Bem Vindo/Welkome

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sábado, 28 de junho de 2008

Marco Aurélio,Machado de Assis,Eça de Queirós,Blaise Pascal,

Pais:
Criar é educar: alimentar, física, psíquica, cultural, social, espiritual e religiosamente, ajudar a vir à luz da consciência um novo ser humano único e irrepetível em relação. Há pais que investem na carreira e no dinheiro, esquecendo que a obra mais importante são os filhos.
Autor: Borges , Anselmo Fonte Diário de Notícias

Base da educação é o afecto e o amor sem condições, para que a criança cresça segura. Sem esse amor, não haverá confiança nem em si nem nos outros nem na realidade, de tal modo que o que poderá sobrar é a violência da destruição: como amar, se não se foi amado, como entregar-se confiadamente à construção de si e do mundo, se a confiança de base não foi assegurada e a realidade apareceu, desde o início, desfavorável e agressiva?
Autor: Borges , Anselmo Fonte Diário de Notícias

Os filhos são um problema que cresce
Autor: Pulido Valente , Vasco Fonte DNa (DN)
From:Citador

Não Peças o que na Realidade não Pretendes Obter
Não te ponhas a pedir o que não pretendes obter!" É que sucede muitas vezes nós pedirmos com empenho coisas que recusaríamos se alguém no-las oferecesse. Por ligeireza? Por excesso de gentileza? Seja qual for a razão, apliquemos-lhe um castigo: acedamos largamente ao pedido. Muitas coisas nós desejamos parecer querer quando de facto as não queremos. Numa leitura pública, um autor levou uma vez uma obra histórica enorme, escrita em letra miudinha, num volume densíssimo, e, depois de ler a maior parte, disse: "Se querem, fico por aqui." Ora os auditores, embora o seu único desejo fosse que o homem se calasse imediatamente, gritaram em coro: "Continua a leitura, continua!" Muitas vezes, também, queremos uma coisa mas escolhemos outra, e nem sequer aos deuses confessamos a verdade; o que vale é que os deuses ou não nos atendem ou têm pena de nós! Quanto a mim, vou proceder sem qualquer compaixão: vou mandar-te uma carta gigantesca! Se te custar muito lê-la, não terás mais do que dizer: "Bonito serviço que eu arranjei!", e põe o teu nome entre o daqueles homens que se desfizeram em galanteios para casar com uma megera, ou se fartaram de suar para conseguir riquezas e nelas só encontraram angústias, ou usaram todos os truques e esforços para obter cargos públicos em que se sentem destroçados, em suma, inclui-te na lista dos artífices dos próprios dissabores! Séneca, in 'Cartas a Lucílio'

A Face Oculta dos Progressos Técnicos
Os progressos técnicos, que toda a gente está confundindo cada vez mais com progresso humano, vão criar cada vez mais também um suplemento de ócio que, excelente em si próprio, porque nos aproxima exactamente daquele contemplar dos lírios e das aves que deve ser nosso ideal, vai criar, olhado à nossa escala, uma força de ataque e de triunfo; mais gente vai ter cada vez mais tempo para ouvir rádio e para ir ao cinema, para frequentar museus, para ler revistas ou para discutir política, e sem que preparo algum lhe possa ter sido dado para utilizar tais meios de cultura: a consequência vai ser a de que a qualidade do que for fornecido vai descer cada vez mais e a de que tudo o que não for compreendido será destruído; raros novos beneditinos salvarão da pilhagem geral a sempre reduzida antologia que em tais coisas é possível salvar-se. O choque mais violento vai dar-se exactamente, como era natural, nos países em que existir uma liberdade maior; nos outros, as formas autoritárias de regime de certo modo poderão canalizar mais facilmente a Humanidade para a utilização desse ócio; sucederá, porém, o seguinte: nos países não-livres, porque nenhum há livre, mas enfim mais livres, algumas consciências se erguerão dos destroços e pacientemente, com todas as modificações que houver a fazer, converterão o bárbaro ao antigo e sempre eterno ideal de «vida conversável»; nos outros, a não sobrevir uma revolução causada pelo tédio ou pelo próprio desabar da outra metade do mundo, o trabalho será mais difícil porque se terá de arrancar os homens, no seu conjunto, à ideia de que o que vale é a segurança material, o conforto técnico e, se for possível, nenhum rumor de pensamento dialogado. Esta não já invasão mas explosão de bárbaros terminará a nossa Idade Média, aquela que veio ininterruptamente, só superficialmente mudando de aspecto, desde o século III ou IV até nossos dias, e que se caracterizará talvez pelo esforço de fazer regressar o homem de uma vida social a uma vida natural. Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'

