Bem Vindo/Welkome

Esta página pretende-se interactiva,deixe imagems,informações,dicas do mês.

Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de outubro de 2008

O nosso Espaço / Mimo


As pessoas que nos rodeiam,enquanto crescemos,são modelos do que gostariamos de ser.

È importante que cada um,ainda que comparado,seja capaz de encontrar o seu espaço e a sua própria identidade,no meio das exigências,o que não é fácil.

Mais do que tentar estar á altura,o importante é que se procure o que se quer para nós,

estabelecendo as nossas metas e lutando por elas.

Passos que ajudam a encontrar o nosso bem estar e autonomia.
Dr.Nuno Nodim in Activa
O mimo não estraga,o que faz mal é a ausencia de regras.
Estimule a individualidade e a independencia
Não exija demasiado,é dificil suportar demasiadas expectativas paternas.
Catarina Fonseca in Activa

Educação /Mestrados ou Pós Graduações?


por Sara fonseca in Executive Digest


O mestrado ainda está vocacionado,para quem pretende seguir uma carreira académica,de professor,exige uma tese,são necessários 2 anos de formação.

Requer tempo,atenção,concentração,requesitos dificeis de conciliar,com a vida profissional.

faltam existir em portugal,os Mestrados profissionalizantes,muitas empresas em egoismo,não fomentam o regresso ás aulas,dando formação própria.

Discute-se se as empresas portuguesas,devem ter ou não,Universidades Corporativas.

As empresas valorizam mais as pós-graduações,que são mais compactas e práticas,para obter mais conhecimentos e especialização,adquirem-se conhecimentos adicionais aos que se obtiveram na licenciatura,

há quem pense que são Mestrados imcompletos,é preciso regular claramente as regras de acesso,por vezes muito diferentes,e deveriam ser consideradas mestrados profissionalizantes,

e deveria permitir a quem o dezejasse fazer mais tarde,cadeiras de investigação,prosseguindo o mestrado.

Se quizer obter mais conhecimentos na sua area de actividade ou especializar-se num sector,

tem opções.

O Mestrado tem uma vertente mais académica,e menos uma prática próxima da realidade empresarial.

A Pós-graduação é mais compacta,mais especializada,é uma valorização profissional mais util.

Devem-se buscar competências adicionais,não depender apenas dos conhecimentos ministrados.

depende da atitude de cada um ,da vontade de estudar,e de fazer uma auto-formação,e aprofundar matérias que na pós-graduação não podem ser aprofundadas.

Muitos optam por fazer a pós-graduação para conseguirem conciliá-la com a vida profissional.

Contribuir para a complementaridade da sua aprendizagem é o bem mais valioso que tem,e no qual assentará a sua carreira profissional,escolha então sem ilusões.





Educação/Para obter melhores condiçoes de vida


Mães e filhos

As mães bem se podem queixar de serem presas por ter cão e presas por não terem,


Se estimulam os seus filhos e são exigentes com o seu desempenho académico há sempre alguem que vem dizer,que estão a utilizá-los,para realizar os sonhos e projectos que não conseguiram cumprir. Acusam-nos de lhes roubar a autonomia e o poder de desição,condicionando-os a serem o que nunca foram.Quando respondem que querem apenas que os seus filhos desemvolvam o seu potencial,olham-nos de lado.


Um estudo da Universidade de Londres,revela que quanto mais as mães esperavam das filhas,


quanto mais lhes diziam que confiavam nas suas capacidades mais longe iam no seu grau académico e na sua vida profissional.


Aa raparigas que aos 10 anos as mães,queriam que tirassem um curso superior,tinham-no


obtido de facto.


Esta ambição materna influenciou as raparigas,independente,da classe social e da estrutura familiar a que pertenciam,o que contraria a ideia de que apenas as mulheres que não puderam


estudar incitavam as filhas a subir de vida,em busca de outro conforto económico.


O segredo está menos nas palavras das mães e mais nos seus exemplos.


As filhas identificam-se com o modelo materno e se as mães forem ambiciosas e lutadoras,


terão tendencia para as imitar.





Isabel Stilwell in Destack

Cursos Lisboa/Agualva


Insc.na junta de Freguesia da Agualva /Cacem e esc.Professora Beatriz Leal.

esc.sec.Gama Barros ?



Ateliêrs de vidro e cerâmica


2f ou 6f das 18h-20h

terça-feira, 24 de junho de 2008

Violência Escolar,Bullying,

"Falta à União cidadania europeia. Os europeus têm poucos meios para influenciar as decisões dos dirigentes e mesmo para as compreender."
Mário Soaras, "Diário de Notícias", 24-06-2008

Conferência hoje em Lisboa
Daniel Sampaio: Indisciplina deve ser olhada como uma forma de violência
23.06.2008 - 13h59 Lusa
O psiquiatra Daniel Sampaio alertou hoje para a necessidade da indisciplina escolar ser olhada como uma forma de violência que deve ser trabalhada e combatida."Há uma diferença entre indisciplina e violência mas quando se diz que indisciplina nada tem a ver com violência não estamos no bom caminho", disse o psiquiatra português numa intervenção no âmbito da 4ª Conferencia Internacional sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer em Lisboa até quarta-feira. Na sessão de abertura da conferência, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse ser importante estabelecer uma diferença entre violência e indisciplina escolar. Maria de Lurdes Rodrigues referiu que enquanto a indisciplina está mais generalizada nas escolas portuguesas, a violência escolar está circunscrita, uma vez que 90 por cento das ocorrências têm lugar em cinco por cento das escolas. Já para Daniel Sampaio, violência escolar é todo o comportamento que pode violar a missão educativa de uma escola, uma missão que cada estabelecimento de ensino deve desenhar e definir. Para combater estes fenómenos, explicou, deve ser reconhecida a participação de todos os agentes educativos, incluindo os alunos autores dos actos de disciplina e de violência, o que, acrescentou, não é muito frequente acontecer em Portugal. "Impressiona-me não se perguntar aos alunos o que pensam da violência", disse. Por outro lado, defendeu que devem ser avaliadas as causas de violência através dos factores de risco dos alunos de diferentes idades e ainda da escola. Na infância são factores de risco a violência nas famílias e as perturbações de comportamento, enquanto na adolescência se detecta como factor de risco a fraca ligação com colegas não delinquentes, a adesão a gangues, os comportamentos anti-sociais. Relativamente ao percurso escolar, Daniel Sampaio considera que são factores de risco as expectativas reduzidas face à possibilidade de sucesso, o deficiente apoio da família e a pouca ligação entre os professores e os pais. O combate à indisciplina e violência escolar, acrescentou, passa ainda pelo estabelecimento de programas sistemáticos de prevenção, que no jardim de infância e no 1º ciclo devem ser feitos com a família, enquanto que nos adolescentes as iniciativas devem centrar-se nos grupos juvenis. Por outro lado, Daniel Sampaio destacou ainda a importância de uma estratégia de intervenção na sala de aula com mediadores que estabeleçam uma ligação entre a escola e a família.

Conferência hoje em Lisboa
Daniel Sampaio: Indisciplina deve ser olhada como uma forma de violência
23.06.2008 - 13h59 Lusa
O psiquiatra Daniel Sampaio alertou hoje para a necessidade da indisciplina escolar ser olhada como uma forma de violência que deve ser trabalhada e combatida."Há uma diferença entre indisciplina e violência mas quando se diz que indisciplina nada tem a ver com violência não estamos no bom caminho", disse o psiquiatra português numa intervenção no âmbito da 4ª Conferencia Internacional sobre Violência Escolar e Políticas Públicas, a decorrer em Lisboa até quarta-feira. Na sessão de abertura da conferência, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse ser importante estabelecer uma diferença entre violência e indisciplina escolar. Maria de Lurdes Rodrigues referiu que enquanto a indisciplina está mais generalizada nas escolas portuguesas, a violência escolar está circunscrita, uma vez que 90 por cento das ocorrências têm lugar em cinco por cento das escolas. Já para Daniel Sampaio, violência escolar é todo o comportamento que pode violar a missão educativa de uma escola, uma missão que cada estabelecimento de ensino deve desenhar e definir. Para combater estes fenómenos, explicou, deve ser reconhecida a participação de todos os agentes educativos, incluindo os alunos autores dos actos de disciplina e de violência, o que, acrescentou, não é muito frequente acontecer em Portugal. "Impressiona-me não se perguntar aos alunos o que pensam da violência", disse. Por outro lado, defendeu que devem ser avaliadas as causas de violência através dos factores de risco dos alunos de diferentes idades e ainda da escola. Na infância são factores de risco a violência nas famílias e as perturbações de comportamento, enquanto na adolescência se detecta como factor de risco a fraca ligação com colegas não delinquentes, a adesão a gangues, os comportamentos anti-sociais. Relativamente ao percurso escolar, Daniel Sampaio considera que são factores de risco as expectativas reduzidas face à possibilidade de sucesso, o deficiente apoio da família e a pouca ligação entre os professores e os pais. O combate à indisciplina e violência escolar, acrescentou, passa ainda pelo estabelecimento de programas sistemáticos de prevenção, que no jardim de infância e no 1º ciclo devem ser feitos com a família, enquanto que nos adolescentes as iniciativas devem centrar-se nos grupos juvenis. Por outro lado, Daniel Sampaio destacou ainda a importância de uma estratégia de intervenção na sala de aula com mediadores que estabeleçam uma ligação entre a escola e a família.

