A Historiadora britânica Brenda James, pesquisou os cadernos de Sir Henry Neville, que esteve preso nas masmorras da Torre de Londres, acusado de conspiração contra a rainha isabel I,. Nunca foram encontrados manuscritos de William Shakespeare, nem cartas nem outros, não há testemunhos da época referindo-o como autor de peças de teatro, só em 1623, sete anos após a sua morte é publicado o primeio livro assinado com o seu nome. A vida de Henry Neville,encaixa nos clássicos do teatro, era um homem erudito e filho de boas familias, nasceu em 1564, frequentou a corte de Isabel I, mas caiu em desgraç e foi preso em 1600, só foi libertado três anos depois, quando Jaime I subiu ao trono, morreu em 1615.
Peças trágicas como Hamlet,Rei Lear, e Macbeth, foram todas escritas após o periodo em que o nobre esteve na prisão, as notas manuscrits por ele coincidem com excertos de Henrique VIII, um rei conhecido da familia Neville, o avô de Henry Neville foi acusado de traição e decapitado por ordem de Henrique VII.
Outra peça Henrique V, decorre em frança e terá sido escrita em 1599, quando o nobre inglês era embaixador na corte francesa, algumas cenas estão escritas em francês, idioma que ele dominava e não há provas de que William Shakespeare falasse a lingua.
William Rubinstein membro da Royal Historical Society, colabora no livro de Brenda James, outros especialistas em Shakespeare não concordam dizendo lá porque William Shakespeare não tinha frequência universitária, não quer dizer que não pudesse escrever obras-primas, diz Ann Thompson professora do Kings College em Londres, que os acusa de arrogância e snobismo.
A Rainha Isabel I: As intrigas na sua corte eram constantes, diz-se que usou vários estratagemas politicos para se manter no poder, diz-se que usava o teatro como arma de propaganda junto do povo, diz-se que as peças atribuidas a William Shakespeare foram escritas por vários autores ao serviço da coroa e por encomenda da Rainha, a diferença dos temas e do estilo dos textos é um dos argumentos que apoia esta teoria.
Fonte : Sábado
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quinta-feira, 4 de março de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Rui Mendes
Preparou-se lendo os livros de Martin Heidegger e de Hannah Arendt, e literatura sobre o relacionamento dos dois. Ela era aluna, ele professor , ela judia ele do partido Nazi. A jornalista americana Kate Fodor, escreveu a peça sobre ambos " Hannah e Martin ", passa-se na Alemanha entre 1924 e 1946, desde a ascenção do regime nazi até ao final da guerra. Ele foi um nazi idealista que se afastou na parte do exterminio racial, ela conseguiu fugir para os EUA, ela salva-o durante os julgamentos de Nuremberga, de ser perseguido, julgado e eventualmente condenado.
João Lourenço, encenador, disse que o actor Rui Mendes " Vive por dentro aquilo que diz "
" Tentei perceber como aquele homem pensava, a obrigação de um actor é perceber as personagens "
Há quem diga que os actores devem ter personalidades mais fracas maleáveis, para melhor absorverem os carácteres dos personagens. O actor tem a possibilidade de viver coisas que lhe não são permitidas na vida real, nomeadamente as que lhe são proibidas ou que ficam mal aos olhos dos outros.
Foi professor do conservatório. " Defendo em cena ideias totalmente difrentes ás minhas com convicção , tal como o personagem o faria " No Liceu Camões, ajudava nos cenários para as récitas, o avô era actor, Henrique de Albuquerque, adoeceu e morreu no desemprego, nunca esqueci as dificuldades por que passou,apesar de gostar de teatro, mas quando experimentei a representação nunca mais parei, matriculou-se tambem em Arquitetura, mas cancelou por não conseguir conciliar as coisas. Teve que ir dois anos para a Guerra Colonial em Angola, foram tempos difíceis, já fazia teatro televisivo.
Em 1975, começou a dedcar-se à encenação, que implica ter uma ideia global do espectáculo e a capacidade de indicar o melhor caminho aos actores, deve-se arquitetar primeiro as coisas na cabeça, depois no papel e depois no palco, como um arquitecto.
"Todos os actores pensam que se fossem eles a encenar, talvez fossem por um caminho diferente,mas quando temos confiança no encenador, tentamos perceber porque é que ele quer as coisas de determinada maneira e acatamos as suas decisões "
Rui Mendes nasceu em Junho de 1937, em Coimbra, é actor e encenador,estreou-se profissionalmente nos palcos do Teatro Trindade em Lisboa, em Dezembro de 1950, na peça " A ilha do tesouro ".
Fez muito teatro e televisão no inicio da carreira, ao mesmo tempo que frequentava o curso de Arquitetura., foi forçado a abandonar tudo para ir para a guerra colonial. Encenou Tchecov" Três irmãs ", " Sonho de uma noite de Verão" de Shakespeare, "A Louca de Chaillot " de Jean Giradoux, " Picasso e Einstein " de Steve Martin.
Adaptação de texto from: Dica da Semana
João Lourenço, encenador, disse que o actor Rui Mendes " Vive por dentro aquilo que diz "
" Tentei perceber como aquele homem pensava, a obrigação de um actor é perceber as personagens "
Há quem diga que os actores devem ter personalidades mais fracas maleáveis, para melhor absorverem os carácteres dos personagens. O actor tem a possibilidade de viver coisas que lhe não são permitidas na vida real, nomeadamente as que lhe são proibidas ou que ficam mal aos olhos dos outros.