A Eternidade é o Nosso Signo
Sim, a eternidade é o nosso signo. Não começámos a existir nem o fim da existência o entendemos como fim. Por isso não sentimos que não existimos antes de começarmos a existir mas apenas que tudo isso que aconteceu antes de termos existido foi apenas qualquer coisa a que por acaso não assistimos como a muito do que acontece no nosso tempo. E à morte invencivelmente a ultrapassamos para nos pormos a existir depois dela. O prazer que nos dá a história do passado, sobretudo os documentos que no-lo dão flagrantemente, vem de nos sentirmos prolongados até lá, de nos sentirmos de facto presentes nesse modo de ser contemporâneos. Mas sobretudo há em nós uma memória-limite, uma memória absoluta que não tem nada de referenciável e se prolonga ao sem fim. Do mesmo modo há o futuro que é pura projecção de nós, apelo irreprimível a um amanhã sem termo ou sem amanhã. Por isso a morte nos angustia e sobretudo nos intriga por nos provar à evidência o que profundamente não conseguimos compreender. Mas sobretudo a eternidade é o que se nos impõe no instante em que vivemos. O tempo não passa por nós e daí vem a impossibilidade de nos sentirmos envelhecer. Sabemo-lo na realidade, mas é um saber de fora. Repetimo-lo a nós próprios para enfim o aprendermos, mas é uma matéria difícil que jamais conseguimos dominar. Por isso estranhamos que os nossos filhos cresçam e se ergam perante nós como adultos que não deviam ser. Por isso estranhamos os jovens pela sua estranheza de que quiséssemos porventura ser jovens como eles. Instintivamente sentimos que é um abuso eles tomarem o lugar que nos pertencia e nos desalojem do lugar que era nosso. Por isso sofremos, não bem por perdermos o que nos pertencia, mas pela dificuldade de isso entendermos. Há uma oposição frontal entre o nosso íntimo sentir e a realidade que isso nos desmente. Somos eternos, mas vivemos no tempo. Somos imutáveis, mas tudo à nossa volta se muda e nos impõe a mudança. Somos divinos, mas de terrena condição. É essa condição que sabemos, mas não conseguimos aprender. Nesta oposição se gera toda a grandeza do homem e a tragédia que o marcou. Os que se fixam num dos termos são deuses iludidos ou animais que não chegaram a homens. Porque o verdadeiro homem é deus por vocação e animal por necessidade. Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 3'

A Nossa Crise Mental
Que pensa da nossa crise? Dos seus aspectos — político, moral e intelectual? A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Eu explico. Todo o povo se compõe de uma aristocracia e de ele mesmo. Como o povo é um, esta aristocracia e este ele mesmo têm uma substância idêntica; manifestam-se, porém, diferentemente. A aristocracia manifesta-se como indivíduos, incluindo alguns indivíduos amadores; o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo. O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. Ora ser tudo em um indivíduo é ser tudo; ser tudo em uma colectividade é cada um dos indivíduos não ser nada. Quando a atmosfera da civilização é cosmopolita, como na Renascença, o português pode ser português, pode portanto ser indivíduo, pode portanto ter aristocracia. Quando a atmosfera da civilização não é cosmopolita — como no tempo entre o fim da Renascença e o princípio, em que estamos, de uma Renascença nova — o português deixa de poder respirar individualmente. Passa a ser só portugueses. Passa a não poder ter aristocracia. Passa a não passar. (Garanto-lhe que estas frases têm uma matemática íntima). Ora um povo sem aristocracia não pode ser civilizado. A civilização, porém, não perdoa. Por isso esse povo civiliza-se com o que pode arranjar, que é o seu conjunto. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si-próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto, como lhe disse, a essência da nossa crise. As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 — fim da Renascença em nós e de nós na Renascença — deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto. Respondi, creio, à sua pergunta. Se V. reparar bem para o que lhe disse, verá que tem um sentido. Qual, não me compete a mim dizer. Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'