Entrevista ao presidente do Observatório Internacional para a Violência Escolar
Eric Debarbieux: “Os professores não são treinados para agir em caso de violência”
22.06.2008 - 19h57 Bárbara Wong
A violência não está a aumentar, diz Eric Debarbieux, professor de Ciências da Educação da Universidade de Bordéus, em França. Mas é preciso agir, não com medidas repressivas, mas pensadas a longo prazo. É presidente do Observatório Internacional da Violência Escolar, uma organização não governamental “científica”, uma “federação de investigadores” de 52 países, que faz estudos e recomendações aos Governos. A quarta conferência internacional decorre entre amanhã e quarta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.Qual é o grau de influência do Observatório Internacional da Violência Escolar nas políticas dos países?O nosso objectivo é ter influência, dizer o que está certo e errados nas políticas públicas. Por exemplo, sabemos que o melhor caminho não é ter políticas de repressão nas escolas e dizemos isso. O que não significa que sejamos ouvidos pelos políticos. A violência na escola é um tópico inconveniente que é recorrentemente recuperado pelos média e pelos políticos, que exageram sobre as suas causas e os seus efeitos. Contudo, a investigação mostra que a violência na escola não está a aumentar. Não está a aumentar?Vou dar um exemplo: Recentemente um país africano pediu-nos para fazermos um estudo. O observatório concluiu que o problema era as crianças não irem à escola, sobretudo as raparigas e recomendamos que o investimento devia ser feito na sua educação. É claro que não ficaram satisfeitos. A razão científica nem sempre é palavra de acção, mas é essa a nossa função.A violência escolar vai da agressão verbal aos massacres nas escolas? Os tiroteios não são um problema real. Nos EUA, os estudos dizem que o risco de um aluno ser vítima de um tiroteio é de um para um milhão, no entanto, 80 por cento dos estudantes tem medo de ser vítima. O verdadeiro problema é a violência continuada e repetida, a que chamamos bullying, sobre alunos, mas também sobre professores. Por vezes, pensa-se que não é importante, que é uma coisa pequena, mas sabemos que as consequências são muito graves para as suas vítimas. Há pesquisa que mostra que uma vítima de bullying pode tentar o suicídio mais quatro vezes do que alguém que nunca sofreu bullying na escola. É contra esta pequena violência que temos de lutar.É diferente de país para país?Há países onde há problemas graves de violência escolar. Em África, no Burkina Faso, 37 por cento das raparigas já foram vítimas de abusos sexuais por parte dos professores. Outro problema são os castigos corporais, nos EUA há 18 estados onde ainda são permitidos. Sabemos que as consequências podem ser nefastas. Por exemplo, grande parte dos tiroteios dentro de escolas é nesses estados onde os professores podem bater nos alunos. Disse que a violência escolar não está a aumentar, mas são tornados públicos cada vez mais casos. Porquê?Em França, a média do número de alunos vítimas de bullying não está a aumentar, mas se observarmos as escolas dos subúrbios, de zonas mais frágeis em termos sócio-económicos, a violência escolar está a crescer. Na Europa, a violência na escola está ligada à exclusão social e é um assunto que a democracia deve combater. Mas não é assim em todos os países.Quer dizer que a violência pode não estar ligada à exclusão?Em muitos países pobres africanos e da América Latina a violência escolar não é um problema porque a comunidade protege a escola. Para ela, a escola é um capital social, é uma oportunidade para sair da pobreza, enquanto noutros países, na Europa e EUA, a escola é vista como um inimigo. No Brasil, nas favelas onde não há saneamento, a escola é o único bem e os professores têm até 80 alunos na sala de aula e não há problemas de violência.Significa que depende do contexto onde a escola se encontra?É o que vamos discutir neste congresso: A violência em contexto. Como é que o contexto pode fazer parte da solução? Sabemos que há dezenas de milhares de alunos, em todo o mundo, que odeiam o clima escolar.Porque a escola continua a ser igual desde a revolução industrial e recebe públicos para os quais diz não estar preparada?Os professores não são preparados para intervir. Por exemplo, uma hospedeira é treinada para reconhecer o stress de um passageiro, um quadro bancário para a gestão e dinâmica de grupo, e os professores não. Em termos políticos, é uma prioridade repensar a formação. A maneira como se gerem os conflitos é muito importante, há necessidade de formar os professores também para trabalhar em equipa. Se não houver esse trabalho de equipa, a porta da escola está aberta para entrar a cultura de violência. Não podemos mudar a família ou a sociedade, mas podemos mudar a maneira como se trabalha na escola. A pedagogia pode contribuir para a solução.Os alunos precisam de gostar da escola?O sentimento de pertença à escola é uma das chaves. Se um professor ou um aluno está isolado, corre maior risco de ser vítima de violência. Por isso, é preciso apostar na boa convivência escolar. É uma necessidade criminológica para nos proteger da violência escolar, porque os agressores não são corajosos, são jovens que atacam e roubam os da mesma classe social. Se há uma equipa a funcionar na escola, as agressões podem reduzir-se.E as câmaras de vídeo ou a polícia à porta da escola?Há escolas com os portões fechados e videovigilância. São meios que podem tornar-se perigosos porque os alunos interpretam que a escola os quer vigiar e controlar, bem como aos amigos e à família. O desafio é evitar a violência de exclusão, ou seja, aquela que é feita fora da escola contra a polícia, os transportes públicos, os bombeiros, porque essa é mais difícil de controlar. As escolas devem criar regras claras contra o bullying. Quais devem ser as responsabilidades dos governos?Formar professores para saberem gerir conflitos. Tomar medidas de apoio às vítimas, mas também de apoio aos agressores. Não basta agitar o cassetete, os Governos devem dar uma resposta que não seja dura e imediata, mas de longo prazo. Os governantes sentem um enorme fascínio pela repressão da violência extrema e isso deve-se à pressão mediática. Não há imagens da pequena violência, diária e repetida; mas há das consequências de um tiroteio num liceu norte-americano, que passam repetidamente na televisão. As políticas públicas devem dirigir-se à pequena violência.

Origens e causas da violência escolar O que está na origem da violência escolar? Não há uma causa, mas muitas que estão ligadas. A escola, a família, a comunidade... Sabemos que se os pais forem muito disciplinadores, que inflijam castigos corporais, pode haver mais violência; mas o contrário também pode dar origem a violência, ou seja, se os pais não exercerem qualquer controlo. O modo como se educa pode ser uma das explicações, mas não é a única. Não se pode falar de determinismo. Há novas formas de violência escolar? O cyberbullying é um problema novo, ainda não há dados quantitativos, mas muitos inquéritos revelam que há um aumento. É o mesmo problema que o bullying, o meio usado é que é diferente. Quem são as vítimas? São os alunos, sobretudo rapazes, vítimas de violência física; há menos vítimas do sexo feminino e a forma de violência exercida é condená-las ao ostracismo. Não posso dizer que seja pior, porque a violência física é acompanhada de violência verbal. As consequências são muito importantes: o absentismo, maus resultados escolares, falta de auto-estima, por vezes, sentimentos de culpa. No futuro, as vítimas podem tornar-se agressoras? A maior parte das vítimas não se tornam agressoras. Mas acontece. O risco é que reproduzam esses comportamentos com os seus próprios filhos. Sabemos que 80 por cento dos casos dos autores de massacres nos EUA foram vítimas de bullying.

