmente ao desenho. Faz capas de livros, cartazes, desenhos humorísticos. Escreve textos. Sempre a multiplicidade. Sempre a procura:
"Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria. Deve haver certamente outras maneira de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido."
Nunca se perderá!
O café A Brasileira é o ponto de encontro de artistas. Possui um espaço que destina aos quadros de artistas. Em 1925 é a vez de Almada. Dois painéis são expostos. Num deles o auto-retrato, entre amigos. Almada também é pintor...
Em 1927 vai para Madrid. Colabora em várias publicações espanholas, Cronica, La Farsa entre outras. Escreve El Uno, tragédia de la Unidad - obra composta de duas peças que dedica à pintora Sarah Afonso. Há-de vir a ser sua mulher.
Ainda em Espanha colabora com arquitectos. Faz murais na Cidade Universitária de Madrid, nos cinemas Barceló e San Carlos e no Teatro Muñoz Seca. Estas duas últimas obras hão-de desaparecer durante a guerra.
Em Espanha, prenúncios de agitação. Melhor será regressar à Pátria.
Portugal vive agora o início do Estado Novo. Salazar já está já no governo. A política do país é virada para o interior. Portugal cada vez mais longe da Europa. Aposta-se nas grandes obras públicas. Tudo deve ser útil e mostrar o prestígio do Estado.
Aposta-se sobretudo na escultura e na arquitectura. É aquilo que todos vêem. O povo ficará fascinado, a Pátria enaltecida, o Estado Novo representado.
António Ferro, um jornalista, é o grande divulgador destes ideais. Tudo deve ter "ordem e equilíbrio". O Governo apoia esta pequena abertura, controlando-a. É criado o SPN - Secretariado da Propaganda Nacional. São instituídos prémios nas várias áreas artísticas. Com estes meios o poder chama para junto si alguns artistas portugueses.
Em 1933 Almada elabora o cartaz para o SPN: Votai uma nova Constituição. É uma colaboração que se inicia. Não com subserviência. Não sem críticas. Mas colaboração...
No ano seguinte casa com Sarah Afonso. Mais tarde hão-de ter um filho: José. Almada pinta Maternidade.
Continua sem parar. Nunca abandona a multiplicidade. Conferências, cartazes, poesia, painéis, vitrais, selos. Num deles a frase de Salazar Tudo pela Nação. Os futuristas são afinal patriotas?
Em 1938 conclui os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. O público não aprecia. São demasiadas inovações para quem ainda está preso a tradições. É sempre difícil afrontar os dogmas religiosos. Almada não se incomoda.
No ano seguinte morre-lhe o pai em Paris. Há muito que o tempo marcara a distância.
Outros desassossegos em Lisboa. Grandes acontecimentos preparam-se para o ano seguinte: as comemorações da Fundação da Nacionalidade e o terceiro centenário da Restauração. É preciso mostrar a glória do passado, a força da Grei. Portanto, a exposição d'O Mundo Português, jardim zoológico dos escravos do Império.
Almada é encarregado de fazer os vitrais para o Pavilhão da Colonização. Da sua autoria são também os cartazes Duplo Centenário e Festas do Duplo Centenário.
Muitos acham estranha esta colaboração. Tanto mais que à Comissão executiva preside Júlio Dantas. É o vício de comer todos os dias... Em contrapartida, não se pode deixar de reconhecer um grande artista. O SPN sabe-o. Organizam-lhe uma exposição sobre os trinta anos de desenho. Depois será a atribuição do prémio Columbano pela sua tela Mulher. É o reconhecimento como Mestre.
O Estado continua com as grandes obras. Querem-se úteis e populares.
A escrita é, para Almada, uma forma de crítica:
"As construções do Estado multiplicam-se a olhos vistos, porém as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ler e fixar."
Almada colabora também com arquitectos. Sobretudo com Pardal Monteiro. As Gares Marítimas, as Universidades, a Igreja de Nª. Senhora de Fátima. É através da pintura que se pode ler.
As Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha são locais onde todos os dias passa o povo que trabalha. Os painéis devem mostram aquilo que ele faz, aquilo que sente. Por vezes o que sofre - a emigração e a saudade que fica. É a mistura do real e do lendário. A vida quotidiana e as lendas de gerações. As varinas de Lisboa e a Nau Catrineta. Coisas que a arraia-miúda conhece.