Infecção de Banalidade
O homem do século XIX, o Europeu, porque só ele é essencialmente do século XIX (diz Fradique numa carta a Carlos Mayer), vive dentro de uma pálida e morna infecção de banalidade, cansado pelos quarenta mil volumes que todos os anos, suando e gemendo, a Inglaterra, a França e a Alemanha depositam às esquinas, e em que interminavelmente e monotonamente reproduzem, com um ou outro arrebique sobreposto, as quatro ideias e as quatro impressões legadas pela Antiguidade e pela Renascença. Eça de Queirós, in 'A Correspondência de Fradique Mendes'

Um Ser Revoltante e Falso
Quanta felicidade dá a grata suavidade das coisas! Como a vida é cintilante e de bela aparência! São as grandes falsificações, as grandes interpretações que sempre nos têm elevado acima da satisfação animal, até chegarmos ao humano. Inversamente: que nos trouxe a chiadeira do mecanismo lógico, a ruminação do espírito que se contempla ao espelho, a dissecação dos instintos? Suponde vós que tudo era reduzido a fórmulas e que a vossa crença era confinada à apreciação de graus de verosimilhança, e que vos era insuportável viver com tais premissas... que fazíeis vós? Ser-vos-ia possível viver com tão má consciência? No dia em que o homem sentir como falsidade revoltante a crença na bondade, na justiça e na verdade escondida das coisas, como se ajuizará ele a si mesmo, sendo como é parte fragmentária deste mundo? Como um ser revoltante e falso? Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'

O Costume Constrange a Natureza
A coisa mais importante de toda a vida é a escolha do ofício: o acaso prepara-a. O costume faz os pedreiros, soldados, empalhadores. «E um excelente empalhado», diz-se; e, falando dos soldados: «Eles são loucos», diz-se; e outros pelo contrário: «Não há nada maior do que a guerra; o resto dos homens são uns cobardes». À força de ouvir louvar na infância estes ofícios e desprezar todos os outros, escolhe-se; pois naturalmente ama-se a virtude, e detesta-se a loucura; estas palavras emocionam-nos: só se peca na aplicação. É tão grande a força do costume que, daqueles que a natureza fez apenas homens, se fazem todas as condições dos homens; pois há regiões onde são todos pedreiros, noutras todos soldados, etc. Certamente que a natureza não é tão uniforme. É portanto o costume que faz isto, porque constrange a natureza; e algumas vezes a natureza supera-o, e conserva o homem no seu instinto, apesar do costume, bom ou mau. Blaise Pascal, in "Pensamentos"

O Riso é a Mais Útil Forma da Crítica
O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo. É por isso que hoje é tão útil como irreverente rir das ideias do passado: a multidão não se ocupa de ideias, ocupa-se das fórmulas visíveis, convencionais das ideias. Por exemplo: o povo em Portugal, nas províncias, não é católico - é padrista: que sabe ele da moral do cristianismo? da teologia? do ultramontanismo? Sabe do santo de barro que tem em casa, e do cura que está na igreja. Eça de Queirós, in 'Carta a Joaquim de Araújo, 25 de Fevereiro de 1878'