Acho que a solução reside em ambos os contextos: no espaço escolar onde seria necessário existir mais vigilância seja pela existencia de maior numero de auxiliares seja por maior apoio psicológico para agressores e para agredidos para que essas situações fossem reduzidas ao minimo. Em familia é necessário ensinar aos nossos filhos a não sermos preconceituosos com as diferenças dos outros sejam elas fisicas ou psicológicas e aceitar todas as pessoas como iguais.
ALVES- QTA DO CONDE 24.06.2008 09.17H Destak

INSTANTES
Nuvens no café
24 06 2008 09.15H
Engraçado, há anos que ando com esta expressão na minha cabeça, a saboreá-la como quem tem um caramelo na boca, e o desfaz bem devagarinho.
Sempre que penso em dias doces, dias de tranquilidade, vem me à ideia as tais nuvens no meu café, como se o leite ou as natas fossem pedaços que retirei do céu.
Coisa estúpida mas se pensarmos bem, são os momentos mais pequenos, os factos mais singelos que nos marcam a memória para sempre.
O cheiro do pão quente, o perfume da terra molhada quando a chuva cai sem ser esperada e depois desaparece como por milagre, o fragrância misteriosa da pele de uma criança, o sentir o cabelo molhado e levado pelo vento, o olhar que fixamos em alguém e que por razão nenhuma nos fica na memória para sempre, instantes apenas mas muitos anos passados são muitas vezes o que nos leva para o a terra do que já foi, do que já fomos.
Cada um de nós tem a sua própria colecção de recordações, de fotografias a preto e branco onde somos meninos de laços no cabelo ou calções pelo joelho e contudo, lembramo-nos perfeitamente do tecido grosso que nos tocava o corpo ou do cetim leve que roçava a face.
Para mim, num dia perfeito, ou num momento perfeito, vêem-me à cabeça uma chávena de flores coloridas e lá dentro, nuvens no meu café com leite!
Depois, fico parada a olhar para a minha neta, que nos seus fantásticos três anos apenas é capaz de sair a porta da minha casa, sentar-se na relva e dizer-me: Que belo dia avó!
E eu por ali fico a descobri-la e nem consigo imaginar quais irão ser as memórias da minha princesa.A vida corre hoje muito depressa!
Luisa Castel-Branco Destak

Ser mãe é isto
17 06 2008 08.41H
Queria abraçar-te com força, tomar-te nos meus braços e embalar-te pelo dia adentro e até ao fim da noite.
Queria limpar as tuas lágrimas com um pano suave como uma nuvem, tocar ao de leve a tua pele, deixando os meus dedos afagarem cada pedacinho, para te tapar com amor, com desvelo e carinho.
Queria ter a certeza que o céu te cobrirá para sempre de bênçãos, que a tua vida será doce, aprazível, calma como o mar em dia de maré vazia, quando foge da praia e parece plano, um espelho. Queria afastar de ti todos os perigos, todos os males, todas as mágoas.
Mas sei que não é possível e sei também que é assim que deve ser. Porque quem nunca chorou não é um ser humano pleno, quem nunca se arrependeu de algo não vale a pena andar por cá, a gastar palavras e gestos e a fingir que existe.
Porque o teu futuro é hoje, e o que foi ontem e o que será o amanhã e tu guardarás dentro de ti tudo o que viveste, o que doeu e o que te fez rir, numa mistura tão estranha como poderosa.
Porque os que atravessam a vida plenos de certezas, os que nos rodeiam e não sentem necessidade de questionar porque nasce o sol, quem fez as flores ou o que vai dentro de alma se é verdadeiro ou não, ou se tudo o que sentimos é uma fuga, desses não devemos ter nada a não ser pena.
O meu amor por ti será sempre maior que o universo. Porque te sei como tu não sabes, te conheço como ninguém e por estas razões só posso ter orgulho, e não existe dentro de mim sobra de medo do teu futuro, da tua vida. Ser mãe é isto.
Luisa Castel-Branco

A política precisa de jovens
27 05 2008 08.47H
Fui militante do PSD há muitos anos. Depois passei a simpatizante e depois desisti. Eu que considero que a politica é algo de que temos obrigação de nunca nos alhearmos.
Independentemente do que possamos pensar sobre a classe política, que muitas vezes não se dá ao respeito deixando-nos espantados com as guerrilhas e conversas sem substância em vez da apresentação de verdadeiros projectos para o futuro dos nossos filhos e netos, também a comunicação social passou para a tratar, com honrosas excepções, os políticos como meros figurantes dos supostos jet-set, perdendo-se em ridicularias em vez de investigação séria.
Não me dou bem com disciplinas partidárias, e quanto mais avanço na vida mais difícil é aceitar um mundo dividido por siglas partidárias, com os bons de um lado e os maus do outro. Ao longo dos anos, criei amizades em todos os partidos. O que me parece totalmente normal. Gosto de alguém pelo ser humano que é, pela rectidão de carácter, pela abertura de espírito. Acredito na necessidade da sociedade civil intervir, discutir e participar cada vez mais nos assuntos e decisões que tocam a vida de todos nós, porque esse é um dos pilares da democracia.
E para alguém que viveu no Portugal anterior à Revolução, que sentiu na pele o que é ser tratada como uma cidadã de segunda, sem os direitos mais básicos, é fácil não esquecer a importância de sermos livres de discordar, livres de falar abertamente.
Sou amiga de Pedro Passos Coelho há mais de vinte anos. E não concordei muitas vezes com as suas posições no PSD. Depois, como muitos portugueses, afastei-me mas nunca abdiquei das minhas opiniões, fossem elas secundadas pelo PS, pelo Bloco de Esquerda, e, infelizmente, raramente pelo PSD.
A democracia, para ser verdadeiramente forte de forma a poder enfrentar as crises económicas e sociais, para poder preparar o futuro, necessita, para além de um governo sério, de um oposição forte, e simultaneamente consciente das suas responsabilidades. Pedro Passos Coelho veio trazer à ribalta, nestas directas do PSD, temas tão politicamente incorrectos como o casamento homossexual, a liberalização das drogas, a cruel realidade do futuro do serviço nacional de saúde. Não tenho quaisquer dúvidas em dizer que Pedro Passos Coelho representa o futuro. Um futuro onde os jovens voltem a interessar-se pela política, e onde seja possível uma discussão de ideias e não de trivialidades.
Não é a minha amizade de longa data que me leva a escrever este texto. Enquanto cidadã, mãe e avó, espero que ele ganhe as eleições no PSD para depois poder-lhe exigir o cumprimento dos seus princípios.
Luisa Castel-Branco


Durante anos traduzi a palavra Bullying por Tortura, embora agora já se use o termo inglês. Tortura descreve bem esta realidade cruel que vitimiza uma criança ou adolescente, que por ser 'diferente' (usa óculos, tem peso a mais ou é franzino, tem notas excelente, etc), é escolhido como bode expiatório, normalmente por um líder de um pequeno grupo de seguidores, que individualmente não lhe fariam mal, mas que na presença do chefe se juntam à chacota.
O círculo vicioso criado é evidente: o torturado sofre danos irreparáveis à sua auto-estima, guarda o segredo por vergonha e com medo de represálias, tenta fugir à escola, usando um leque de pretextos, somatiza o sofrimento e, por vezes, chega mesmo ao suicídio.
Durante séculos (e não o será ainda, para muitos? Basta ver como se reage aos rituais mais bárbaros de iniciação de caloiros), a culpa foi atribuída à vítima, por se considerar «que se deixava humilhar», e muitos adultos fechavam os olhos, convencidos de que assim haviam de aprender a fazer-se homens/mulheres.
Sabe-se, no entanto, que esta forma de violência não tem nada de inocente, nem de pedagógico, e que se trata de um fenómeno muito complexo, em que é preciso ajudar tanto o torturador, que se refugia nestes comportamentos de prepotência e sadismo, como o torturado, que precisa de aprender a fazer-se valer, sob risco de continuar pela vida fora a colocar-se em posições de minoridade, que chamam sobre si constantes abusos.
Hoje o bullying está sob o microscópio dos especialistas do comportamento, e já foram criados programas anti-tortura de grande êxito, que muitas escolas aplicam, nomeadamente entre nós. Carlos Neto foi coordenador, em Portugal, de um projecto internacional nesta área.
Ao ler um resumo do trabalho, uma frase ficou-me na memória: «As escolas que permitem o bullying, dão aos alunos modelos muito pobres do que é ser cidadão numa sociedade democrática». O tema vai estar esta semana em debate.
Isabel Stilwell editorial@destak.pt