Almada não pode parar. O trabalho é uma constante. Em todas as áreas se vê o Mestre. O azulejo e a tapeçaria merecem também a sua atenção. No final da década de 40 dedica ainda algum tempo ao desenho de figurinos para o bailado Mefisto Valsa.
O estudo é aquilo que Almada não deixa nunca de fazer. Com os seus textos, publicados ou não, Almada procura o conhecimento, o saber.
Em 50 publica "A chave diz: faltam duas tábuas e meia de pintura do todo na obra de Nuno Gonçalves". Há muito que o mestre vem estudando os painéis. Não deixará o tema. Faz propostas sobre a hipótese de uma nova reorganização do painel. Controvérsias para obra tão importante. Continua a provocar. Nunca deixará de o fazer até ao fim.
Em 54, o Restaurante Irmãos Unidos encomenda-lhe uma tela. Inicialmente a pintura chama-se Lendo Orpheu. É o retrato de Fernando Pessoa, uma certa forma de homenagem. Um dia a obra há-de ser leiloada e causar surpresas. Outras histórias.
Em 59 o SNI atribui-lhe o "Prémio Nacional das Artes". Galardão que não serve para calar o mestre. No mesmo ano Almada assina um protesto público pela nomeação de Eduardo Malta para Director do Museu de Arte Contemporânea. Nunca o Mestre será moldado. Continua a dizer o que pensa, mesmo que o poder não goste. É ainda o menino com olhos de gigante.
O Estado sabe que não convém hostilizar o Mestre. Tanto mais que Almada é um artista reconhecido, homenageado. Melhor será partilhar a opinião geral. Decidem nomeá-lo procurador à Câmara Corporativa na subsecção de Belas- Artes. No ano seguinte propõem-lhe, e aceita, o Grande Oficialato da Ordem de Santiago Espada.
Almada tem 75 anos. A vitalidade ainda perdura. Executa o painel Começar para o átrio da Fundação Calouste Gulbenkian e os frescos para a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Em 1970 o Retrato de Fernando Pessoa é leiloado. Almada assiste ao leilão. O preço atingido, 1300 contos, causa admiração. Nunca um pintor português conseguira tal proeza.
No mesmo ano assina o acordo para a publicação do primeiro volume das suas Obras Completas.
Em Junho dá entrada no Hospital de S. Luís dos Franceses.
No dia 15 morre. No mesmo quarto onde morrera Fernando Pessoa.
Em tempos Almada respondera a alguém:
AS PESSOAS QUE EU MAIS ADMIRO SÃO AQUELAS QUE NUNCA ACABAM.
http://www.vidaslusofonas.pt/almada_negreiros.htm

Sete razões para gostar de Portugal
09 06 2008 08.51H
É amanhã o dia de Portugal. O primeiro motivo para nos sentirmos felizes com o 10 de Junho, é porque é feriado. Celebrar e trabalhar são dois conceitos que consideramos totalmente incompatíveis. Nos anos em que a folga favorece uma ponte ficamos ainda mais gratos, e pela mesma lógica, abominamos aqueles em que calha a um fim-de-semana, altura em que nos sentimos cem vezes menos patriotas.
O segundo motivo para gostarmos de Portugal, é o facto da nossa Selecção ter ganho à Turquia. É possível que tenha sido fruto de um acordo de bastidores, do estilo deixam-nos ganhar e a malta vota na vossa entrada para a União Europeia, mas agora não é altura de falar nisso.
O terceiro motivo é o sol. O sol e a luz que chega com o céu de um azul que não se encontra em mais parte nenhuma do mundo. Esteve quase a não chegar a tempo para entrar nesta lista, mas chegou, obedecendo ao princípio muito português de que as coisas ficam melhores quando são deixadas para a última hora.
O quarto motivo é a certeza de que o Santana Lopes não vai chegar ao poder, embora os sebastianistas garantam que vai voltar a surgir numa manhã de nevoeiro, e tudo é possível.
O quinto motivo é a sorte do Governo ser dirigido por um homem que fuma às escondidas. Prova-nos que, ao contrário do que a nossa deprimente taxa de natalidade indica, somos um país de adolescentes.
O sexto motivo prende-se com a afirmação do Eng, Sócrates de que não conhecia a lei anti-tabágica que publicou, o que nos deixa mais descansados. Viver um país onde a ignorância da lei não serve a ninguém deve ser uma canseira. O sexto motivo é o facto da gasolina estar sempre a subir, porque - e, atenção, a graça é de Ricardo Araújo Pereira - assim combatemos a criminalidade. Não há assalto que compense o orçamento da operação.
O sétimo motivo, e mais importante, é depois de dois séculos de tentativas de anexação por parte de Castela, continuarmos a celebrar a nossa independência.
Isabel Stilwell editorial@destak.pt


Almada Negreiros
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Almada Negreiros na I Conferência Futurista, Abril de 1917
José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, S. Tomé, 7 de Abril de 1893 — Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista português ligado ao grupo modernista.Também foi um dos principais colaboradores da Revista Orpheu.