A Força da Auto-Sugestão
A proclamação do nosso mérito é um exercício excelente para aumentar e mesmo para adquirir efectivamente esse mérito. Um outro apólogo oriental conta que a negra gralha tanto e tão estridulamente afirmou que era branca que terminou por embranquecer. É este um fenómeno que o fabulista antigo não conhecia, mas que anda hoje em todos os compêndios de fisiologia e que se chama auto-sugestão. Com efeito, quem sem descanso apregoe a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtualmente e acaba por ser às vezes virtuoso. A exaltação afectada da nossa força actua como um estímulo permanente, que equivale realmente à força. E quem engrandece desmedidamente o seu pequenino feito mostra que sente a nobreza de empreender altas coisas, prova o seu gosto pelos aplausos dos homens e está portanto já no caminho e com o feitio moral para praticar um feito grande. Eça de Queirós, in 'Cartas de Paris'

A Arte é Tudo (II)
A arte é tudo porque só ela tem a duração - e tudo o resto é nada! As sociedades, os impérios são varridos da terra, com os seus costumes, as suas glórias, as suas riquezas: e se não passam da memória fugitiva dos homens, se ainda para eles se voltam piedosamente as curiosidades, é porque deles ficou algum vestígio de Arte, a coluna tombada dum palácio, ou quatro versos num pergaminho. As Religiões só sobrevivem pela arte, só ela torna os deuses verdadeiramente imortais - dando-lhes forma. A divindade só fica absolutamente divina - quando um cinzel de génio a fixa em mármore; inspira então o grande culto intelectual, que é o único desinteressado e o único consciente; já nada tem a sofrer do livre exame: entra na serena região dos Incontestáveis e só então deixa de ter ateus. O mais austero católico é ainda pagão, como se era em Cítera, diante da Vénus de Milo. E a Nossa Senhora do Céu só tem adorações unânimes e louvores sem contestação, quando é o pincel de Murillo que a ergue sobre o Orbe, loura e toucada de estrelas. A arte é tudo - tudo o resto é nada. Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo. Leónidas ou Péricles não bastariam para que a velha Grécia ainda vivesse, nova e radiosa, nos nossos espíritos: foi-lhe preciso ter Aristófanes e Ésquilo. Tudo é efémero e oco nas sociedades - sobretudo o que nelas mais nos deslumbra. Podes-me tu dizer quem foram no tempo de Shakespeare os grandes banqueiros e as formosas mulheres? Onde estão os sacos de ouro deles, e o rolar do seu luxo? Onde estão os claros olhos delas? Onde estão as rosas de Iorque que floriam então? Mas Shakespeare está realmente tão vivo como quando, no estreito tablado do Globe, ele dependurava a lanterna que devia ser a lua, triste e amorosamente invocada, alumiando o Jardim dos Capuletos. Está vivo duma vida melhor, porque o seu Espírito fulge com um sereno e contínuo esplendor, sem que o perturbem mais as humilhantes misérias da carne! Eça de Queirós, in 'Notas Contemporâneas'