A sensibilidade das mulheres faz falta na política e nos lugares de destaque. Não é igual à dos homens, por muito que não seja politicamente correcto dizê-lo, e ainda bem.
Nem podia ser, resultando, como é óbvio, de um processo educativo completamente diferente, que começa no berço quando se vestem as meninas de cor-de-rosa e os rapazes de azul, e continua, em casa e na escola.
Nem sequer vale a pena chamar para aqui os cromossomas, os dois XX da mulher e o XY, o X coxo, dos homens, como o rotulou com graça o psiquiatra Pio de Abreu. É que sinceramente, o poder da aculturação é tão forte, que o DNA pode muito menos do que nos querem fazer crer.
Homens e mulheres vivem, ainda, existências completamente diferentes, sobretudo quando se constituem em casal, e cada um assume os seus pelouros. Embora no futuro a tendência seja para diluir papéis, hoje a realidade que uma mulher vê, sente e discute é radicalmente diversa daquela que um homem encontra nas mesmas 24 horas.
Sendo assim, é natural que as suas causas e lutas na política, sejam também singulares. Em lugares de responsabilidade, terão sempre as antenas mais ligadas para algumas questões, como os direitos das crianças, a conciliação do trabalho doméstico e profissional, a violência em casa.
As grandes alterações legislativas foram, em muitos casos, resultado de verdadeiras batalhas encabeçadas por mulheres, nomeadamente de mulheres ligadas ao Direito.
As deputadas na Assembleia da República são as primeiras a protestar com «detalhes» que a maioria dos homens considera irrelevantes, como a falta de Jardins de Infância, ou o apoio às mães.
Ontem foi a vez de Teresa Caeiro, deputada do CDS/PP, apresentar um projecto-lei que visa, entre outras coisas, que os abusadores de menores condenados não vejam o seu passado apagado, quando são os direitos das crianças que estão em risco. Mas o importante é perceber que o fazem não porque são «assuntos de mulheres», mas porque são fundamentais.
Isabel Stilwell editorial@destak.pt


Já viram um artista a desenhar caricaturas? Vale a pena ver. Mas em vez de olharem para o desenho, ponham-se antes atrás do cavalete para verem as expressões do desenhador. À medida que transporta os traços para o desenho, o caricaturista vai fazendo caretas que imitam, com exagero, as feições do seu modelo. O fenómeno é deveras interessante, mas é também uma lição sobre o nosso funcionamento mental. Conhecer alguém ou alguma coisa é transformar-se nele ou nela.
Num filme de Joseph Losey sobre uma peça de Brecht - Galileo - quando os bispos recebem a novidade de que é a Terra que anda à volta do Sol e não o contrário, põem-se a rodopiar, quais planetas, em volta uns dos outros. Talvez não exista outra maneira de perceber o que não é imediatamente evidente, senão usar o próprio corpo como modelo. A imitação está na base de toda a aprendizagem. As crianças imitam desde que nascem e começam a imitar em diferido, ou seja, a representar. Imitam e representam o que lhes parece pouco usual ou, de algum modo, lhes chama a atenção. Já crescidos, imitamos quem nos agrada, mas também quem nos desagrada. E imitamos, sobretudo, aqueles que invejamos.
Nem sempre imitamos para fazer caricaturas, mas cultivamos uma arte que também exagera e comunica os defeitos dos outros: o mexerico. E os melhores artistas são, como vimos, aqueles que apreendem tais defeitos por imitação. Por muito que pratique, um caricaturista não consegue ficar com a cara de outra pessoa. Mas um bom mexeriqueiro não tardará a praticar aquilo que mais critica.
J.L. Pio Abreu

Sobredotados

Sobredotados podem sair do país devido a burocracia
18 06 2008 09.11H
Projecto da primeira escola para sobredotados criada por portugueses corre o risco de ser transferido para Espanha.
Patrícia Susano Ferreira pferreira@destak.pt
São aproximadamente 50 mil as crianças e jovens sobredotados em Portugal, no entanto, nem todos estão identificados e muito menos acompanhados no processo educativo, correndo assim o risco de entrarem na lista do insucesso escolar.
As crianças sobredotadas, com um QI superior a 130, representam 3% da população menor de 18 anos, sendo deste grupo que saiem a maioria dos génios da ciência, da arte e do desporto de todo o Mundo, segundo o Instituto da Inteligência.
Por isso, e «por haver casos em que o nível de inteligência é tão elevado que as crianças se sentem rejeitadas pelas outras e se desmotivam pelo estudo e muitas vezes até de viver», é que se tornou urgente a criação de escolas para pequenos talentos, defende o instituto.
Escola-piloto nasce em Portimão
A inexistência de estabelecimentos de ensino especificos para sobredotados em Portugal fez com que a Universidade da Criança, localizada no Algarve, avançasse, conjuntamente com o Instituto da Inteligência, para o projecto de criação de uma escola-piloto do 1º ciclo, a iniciar no próximo ano lectivo de 2008/09, em Portimão.
No entanto, «o projecto está em risco de ser suspenso visto que as dificuldades burocráticas e a incompreen-são do Ministério da Educação estão a atrasar o processo de legalização», disse o Instituto da Inteligência.
O Destak contactou o ministério de Maria de Lurdes Rodrigues para obter uma explicação para os atrasos burocráticos, o que não foi possível até à hora de fecho da edição.
Espanhóis interessados
A escola, de características inovadoras e pioneiras na Península Ibérica e até na Europa (em alguns aspectos), já suscitou o interesse de algumas entidades espanholas que, segundo o Instituto da Inteligência, podem vir a importá-lo.
Situação que «não deixaria de ser bizarra, embora não fosse invulgar em Portugal», acrescentou fonte do instituto, em comunicado ao Destak.

Todo o problema reside no sistema de ensino que está obsoleto. Não serve aos que têm problemas (ligeiras anomalias neurológicas, dilexias, disgrafias, etc.), aos que são sobredotados (uns 2% a 3% da população que é, indiscutivelmente, bafejada por um quociente cognitivo superior, o que está cientificamente comprovado) e depois os outros (uns mais, outros menos desenvolvidos) que também merecem um ensino à altura da inteligência humana. O sistema actual, que não se confina a Portugal, está desajustado da sociedade actual. Os modelos, os métodos, os instrumentos de ensino, a desmotivação, o stress (de profs e alunos), as escolas superlotadas, enfim, há um sem-número de factores a considerar. Conclusão: não me repugna que haja uma escola-piloto para sobredotados. Actualmente, numa sociedade altamente competitiva, é perfeitamente natural, talvez até se justifique. Sendo uma inciativa privada, não tenho nada a dizer. Que tenham bons resultados. E quanto ao resto, o Estado que faça uma boa supervisão e gestão dos nossos recursos!
A MONTEIRO (UNIVERSIDADE DO MINHO) 23.06.2008 18.08H

Eu sou sobredotado, embora não goste de rótulos. Andam aqui alguns animais a pastar que não fazem a mínima ideia do que estão a dizer, estão sempre preocupados com o pasto dos vizinhos, por isso têm que usar palas, para que o brilho alheio não lhes fira as vistas. Talvez não seja necessário haver escolas especiais para sobredotados, é necessário apenas, que haja tolerância e que os animais com palas, passem a portar-se com humanos. Eu, à semelhança de outros da minha "raça", não brilhei, porque cresci num ambiente onde os filhos estavam proibidos de brilhar; mas ainda não perdi a esperança de conquistar o meu lugar no pódio. Ser sobredotado, não é apenas ser mais inteligente, aliás, detesto testes de QI; é acima de tudo, ser mais Humano e mais aberto. Como diz o velho ditado: "O que se passa dentro de um convento, só sabe quem lá está dentro".
ULISSES 23.06.2008 15.54H

o verdadeiro sobredotado é aquele que se revelará em quaisquer circunstâncias. De outra forma, protegidos e alimentados com 'vitaminas diferentes' a maioria da população seria sobredotada.
FINGER-NAIL 20.06.2008 16.03H

Como acontece sempre, outros haverão de ter o que houvermos de perder. Só Portugal fica a perder com o desperdício dos talentos. O ensino que temos, propositadamente nivelador e igualitário, é inimigo da qualificação e da excelência. Quem se destacar é um alvo a abater. Era preciso organizar o ensino de maneira a que este fosse realmente uma máquina capaz de nos dar um país competitivo e seguro de si. Dar a cada um a resposta que as suas capacidades justificam.
MANUEL DE SÁ 20.06.2008 12.34H

As pessoas têm capacidades e ritmos de aprendizagem bem diferentes. Actualmente em Portugal, e pelo que me recordo das minhas próprias aulas (pré-faculdade) não há muitos anos atrás, a tendência é seguir ao ritmo dos "alunos especiais", que precisam de ouvir as coisas 50 vezes para perceberem, ou simplesmente assimilarem a ideia ainda que não tenham compreendido de todo o seu significado, levando as outras pessoas a distrairem-se com outras coisas ou perderem mesmo a paciência. Assim, não vejo porque não fundar uma escola que ajude, aqueles que têm uma rápida assimilação ou capacidade de produção, a desenvolver ainda mais essas capacidades e outras para as quais tenham propensão! Ajudem-nos e pode ser que um dia Portugal inteiro venha a beneficar disso, ou não ajudem e depois não se queixem de ver portugueses a terem imenso sucesso e ideias inovadores lá fora. Dá para ver que algumas pessoas que comentaram este texto nasceram apenas com um neurónio, e mesmo esse...morreu de solidão!
SISSI 19.06.2008 15.33H