Foi professor do conservatório. " Defendo em cena ideias totalmente difrentes ás minhas com convicção , tal como o personagem o faria " No Liceu Camões, ajudava nos cenários para as récitas, o avô era actor, Henrique de Albuquerque, adoeceu e morreu no desemprego, nunca esqueci as dificuldades por que passou,apesar de gostar de teatro, mas quando experimentei a representação nunca mais parei, matriculou-se tambem em Arquitetura, mas cancelou por não conseguir conciliar as coisas. Teve que ir dois anos para a Guerra Colonial em Angola, foram tempos difíceis, já fazia teatro televisivo.
Em 1975, começou a dedcar-se à encenação, que implica ter uma ideia global do espectáculo e a capacidade de indicar o melhor caminho aos actores, deve-se arquitetar primeiro as coisas na cabeça, depois no papel e depois no palco, como um arquitecto.
"Todos os actores pensam que se fossem eles a encenar, talvez fossem por um caminho diferente,mas quando temos confiança no encenador, tentamos perceber porque é que ele quer as coisas de determinada maneira e acatamos as suas decisões "
Rui Mendes nasceu em Junho de 1937, em Coimbra, é actor e encenador,estreou-se profissionalmente nos palcos do Teatro Trindade em Lisboa, em Dezembro de 1950, na peça " A ilha do tesouro ".
Fez muito teatro e televisão no inicio da carreira, ao mesmo tempo que frequentava o curso de Arquitetura., foi forçado a abandonar tudo para ir para a guerra colonial. Encenou Tchecov" Três irmãs ", " Sonho de uma noite de Verão" de Shakespeare, "A Louca de Chaillot " de Jean Giradoux, " Picasso e Einstein " de Steve Martin.
Adaptação de texto from: Dica da Semana
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Marcantónio del Carmo
"È sobretudo seguir uma linha intuitiva, acima de tudo um actor deve divertir-se e fazer divertir os outros"
Deve estar claro na cabeça de cada um o que deve fazer, ensaia-se numa semana, á mesa principalmente,
no fundo os ensaios são uma tertulia.
Tenho encenado, faço os cenários, trato da luz,juntamente com uma colaboradora, alguem produz, concebo todo o ambiente que envolve o espéctaculo, primeiro concebe-se o espaço cenográfico,onde tudo se passa.
È bom a peça ser comtemporânea, não têm um tipo de humor brejeiro, as personagens estão muito bem escritas (textos: João Quadros, produtor: Francisco Silva ) , cumprem o que é essencial em comédia que é a inteligência, ao contrário do que se pensa a comédia é talvez o género mais dificil de se fazer, porque requer muita inteligência.
" A experiência diz-me que o boca-a-boca é a melhor forma de promoção que podemos ter"
Portugal tem necessidade actualmente, do tipo de humor inteligente.
" O papel do artista , seja de que área for, é olhar para onde todos estão a olhar, mas também levar as pessoas a olharem para outro lado, de uma maneira artística e divertida levar as pessoas a olharem para problemas da nossa sociadade " " No fundo acho que estamos a fazer um serviço público "
" Só em teatro conseguimos ser donos do nosso trabalho, porque em cinema e televisão há uma pós-produção que não depende directamente dos actores "
Tournées, experiência de itenerância, são sempre agradáveis as montagens, chega primeiro.
Encenar um espectáculo de David Mamet " Preversos", um dos grandes autores mundiais.
Estreia no Porto, Passos Manuel, depois Lisboa,comédia romântica contemporânea, com actores muito novos.
Adaptação de um texto : in Dica da Semana
Deve estar claro na cabeça de cada um o que deve fazer, ensaia-se numa semana, á mesa principalmente,
no fundo os ensaios são uma tertulia.
Tenho encenado, faço os cenários, trato da luz,juntamente com uma colaboradora, alguem produz, concebo todo o ambiente que envolve o espéctaculo, primeiro concebe-se o espaço cenográfico,onde tudo se passa.
È bom a peça ser comtemporânea, não têm um tipo de humor brejeiro, as personagens estão muito bem escritas (textos: João Quadros, produtor: Francisco Silva ) , cumprem o que é essencial em comédia que é a inteligência, ao contrário do que se pensa a comédia é talvez o género mais dificil de se fazer, porque requer muita inteligência.
" A experiência diz-me que o boca-a-boca é a melhor forma de promoção que podemos ter"
Portugal tem necessidade actualmente, do tipo de humor inteligente.
" O papel do artista , seja de que área for, é olhar para onde todos estão a olhar, mas também levar as pessoas a olharem para outro lado, de uma maneira artística e divertida levar as pessoas a olharem para problemas da nossa sociadade " " No fundo acho que estamos a fazer um serviço público "
" Só em teatro conseguimos ser donos do nosso trabalho, porque em cinema e televisão há uma pós-produção que não depende directamente dos actores "
Tournées, experiência de itenerância, são sempre agradáveis as montagens, chega primeiro.
Encenar um espectáculo de David Mamet " Preversos", um dos grandes autores mundiais.
Estreia no Porto, Passos Manuel, depois Lisboa,comédia romântica contemporânea, com actores muito novos.
Adaptação de um texto : in Dica da Semana
Príncipe de Homburgo
Heinrich von Kleist (1777-1811) escreveu esta peça poucos meses antes de morrer. Desde a sua estreia no Vienna Burgtheater, em 1921, que a peça, sempre envolta em polémica devido à sátira política, não pára de provocar públicos e entusiasmar críticos. Frederico Artur, príncipe de Homburgo, sonha com a glória. Na véspera da batalha de Fehrbellin, passeia sonâmbulo pelo jardim do palácio e coloca na própria cabeça uma coroa de louros. É encontrado pelo Eleitor de Bradenburgo que goza com a situação e lhe impõe a coroa.
From : Ag. Cultural
From : Ag. Cultural
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