A Fidelidade a Nós Próprios
De certo modo, o homem é um ser que nos está intimamente ligado, na medida em que lhe devemos fazer bem e suportá-lo. Mas desde que alguns deles me impeçam de praticar os actos que estão em relação íntima comigo mesmo, o homem passa à categoria dos seres que me são indiferentes, exactamente como o sol, o vento, o animal feroz. É certo que podem entravar alguma coisa da minha actividade; mas o meu querer espontâneo, as minhas disposições interiores não conhecem entraves, graças ao poder de agir sob condição e de derrubar os obstáculos. Com efeito, a inteligência derruba e põe de banda, para atingir o fim que a orienta, todo o obstáculo à sua actividade. O que lhe embaraçava a acção favorece-a; o que lhe barrava o caminho ajuda-a a progredir. Marco Aurélio (Imperador Romano), in "Pensamentos"
O Justo Valor das Coisas Presentes
Não julgues as coisas ausentes como presentes; mas entre as coisas presentes pondera as de mais preço e imagina com quanto ardor as buscarias se não as tivesses à mão. Mas ao mesmo tempo toma cuidado, não seja caso que ao deliciares-te assim nas coisas presentes te habitues a sobrestimá-las; procedendo assim, se um dia as viesses a perder, davas em louco rematado. Marco Aurélio, in 'Pensamentos'
Viver Sempre Perfeitamente Feliz
Viver sempre perfeitamente feliz. A nossa alma tem em si mesma esse poder de ficar indiferente perante as coisas indiferentes. Ficará indiferente se considerar cada uma delas analiticamente e em bloco, lembrando-se que nenhuma nos impõe opinião a seu respeito nem nos vem solicitar; os objectos estão aí imóveis e somos nós que formamos os nossos juízos sobre eles e os entalhamos, por dizê-lo assim, em nós mesmos; e está em nosso poder não os gravar e, se eles se insinuam nalgum cantinho da alma, apagá-los de repente.
Depois os cuidados que te pungem não duram, bem depressa deixará de viver. E por que tens um penoso sentimento de serem assim as coisas? Se são conformes à natureza aceita-as alegremente e sejam-te propícias. Se vão ao arrepio da natureza, busca o que for conforme à tua natureza, e corre nessa direcção, fosse-te ela menos propícia; merece indulgência quem procura o seu próprio bem. Marco Aurélio, in 'Pensamentos'
O Valor da Opinião dos Outros
Muitas vezes tenho cismado em como é possível que cada homem ame a si mesmo mais que ao resto dos homens e, não obstante, dê menos valor à sua opinião de si próprio que à opinião dos outros. Se, pois, um deus ou um mestre sábio se apresentasse a um homem e lhe pedisse que não pensasse nada e não intentasse nada sem o expressar tão logo o concebesse, esse homem não suportaria tal situação um único dia que fosse. Muito mais respeito temos por aquilo que os nossos vizinhos possam pensar de nós do que por aquilo que pensamos a nosso próprio respeito. Marco Aurélio, in 'Pensamentos e Reflexões'
Não te Deixes Ludibriar pela Opinião
Considera que não são as acções dos outros que nos perturbam, pois que pertencem ao domínio das suas vontades, mas a opinião que sobre ela formamos. Suprime-a, pois: trata de anular o juízo que te deixa indignado e a tua cólera se desvanecerá. Como suprimi-la? Meditando em que não há nisso nada de vergonhoso para ti, porquanto se houvesse outra coisa, além do mal moral, que fosse vergonhosa, tu também cometerias necessariamente muitas faltas; tu te tornarias um bandido, de qualquer maneira. Marco Aurélio, in 'Pensamentos e Reflexões'

Chorar e Rir
E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida. Machado de Assis, in 'Quincas Borba'
A Quimera da Felicidade
do alto de uma montanha, inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma cousa única. Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das cousas. Tal era o espectáculo, acerbo e curioso espectáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma intensidade que não lhe podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim, - flagelos e delícias, - desde essa cousa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das cousas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, - nada menos que a quimera da felicidade, - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão. Machado de Assis, in 'Memórias Póstumas de Brás Cubas'
Todos Temos Duas Almas
Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira. (...) Agora, é preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma... - Não? - Não, senhor; muda de natureza e de estado. Não aludo a certas almas absorventes, como a pátria, com a qual disse o Camões que morria, e o poder, que foi a alma exterior de César e de Cromwell. São almas enérgicas e exclusivas; mas há outras, embora enérgicas, de natureza mudável. Há cavalheiros, por exemplo, cuja alma exterior, nos primeiros anos, foi um chocalho ou um cavalinho de pau, e mais tarde uma provedoria de irmandade, suponhamos. Machado de Assis, in "O Espelho"

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Leis injustas -Paula Teixeira da Cruz