Os senhores "comentadores" que dizem que a sobredotação é uma invenção dos psicólogos apenas revelam ignorância e desprezo por quem se dedica a estudar estas matérias e pelos técnicos e professores que trabalham com elas. Mais: É UM DESRESPEITO POR ESSAS CRIANÇAS. A sobredotação também não é uma matéria de agora. É uma área de investigação com mais de 50 anos. Informo também os leitores do DESTAK interessados que em Portugal o estudo da sobredotação tem sido feito por investigadores de universidades públicas tais como a UNIVERSIDADE DE COIMBRA, a UNIVERSIDADE DO MINHO, a UNIVERSIDADE DE LISBOA e outras. Além disso, a ANEIS, o Instituto da Inteligência e a Ass.Port.de C.Sobredotadas são entidades reconhecidas pela sua competência e experiência no estudo da sobredotação. Querer ignorar ou desprezar isto é falta de lucidez ou puro gozo. Finalmente, informo que o Ministério da Educação também reconhece a sobredotação pelo menos desde 1998. É desse ano a publicação CRIANÇAS E JOVENS SOBREDOTADOS - INTERVENÇÃO EDUCATIVA realizada pelo Departamento do Ensino Básico e onde se sugerem pistas aos professores do 1º, 2º e 3º ciclo. Por conseguinte, CALEM-SE!
A.R. MATOS (PROFESSOR DO 2º CICLO) 19.06.2008 12.33H

DOCUMENTO DO GOVERNO INGLÊS Não sendo a Inglaterra um país do Terceiro Mundo é de esperar que tenham um cuidado especial na Educação. Pois no site do Minsitério da Educação inglês há bastante informação sobre o ensino de sobredotados, incluindo um link para a associação nacional de crianças sobredotadas. Retirei este breve trecho para provar o que digo. The Young Gifted and Talented programme (YG&T) was set up in 2007 to provide support and opportunities for gifted and talented children aged 4 to 19, including those who were members of the former National Academy for Gifted and Talented Youth (NAGTY). The YG&T Learner Academy gives them the opportunity to participate in activities designed to stretch and challenge them through a range of online and face-to-face events. It also creates opportunities for gifted and talented students to meet and socialise with other young people with similar interests and outlooks. The YG&T website also provides information and links to other sources of support for parents, governors and those who work with gifted and talented children and young people. VEJAM ISTO AGORA: Every secondary school should have a trained Leading Teacher for Gifted and Talented Education. Leading Teachers in primary schools may work across a small cluster of schools. The Leading Teacher will work with the headteacher and senior managers to improve provision across the school(s). They will also work closely with other teachers to ensure that teaching and learning approaches ensure work is sufficiently challenging to meet the needs of all gifted and talented pupils on a day-to-day basis. EM QUE FICAMOS? Este é apenas um exemplo de como os sobredotados são reais e têm apoios dos próprios governos. O do Reino Unido é apenas um exemplo que fui agoar mesmo buscar ao site do Ministério da Educação daquela país. Por isso meus senhores, quando quiserem falar de sobredotação aprendam ou pesquisem muito bem, antes de escreverem fantasias!
M.RODRIGUES, DOUTORADA EM PSICOLOGIA 19.06.2008 02.12H

QUEM DISSE QUE NÃO HÁ SOBREDOTADOS? QUE IGNORÂNCIA! Alertaram-me para esta notícia, a qual não me incomoda nada e até aplaudo a coragem de se fundar uma escola-piloto para crianças sobredotadas. Já era tempo. Mais surpreendida$ fiquei com alguns comentários menos felizes oriundos de leitores que revelaram estar mal informados sobre a matéria e que decidiram dar livre curso aos seus pensamentos, alguns quase perfeitas idiotices. Desculpem lá esta franqueza. Por exemplo, afirmar que a sobredotação carece de confirmação científica é uma tremenda manifestação de ignorância por parte de quem a produziu. Não sabe mesmo nada do que fala. Também dizer que todas as crianças são sobredotadas é outro deslize. Isso é conversa de Osho e outros autores da moda para quem a inteligência tem um significado diferente daquele que a Ciência estuda. Já outro leitor disse, pelo contrário, que todas as crianças são sobredotadas. Boa! Se todas são sobredotadas então por que há crianças autistas, idiots-savants, Asperger e muitos outros com défices, por vezes profundos e irreversíveis? Talvez alguns leitores estejam a confundir os sobredotados com as crianças índigo - isso sim, matéria suspeita, carecendo de confirmação científica e credibilidade. No mesmo nível estão os outros disparates que também só podem partir de pessoas fora da área da sobredotação e da Psicologia Educacional, da Psicologia Evolutiva e da Psicologia do Desenvolvimento onde trabalham pessoas experientes que se interessam normalmente pelo tema. Devo dizer que numerosos psicólogos em todo o Mundo, incluindo Portugal, fazem teses de mestrado e de doutoramento tendo como tema central a sobredotação. Eu mesma, sendo psicóloga e tendo estudado no ISMAI (organismo de ensino superior reconhecido pelo Ministério da Educação) fiz estágio há vários anos no Instituto da Inteligência pelo que - aproveito já para o dizer - é uma cretinisse e quase difamatório o que um leitor insinuou sobre aquele instituto, o qual é constituído por licenciados de Psicologia e Neuropsicologia formados em universidades públicas portuguesas e estrangeiras. Aliás, fiquem os leitores sabendo que o Ministério da Educação, desde 1998 pelo menos, que reconhece a existência de crianças sobredotadas e tem psicólogos que acompanham o assunto. Tambérm vários psicólogos do Instituto da Inteligência estão certificados pelo Ministério da Educação para produzirem relatórios de exames a crianças sobredotadas. Aliás, o próprio Instituto da Inteligência tem realizado palestras sobre o assunto em escolas do Estado, tal como a A.N.E.I.S. e outras organizações fidedignas, devidamente reconhecidas e aceites. Ainda sobre a sobredotação aproveito para informar que psicólogos de grande nomeada como R. Sternberg, notável investigador e antigo presidente da Associação Americana de Psicologia (a maior do mundo) e Howard Gardner, conhecido neuropsicólogo e autor da teoria das Inteligências Múltiplas, têm, entre muitos outros cientistas, dado enormes contributos para a compreensão do tema. O mesmo o têm feito especialistas portugueses como o professor Leandro de Almeida, da Universidade do Minho e a dra. Helena Serra, directora da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti (Porto) (entre outros nomes). Destaco também inatacáveis universidades como a da California, Yale e Harvard onde a sobredotação é tema frequente de investigação científica e de teses de doutoramento e pós-doutoramento. Mas voltemos ao princípio: uma coisa é mostrar ignorância sobre aquilo que se opina; outra é concordar ou não com uma escola própria para sobredotados. Pois esclareço que o tema também tem sido estudado a nível universitário em todo o mundo ocidental desde há mais de 50 anos! As escolas para sobredotados não são invulgares. Existem em países como o Canadá, o Reino Unido e os Estados Unidos, por exemplo, estão reconhecidas pelos respectivos governos e, por conseguinte, qual é o problema? Em muitos casos é bastante preferível que as crianças sobredotadas tenham uma educação própria. Os estudos existentes na comunidade científica confirmam-no. Enfim, a educação é um campo vasto e por isso é natural que qualquer pessoa deseje expor as suas ideias. Mas, curiosamente, é o sector da sociedade que geralmente mais demora a evoluir e a inovar. O famoso estudioso de gestão P.Kotler já escrevia em 1996 que geralmente o sistema de ensino demora 30 anos a aceitar uma inovação de forte impacto. As resistências são sempre muito fortes e sabem de onde partem geralmente? Dos pais e dos professores! Por isso é que o Ensino produz tanto insucesso escolar e tanta desmotivação sendo o menos produtivo. Se não estão ainda satisfeitos com a minha resposta estou pronta para vos encher de referências ainda mais rigorosas. Passem bem e sejam mais auto-críticos antes de criticarem e até desrespeitarem quem não conhecem.
M.RODRIGUES, DOUTORADA EM PSICOLOGIA 19.06.2008 01.41H