[editar] Vida
Era filho de Antóniana de Almada Negreiros, um tenente de cavalaria que foi administrador do Concelho de São Tomé,e fundador de diversos jornais. Uma parte da sua infância foi passada em São Tomé e Príncipe, terra natal da sua mãe, Elvira Sobral.
Depois da morte da sua mãe, em 1896, veio viver para Portugal; nesta altura, em 1900, o seu pai é nomeado encarregado do Pavilhão das Colónias na Exposição Universal de Paris, deixando os filhos José e António, ao cuidado dos jesuítas no Colégio de Campolide.
Em 1911, após a extinção do Colégio de Campolide dos Jesuítas, José entra para a Escola Internacional de Lisboa, após uma breve passagem pelo Liceu de Coimbra. Nesta escola, consegue um espaço, onde irá desenvolver o seu trabalho, publicando ainda nesse ano, o seu primeiro desenho na revista A Sátira e publica o jornal manuscrito A Paródia, onde é o único redactor e ilustrador.
Em 1913 apresenta na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual composta de 90 desenhos; aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista Orpheu juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, é a maior figura da intelectualidade da época e afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve: “…uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!”
O manifesto teve algum impacto no meio artístico; é tempo de mudar as mentalidades e a sociedade e Almada fá-lo como poucos, atacando a cultura burguesa instituída e os seus representantes ao mais alto nível.
Escreve a novela A Engomadeira, em 1917
Em 1919 vai viver para Paris, onde exerce diversas actividades e escreve a Histoire du Portugal par coeur. Em Paris, fica apenas cerca de um ano e quando regressa, vai colaborar com António Ferro, tendo inclusivamente desenhado a capa do livro deste, Arte de Bem Morrer.
Em 1927 volta a deixar Portugal, indo desta vez para Espanha, onde para além de colaborar com diversas revistas, Almada escreve El Uno, Tragédia de la Unidad, obra dedicada à pintora Sarah Afonso, com quem viria a casar em 1934, já após o seu regresso a Portugal.
Em Portugal já vigora o Estado Novo e Almada, nacionalista convicto, começa a ser solicitado para colaborar com as grandes obras do estado. O Secretariado da Propaganda Nacional – SPN, encomenda-lhe o cartaz de apelo ao voto na nova constituição; o mesmo secretariado, irá organizar mais tarde a exposição Almada – Trinta Anos de Desenho, convidando-o para se apresentar na exposição Artistas Portugueses no Rio de Janeiro em 1942.
O SPN viria ainda a atribuir a Almada Negreiros o Prémio Columbano pela sua tela intitulada Mulher.
A partir daqui, Almada dedica-se principalmente ao desenho e à pintura: Pinta os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que o público, agarrado às tradições, não aprecia; pinta o conhecido retrato de Fernando Pessoa, os painéis das gares marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos, pelas quais recebe o Prémio Domingos Sequeira; pinta o Edifício da Águas Livres e frescos na Escola Patrício Prazeres; pinta as fachadas dos edifícios da Cidade Universitária e faz tapeçarias para o Tribunal de Contas e para o Palácio da Justiça de Aveiro, entre muitos outros.
Tendo colaborado tanto com o Estado Novo, o que a muita gente causou estranheza, Almada, não deixaria de escrever: “As construções do Estado multiplicam-se, porém, as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ver e fixar”.
Em 1954 Almada pinta o célebre retrato de Fernando Pessoa.
Os seus últimos trabalhos, já com 75 anos, são o Painel Começar na Fundação Calouste Gulbenkian e os frescos da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Almada Negreiros, morre em 14 de Junho de 1970, de falha cardíaca, no mesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses, onde também tinha morrido Fernando Pessoa.
Este texto virulento do jovem Almada (que contava 23 anos) terá sido escrito entre Abril e Setembro de 1916, sendo, portanto, anterior à conferência de 1917, início oficial do movimento futurista em Portugal.
Saiu este folheto de 8 páginas impresso em papel de embrulho, ao preço de 100 reis, todo grafado em maiúsculas e utilizando aqui e além, para sublinhar a onomatopeia - PIM!-, uns ícones representando uma mão no gesto de apontar. Segundo se diz, terá esgotado nos primeiros dias, por obra do açambarcamento do próprio visado. Apesar disso, ou graças a isso, o escândalo rapidamente se propalou e a polémica causada teve uma grande intensidade. É que, no fundo, não é só a pessoa de Dantas que é atacada, mas toda uma geração de literatos, actores, escritores, jornalistas, etc, que ele personificava: "Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi". Através da ironia e do sarcasmo, utilizando uma linguagem iconoclasta e insultuosa, abusando de exclamações, repetições e enumerações, Almada zurze o academismo instalado e os valores tradicionais que pretendia abalar.
Em suma, trata-se de um ataque implacável ao edifício cultural e artístico vigente que impedia a entrada e frutificação das novas correntes estéticas em Portugal. É Almada a abrir caminho ao Futurismo e a si próprio.(Leia-se a propósito desta querela um curioso artigo de Fernando Dacosta, que nos atrevemos a transcrever, com a devida vénia)

MANIFESTO ANTI-DANTAS E POR EXTENSOpor José de Almada-Negreiros
POETA D'ORPHEU FUTURISTA e TUDO

BASTA PUM BASTA!
UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM DANTAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!
ABAIXO A GERAÇÃO!