Escola para sobredotados (Algarve) Equipa de professores, psicólogos e outros técnicos pronta para o trabalho! Projecto suscita interesse em Espanha! . As crianças sobredotadas são uma mais valia em qualquer nação....desde que sejam reconhecidas, apoiadas e acarinhadas. Infelizmente, em Portugal muito se fala, pouco se faz. Desenvolver talentos é um ponto estratégico para qualquer país. Não é por acaso que nos Estados Unidos, na Europa Central, India e principalmente nos países desenvolvidos da Ásia há uma intensa procura “pelo talento”. Num país como o nosso - com uma grande maioria da população escolar “subnutrida” e refém de um ensino público de qualidade questionável - as iniciativas que valorizam os talentos podem evitar que estes sigam por descaminhos e se venham a tornar “génios do mal”. O ensino particular é certamente a expressão concreta da existência da liberdade de aprender e de ensinar e do direito da família a orientar a educação dos seus filhos. Na verdade, o artigo 43.º da nossa Constituição dispõe que "é garantida a liberdade de aprender e ensinar", que "o Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas", que "o ensino público não será confessional" e que "é garantido o direito de criação de escolas particulares e cooperativas". Mais sucede que em conformidade com o disposto nos artigos 74º e 75º da Constituição da República Portuguesa, o Estado deve assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito, para garantir o direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolares. Se estas verdades são indiscutíveis, a questão que tem levantado mais "angústias" é a de saber até onde deve ir o Estado nesta sua obrigação de assegurar o direito ao ensino e o direito da família "a orientar a educação dos nossos filhos". Principalmente se a mesma exige cuidados e atenção especiais. . Sobredotados para o Futuro O século XXI está a revelar-se como todos já prevíramos: complexo, imprevisível e ambíguo. Mais do que em qualquer outra época anterior. Todos necessitamos de estar preparados para desafios pessoais, sociais e profissionais para enfrentar as grandes mudanças que estamos a assistir. No futuro próximo ou no longínquo não haverá lugar para hesitações. O risco é uma realidade cada vez mais omnipresente. A única defesa é estarmos preparados. E isto implica inteligência, flexibilidade, formação constante. Isto implica liberdade de aprender e de ensinar. À luz dos conhecimentos que hoje possuímos sobre o funcionamento do cérebro como um todo, a escola tradicional apresenta muitas heresias biológicas, fisiológicas e psicológicas, isto é, verdadeiros contra-sensos em relação ao que é o ser humano como um todo. Heresias morais também porque quantas vezes essa escola não matou vocações e, em quantas pessoas não deixou bloqueios para o resto da vida? A combinação das ciências do comportamento com as neurociências produz o campo da Psiconeurolinguística e a Emotologia, cuja aplicação ao ensino se chama Emotopedia. A idéia antiga de que "a educação prepara para a vida" é substituída por "a educação é vida" e a escola deve ser um laboratório e não um auditório. A principal finalidade da educação deve ser de desenvolver as capa­cidades das pessoas em situação de aprendizagem como elemento de auto-realização e, não, "transmitir conhecimentos.” O professor não deve ser, necessariamente, um erudito, "aquele que sabe tudo", encarregado de "moldar a inteligência" e "encher a cabeça" da pessoa de conhecimentos dos quais ela, um dia, talvez "poderá vir a precisar". Vivemos numa sociedade cada vez mais exigente. As nossas crianças entram cedo na escola e ali permanecem durante anos. Vivem num stress constante entre a casa e as salas de aula. Há quem afirme que elas estão cada vez mais inteligentes. Mas a verdade é que o insucesso e o abandono escolares atingem números muito preocupantes. Na verdade, algo vai mal na educação. Estamos a perder o melhor da inteligência de nossos filhos porque a educação familiar e a escola não apostam no despertar das capacidades do pensamento das crianças. Continuam a forçar aprendizagens académicas excessivas e por vezes obsoletas nada fazendo para ajudá-las a melhorar a capacidade de pensar nas suas diferentes versões. Na escola aprendem muitas datas, nomes, fórmulas e teorias. Mas onde aprendem a raciocinar? Onde aprendem a ter sentido crítico? Onde aprendem a julgar? Em síntese: onde aprendem a tirar partido da maravilha da inteligência? Desrespeito pela inteligência? As crianças com elevados potenciais, vulgo “sobredotadas”, precisam mais do que ninguém de aprender a tirar o máximo partido da sua inteligência ao se revelarem nas suas capacidades, habilidades e talentos. Em Portugal elas são “protegidas” pela lei. Destaca-se o decreto-lei n.º 50/2005, de 9 de Novembro, cujo artigo 5º prevê que as mesmas possam beneficiar, nas escolas, de um plano de desenvolvimento que individualize o currículo e as estratégias pedagógicas no quotidiano escolar. Há, no entanto, que atender urgentemente ao facto de, o decreto-lei n.º 319/91 (que previa a antecipação da entrada no ensino regular, isto é, as crianças precoces podiam entrar, um ano mais cedo, no início da escolaridade), ter sido revogado. Isto implicaria que a legislação que o substitui previsse tal medida, o que não sucedeu, isto é, o decreto-lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro não prevê essa possibilidade, pelo que neste momento se verifica uma lacuna a colmatar. O Ministério da Educação, em documentos publicados, tem assumido, teoricamente, esta problemática: "Sobredotação constitui a expressão de um conjunto de factores interactuantes que resultam na manifestação de um desempenho saliente. (...) 0 ambiente educativo em que se processa o desenvolvimento das crianças e, particularmente, a escola, joga um papel decisivo na sobredotação, cabendo-lhe a responsabilidade de criar oportunidade e experiências de aprendizagem favoráveis ao desenvolvimento e expressão da sobredotação. (...) A atenção às diferenças individuais e ao contexto de aprendizagem implica uma flexibilização da organização escolar, das estratégias de ensino, da gestão dos recursos e do curriculo, por forma a proporcionar o desenvolvimento maximizado de todos, de acordo com as caracteristicas pessoais e as necessidades individuais de cada um. (...) Uma das maiores dificuldades que decorre da operacionalização destes principios, no contexto de cada escola, diz respeito a concretização de um ensino diferenciado e a planificação e gestão dos recursos humanos e técnicos disponiveis para lhe dar coerencia e viabilidade. O ajustamento da qualidade das respostas educativas produzidas pela escola relativamente aos alunos sobredotados poderá contribuir para a construção de uma prática pedagógica mais centrada nas particularidades psicológicas, sociais, cognitivas, que fazem de cada criança e jovem um sujeito único, cujo direito à diferença e a valorização das suas potencialidades e competências deverá constituir a finalidade central do sistema educativo (in Crianças e Jovens Sobredotados: Intervenção Educativa, ME-DEB, 1998). No entanto, muitos pais portugueses estão angustiados com a falta de respostas do sistema de ensino que vigora no país. Muito poucos estão orientados e apoiados, dando um suporte adequado aos filhos. É verdade que os professores e educadores estão cada vez mais despertos para esta forma de diversidade e para as necessidades destes alunos e que a gestão das escolas vem desenvolvendo esforços para apoiar as diferentes formas de diversidade, todavia, quanto aos alunos sobredotados, as dificuldades de actuação mantem-se e são multiplas. Em nosso entender, as crianças sobredotadas apresentam Necessidades Educativas Especiais, por isso necessitam de respostas diversificadas que passam pela flexibilização e adequação curricular e por uma efectiva diferenciação de métodos e estratégias educativas. Para tentar combater o problema, o Ministério da Educação brasileiro, por exemplo, destinou milhões para a criação dos Núcleos de Actividade de Altas Habilidades/Sobredotação em todos os Estados do Brasil. A idéia é a de capacitar professores e financiar equipamentos para que as crianças talentosas das escolas públicas tenham oportunidade de se desenvolver. É a primeira iniciativa desta natureza na esfera pública. Em Portugal existem esforços “na esfera privada” para a colocação, em cada agrupamento escolar, de uma dupla composta por um psicólogo e um pedagogo para acompanhar os casos “que vão surgindo”....Convenhamos que é manifestamente pouco! Dificuldades burocráticas atrasam processo A Universidade da Criança, um instituição gerida pela Associação Nacional de Pedagogia da Universidade da Criança, composta por professores, educadores, psicólogos e outros profissionais da área do ensino e da psicologia, abraçou, em 2008, em parceria com o Instituto da Inteligência, um projecto inédito em Portugal: uma escola do 1.º Ciclo do ensino básico para crianças com altas habilidades e elevados potenciais com os “Projectos Leonardo Da Vinci e Albert Einstein”. Um projecto piloto que pretende iniciar com dois grupos de crianças do 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico no próximo ano lectivo 2008/2009. No entanto, os entraves de ordem burocrática e técnica estão a ser imensos pelo que se torna urgente alertas a sociedade! E há uma pergunta que se deve fazer: uma vez o Estado não consegue dar resposta às Necessidades Educativas Especiais de crianças e jovens sobredotados como é que se explicam as dificuldades colocadas à iniciativa privada e ao ensino particular? A Universidade da Criança precisa de ajuda. Ajuda para concretizar o seu projecto. A instituição tem o dinheiro que precisa, tem as instalações quase prontas, tem os profissionais competentes, tem o amor e a dedicação que uma obra desta envergadura pressupõe, mas o seu projecto não está a mercer o respeito e o apoio por parte do Ministério da Educação e de seus técnicos. Por desconhecimento? Por falta de visão? Seria inadmissível por parte de quem "gere" a educação académica!!
UNIVERSIDADE DA CRIANÇA, PORTIMÃO. 18.06.2008 20.43H


“Os maiores talentos estão, muitas vezes, escondidos.” Titus M. Plautus, dramaturgo latino (aprox. 250-184 A.C.) Quando os pais e os professores desejam saber mais sobre “talentos especiais”, a sua primeira pergunta é quase sempre esta: “Como é que se sabe se uma criança é “sobredotada?” – O melhor da turma é também, por norma, “sobredotado”? O que se passa com a criança que aos quatro anos aprendeu a ler sozinha? É possível que determinado aluno brilhante nas áreas da matemática e das ciências da natureza, mas que não se destaque na parte linguística, possa ser considerado “sobredotado” ou não? Os pais e os professores gostariam de ter um manual que lhes permitisse saber como detectar uma criança sobredotada. Este desejo é compreensível. Por isso, nas orientações relativas ao tema “Sobredotação” são referidas as chamadas “listas de controlo” nas quais se encontram características consideradas típicas de crianças sobredotadas, como por exemplo: 1. Características de aprendizagem e de raciocínio que podem indicar “sobredotação”: - conhecimentos profundos em algumas áreas - vocabulário invulgar para a idade - discurso expressivo, elaborado e fluente - grande capacidade para memorizar factos rapidamente - compreensão exacta das relações causa/efeito - busca intensiva de semelhanças e diferenças - facilidade em reconhecer os princípios básicos em exercícios difíceis - capacidade especial para facilmente fazer inferências - extraordinárias capacidades de observação - leitura de muitos livros por mote próprio; preferência por livros que se destinem a uma faixa etária claramente superior à sua - pensamento crítico, independente e válido 2. Atitude perante o trabalho e interesses que podem indicar “sobredotação”: - evidenciar-se em determinados problemas - esforço por resolver sempre totalmente os exercícios - tédio perante as tarefas de rotina - perfeccionismo - autocrítica - postura crítica em relação ao próprio ritmo ou resultado - preferência por trabalhos independentes para ter tempo suficiente para raciocinar sobre um problema - estabelecimento de elevados objectivos de desempenho e resolução de tarefas (auto)impostas com o mínimo de orientação e ajuda um adulto - interesse por muitos “temas de adultos”, como sejam religião, filosofia, política, questões ambientais, sexualidade, justiça no mundo (etc.) 3. Características do comportamento social que podem indicar “sobredotação”: - preocupação com termos como justo/injusto, bom/mau e prontidão de se rebelar contra as autoridades, por exemplo - individualismo - aceitação das opiniões das autoridades só depois de um juízo crítico - capacidade para assumir responsabilidades e confiança no planeamento e na organização - escolha de amigos com as mesmas capacidades, frequentemente mais velhos - tendência para tomar decisões rápidas - empatia e mente aberta em relação a problemas políticos e sociais O meu filho é sobredotado? Quando os pais observam repetidamente que o seu filho mostra peculiaridades e reacções que até em crianças mais velhas seriam surpreendentes, é compreensível que se questionem se não será ele sobredotado. As experiências como as que tiveram, p. ex., em pontos de aconselhamento especiais para responder a dúvidas acerca de sobredotação, tornam clara a motivação dos pais. Os pais tornaram-se inseguros por repararem que muitas das suas formas bem sucedidas de lidar com outras crianças (irmãos e amigos da criança) não são, frequentemente, de todo, adequadas para esta criança em particular. Só querem saber qual é a melhor forma que eles, o infantário ou a escola têm para avaliar o seu filho e se o comportamento invulgar poderá ter, de facto, a ver com a “sobredotação”. Nalguns poucos casos, por detrás da pergunta dos pais que querem saber se o seu filho é sobredotado, está a ideia de que a sobredotação é uma coisa muito especial, como se uma criança sobredotada fosse melhor do que qualquer outra. Esta ideia encerra uma série de riscos em si; se os pais receberem resposta positiva ou se se convencerem disso, isso pode levar a um sentimento de superioridade, que possivelmente passará para a criança. Esta criança e a sua família serão vistos pelos outros como arrogantes e altivos. Mas felizmente essa ideia é muito rara. Um inquérito feito a pais encomendado por uma revista europeia da especialidade há alguns anos atrás concluiu que 83 % dos inquiridos não gostariam de ter um filho sobredotado e apenas 13 % mostraram ter esse desejo. Pelas perguntas dos pais, cada vez mais se torna evidente que há uma certa insegurança quanto ao facto de os sobredotados serem especialmente vulneráveis a problemas e a correrem riscos na escola ou com as crianças da mesma idade com quem lidam, ou de tudo se tratar simplesmente de uma dádiva que faz com que tenham uma melhor preparação para a vida. Nem todos os sobredotados são iguais. Quase não se pode falar em sobredotados, pois eles divergem tanto entre si quanto a personalidade e desenvolvimento como os normalmente dotados. Por essa razão falamos de crianças e jovens com altas habilidades e elevado potencial. Há várias pesquisas que seguem o desenvolvimento de sobredotados desde a infância até à idade adulta. Provavelmente, a mais conhecida e primeira pesquisa é o estudo do psicólogo Lewis Terman em 1.528 crianças sobredotadas na Califórnia/E.U.A; dessas, 856 eram rapazes e 672 eram raparigas. Este estudo começou em 1921 e os participantes foram sujeitos a questionários e pesquisas até à terceira idade. A vantagem de uma pesquisa com esta abrangência reside no facto de se poder observar o desenvolvimento dos sobredotados ao longo de várias fases da vida. Pode, assim, pesquisar-se quais os factores que influenciam este desenvolvimento e como virão a ser os sobredotados na escola e na vida profissional. No geral, as pessoas pesquisadas por Terman tiveram um desenvolvimento positivo: Conseguiram desempenhos na escola e nos estudos acima da média e uma percentagem, maior do que o normal, do grupo trabalhou mais tarde numa profissão altamente especializada. Terman registou também, no seu grupo de sobredotados, entre outras coisas, um melhor estado de saúde e uma menor percentagem de pessoas com problemas emocionais e distúrbios da personalidade comparativamente com a média da população. Os críticos argumentam, contudo, que o grupo pesquisado não era representativo. Terman recrutou, predominantemente, os seus participantes da classe média-alta, ou seja, de famílias com maiores rendimentos e, muitas vezes, com melhor formação do que a média americana. Por isso, não é claro que parte do sucesso e da boa saúde física e mental das pessoas pesquisadas se pode atribuir a sobredotação e que parte se pode atribuir a muitos outros factores, como sejam a proveniência social. Esta e outras pesquisas mais recentes mostram que é difícil falar de um desenvolvimento típico de um sobredotado. Há sobredotados que parecem ter tudo sem esforço, há outros que se desenvolvem tardiamente e, outros ainda, que nunca tiveram qualquer oportunidade, ou que não puderam desenvolver o seu potencial. Muitos sobredotados transformaram-se em especialistas ou em adultos extraordinariamente criativos; outros não se destacam, na sua actividade profissional, dos restantes adultos com dotação média. Os factores que facilitam um desenvolvimento positivo dos sobredotados são, por exemplo, um ambiente em que haja amor e desafios nos primeiros anos, um estímulo precoce, adequado e direccionado, modelos, estabelecimento de objectivos, confiança nas próprias capacidades ou a aquisição de conhecimentos, incluindo os técnicos, necessários para o desenvolvimento profissional. Resumindo, podemos afirmar que os sobredotados passam por um desenvolvimento emocional normal e, no geral, não correm mais riscos do que os normalmente dotados. Contudo, há particularidades que, em determinadas circunstâncias, exigem uma atenção especial.
UNIVERSIDADE DA CRIANÇA, PORTIMÃO 18.06.2008 20.36H

Raramente uma criança sobredotada se vem a tornar num grande cientista, arquitecto ou artista de génio. Isso é falso. Os desajustes psico-sociais e organizacionais perante a sociedade maioritária que os envolve, impede que a maioria deles se distinga em adultos.
JÚLIA 18.06.2008 12.22H

sábado, 14 de junho de 2008

Educação Pessoas que optam por não ter filhos Leis e Pedofilia na net

Crianças não,Movimento livre de crianças.
Cada vez mais pessoas preferem ter cães,roupa cara,ou uma vida tranquila.
Adoram acordar tarde,viajar aos fims-de-semana com o companheiro,gostam de reservar os tempos de pausa para o marido.Receber amigos em casa,fraldas e biberões não são compativeis com a sua vida.O fim de 1ºs casamentos com relaçoes instáveis tambem contribuem.
Ficam muito decepcionados e decidem passar a gozar a vida o mais possivél.
Preferem estar livres de horários e investir o dinheiro no que lhes dá prazer.Percebem que
um bébé não se encaixa nos seus planos de vida."Gosto muito de crianças mas a tempo inteiro é muito cansativo."Vantagens financeiras e ser dona do seu tempo"."Ser mãe não faz parte das minhas aspirações"A maternidade leva as mulheres a exagerar nas doses de comida,comem os restos para não deitar comida fora"Wall Street journal. http://online.wsj.com/public/us
"Não quero crianças, ainda não inventaram um modelo que se adpte ao meu modo de vida""Gosto de controlar as horas para dormir,comer e dormir.""Simplesmente não gosto de crianças""Sem filhos só é preciso negociar as horas com o conjugue""Vejo as mudanças que os filhos trouxeram á vida de amigos""Em restaurantes é impossivél o casal conversar e comer ao mesmo tempo,um tem que estar a tomar conta dos filhos""Quando vejo os filhos dos outros penso em como sou feliz por não ter de passar por isso""Não ter filhos não significa ter nada errado nem fisica nem psicológicamente""Perguntavam muito se não iamos ter filhos""Sou a prova viva e isso talvez incomode,que se pode ser feliz sem crianças""Não ter filhos pode combinar com certas mulheres"Não é uma consequência óbvia do casamento".A chegada de um novo membro á familia traz complicações,parece engraçado,é bonito,é nosso,mas muitos casais acabam por deixar de lado a relação em prol da criança,o tempo para dedicar á carreira e á diversão tambem é reduzido,somando-se aos custos da educação de um filho.
Qual fim-de-semana?
Com filhos:07,30h as crianças acordam e os pais infelizmente tambem.
13h-dar-lhes o almoço e tentar que sosseguem,entrete-los durante a tarde.
15,30 conseguem finalmente sair de casa.
18:00-Regresso a casa e maratona de banhos e jantares.
22,30-Os pais só pensam em dormir.

Sem filhos:11,30h é bom cordar tarde,,
13,ooh:Refeição ligeira e leitura de jornais numa esplanada,o melhor para começar o fim-de-semana.
16,30-Uma ida ao cinema por exemplo.
19h-Regresso a casa para um banho e sesta retemperadora.
22h-A noite começa com um aperitivo e não se sabe onde vai parar.
00h,30-Depois do jantar a discoteca.
05,00h-Só se vão levantar ás 13h.
From:Sábado
http://www.worldchildfree.org/

14 Junho 2008 - 00h30
Justiça: Autoridades impedidas de acederem a dados de tráfego
Pedofilia na internet sem castigoAs autoridades estão a ser obrigadas a arquivar processos de investigação a crimes informáticos, como a pornografia infantil, por estarem impedidas pelo novo Código de Processo Penal de acederem aos dados de tráfego (comunicações electrónicas), meio de prova fundamental para identificar os criminosos que recorrem às novas tecnologias.
http://www.correiomanha.pt/default.aspx

sábado, 19 de abril de 2008

Educação: Prof. Gabriel Mithá Ribeiro

Professor há 15 anos,Margem Sul do Tejo,
sempre com sentimento de vocação,
gosta da história e do ensino,venera o conhecimento acima de tudo.

Investigador no I.S.C.T.E.(pós graduação em Estudos Africanos).

Se não resolvermos a indisciplina,não vamos resolver a violência;
A violência é residual ,o que é de facto problemático é a indisciplina.

A indisciplina passa por muita coisa.
A autoridade precisa do cultivar da distância e da gestâo do silêncio,as pedagogias
fazem o contrário:desautorizam os professores,
ao serem empurrados para excessivamente próximo dos alunos,
tenta-se criar uma empatia primária entre professores e alunos,
com efeitos preversos na relação com o conhecimento.

O professor deve perceber,que a sua primeira empatia ,
deve ser com o conhecimento cultivando assim uma subserviência,
ao próprio saber e não ao aluno,o que força tambem o aluno a cultivar ,
a subserviência ao saber e não ao professor.

Problemas :excesso de alunos por turma,as aulas não deviam ter 90 minutos,
não deveria existir área de progecto e de estudos acompanhados,
sendo que a indisciplina está ligada á falta de autoconfiança e á consequente,
falta de autoridade dos professores.
A burocracia tambem favorece a indisciplina,levando a não actuar.

"No inicio das aulas não perdoo a minima falha aos alunos,ponho na rua,desde as primeiras semanas crio uma relação de autoridade e distanciamento,que me garante um resto do ano mais tranquilo.
Não agir,adiar e arrastar os problemas é pior."Há uma falta de lucidez ,a pensar as politicas educativas":

"Se o professor tivesse de por um aluno na rua e fosse ele a ter de preencher um papel provando a conduta do professor foi injusta ,resolverse-iam problemas burocráticos."

Contra a indisciplina : Prevenção,Integração e Punição.

Os partidos politicos devem devem apresentar progectos com principio,meio e fim,com ideias concretas apresentadas ,para os problemas.A Direita e a Esquerda deviam apresentar diferentes propostas.

A primeira forma de resolver a indisciplina,é como em nossa casa,assumir que o problema existe.

Deve-se discutir o problema e problemas associados.

Explicar porque é um problema e apresentarem-se soluções.

Devem-se forçar os politicos a terem ideias.
As elites veem demasiado para fora.em vez de olhar por nós,por quem anda nas escolas e percebe os problemas que ai existem.

Como em todos os problemas sociais arranjar culpados, é a medida mais fácil ,para não fazer nada.

Responsabilidade,a culpa é muito judaico-cristã,que nos faz procurar bodes expiatórios ou bater com a cabeça nas paredes,temos uma boa base para começar a trabalhar.Resolver o problema é
-discussão pública e saber que podemos exprimentar soluções.


Não facilita o rebuliço,"os alunos precisam de concentração para aprender"
e é do silêncio e da ordem que tudo nasce.

Autor de " A pedagogia da Avestruz" e "A lógica dos burros ".

Denuncia as "imbecilidades curriculares" a "burocracias estupidificantes" e " a gestão caciquista das escolas".

Desde o Marquês de Pombal,que somos governados por iluminados-tu ficas aqui e tu vais para ali.

Numa democracia as coisas devem funcionar por contrato social.

Porque raio se tem a impressão, que os professores estão contra os alunos,os alunos contra os professores e os pais contra todos?
Não é verdade,são estereótipos que fomentam a inércia.

Pedagogos dão aulas,pedabobos são os que brincam a fazer as leis,criando legislação que não tem consequências práticas.As Leis têm de ser simples e eficazes"Se eu fizer isto tenho como consequência aquilo." "Se eu fizer isso 2 ou 3 vezes a consequência é aquela".deve-se levar em conta o efeito das leis dentro das salas de aulas.

As areas disciplinares não curriculares ,não estão a produzir efeitos (em detrimento,do conhecimento.) È contra a formação civica,estudo acompanhado,filmes a mais,conversas a mais,tempos mortos-ninguem aguenta 90 minutos de aulas.

Não são más pessoas,mas governam mal e a oposição não provou ainda ser melhor .

Os livros que escreveu ,são um levantar de voz para o problema:

-Temos na sociadade portuguesa , algumas pessoas que pensam na educação ex:Nuno Crato (**obs.Ana-acabei de ver uma entrevista na RTP 2,em que falava o prof. Nuno Crato,talvez um bom possivel ministro da cultura, falou bem e com muita simplicidade e calma da educação e do ensino da matemática,Falou da importãncia do conhecimento,do trabalho,da preserverãnça e da organização ,para a obtenção de bons resultados escolares (((e penso que na vida em geral de qualquer pessoa.)))Autonomia com responsabilidade),Paulo Guinote,Filomena Mónica(**Ana-achei de uma coragem imensa o livro que escreveu,levantar questoes sobre relacionamentos que teve com os homens da sua vida e a relação com a mãe,,,dando o nome e a cara,com mais de 50 anos,sem receio de se expor ).-No geral existe pouca reflexão .Se depois de se dizer os problemas as pessoas insistem é porque há burrice.

-Há 12 anos,Maria Filomena Mónica,chamou a atenção para o problema.Porque não se fez nada?

Deixou de haver desculpas ,para não se ouvir quem anda no terreno e pensa estas coisas.

12.04.2008 in NS