“[A Directiva de Retorno] ideologicamente é um retrocesso, humanamente é uma lástima...”
Quando uma lei é injusta não se lhe deve obediência e pode (deve, segundo a consciência de cada um) opor-se-lhe resistência. Foi uma aquisição de civilização na Europa. De São Tomás de Aquino a Radbruch. Vem isto a propósito da ironicamente chamada Directiva do Retorno, aprovada pelo Parlamento Europeu a 18 de Junho, com 369 frios votos a favor (uma má estreia do Parlamento Europeu em matéria de imigração, em processo de co-decisão com o Conselho).
A Directiva do Retorno é, na verdade, a directiva da Vergonha, como já a designam. Está pejada de uma neutra linguagem burocrática, em que uma criança só é transmutada num ‘menor não acompanhado’ que passa a poder ser detido em centros de detenção especializados com possibilidade de o ser em estabelecimento prisional. Tratar imigrantes que não tiveram possibilidade de regularizar a situação como criminosos? Faz isso algum sentido? Há nisso algum pingo de Justiça? São criminosos? Não. Então...
Que fazes tu, Europa? Que aprovas tu e que Espaço e Instituição passas a ser? Que legitimidade internacional te reconhecerão?
Imagine o leitor uma situação de fome ou de guerra no sítio onde vive, ou mesmo de perseguição étnica ou política. É legítimo que procure outro sítio onde respirar ou proteger a família ou simplesmente buscar, com o trabalho, o preço de um pão. Aconteceu durante toda a história da Humanidade.
Imagine que ao chegar a um novo destino o espera um campo de detenção ou que, depois de ter sido útil em obras ou noutro sector de mão-de-obra barata, o encerram num campo de detenção... por um período que pode ir até ano e meio para o devolverem ao sítio de onde partiu. Imagine que os menores são devolvidos – sós – ao inferno de onde tinham saído.
Cada um do ser humano que somos é devolvido à fome ou à morte. De forma organizada, higiénica.
Não há pinga de solidariedade. A directiva não é claramente compatível com a Declaração Universal dos Direitos do Homem: abandona o núcleo fundamental de direitos humanos. Ideologicamente é um retrocesso, humanamente é uma lástima. Civilizacionalmente é incompreensível.
Por isso, realisticamente, apele-se também ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Humanamente oponha-se-lhe resistência.
Paula Teixeira da Cruz in CM

Links e Agenda 26.06.2008 Maldade Mulheres

Comportamentos como a maldade ou a exclusão mais frequentes entre raparigas
26 06 2008 16.18H
Diz o estereótipo que os homens são mais agressivos do que as mulheres. No entanto, de acordo com uma especialista de Coimbra, os comportamentos indirectos de "bullying", como a maldade ou exclusão, são mais praticados pelas mulheres.
Pedro Junceiro com Lusa
Sónia Seixas, especialista em "bullying", explicou hoje em Coimbra que o combate ao problema passa pelo envolvimento de toda a comunidade escolar, preconizando uma mudança de atitude em relação a este tipo de violência no contexto escolar, referindo que «o ideal é que toda a comunidade se envolva para conhecer o fenómeno».
«O primeiro passo para fazer alguma coisa é mudar as atitudes da comunidade escolar, nomeadamente de profissionais e de alguns pais, quando desvalorizam ou negam o problema», considerou a docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém.
De acordo com Sónia Seixas, deve ser efectuada também uma intervenção directa, diferenciada, com os agressores e as vítimas.
Referiu ainda que, apesar de ainda existir o «estereótipo de que os comportamentos de "bullying" são mais frequentes no sexo masculino», a verdade é que «os comportamentos indirectos de "bullying", como a maldade ou a exclusão, são mais praticados pelo sexo feminino».
Na investigação que realizou em escolas do III ciclo do distrito de Lisboa, usando um instrumento de nomeação pelos alunos dos colegas agressores e vítimas, Sónia Seixas apurou que 17,9 por cento dos jovens são classificados no primeiro grupo e 17,2 por cento são identificados pelos pares como vítimas.
Outro orador no seminário, o pedopsiquiatra Mário Jorge Loureiro, considerou que as crescentes exigências do trabalho impedem os pais de estar com os filhos o tempo necessário, pelo que as vítimas de bullying acabam por não se queixar, porque «não têm protecção parental, não sentem confiança».
O seminário, intitulado "Bullying - Da mediatização à discussão", inseriu-se no âmbito do projecto de investigação de um grupo de alunos finalistas da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra denominado "A auto-estima e os comportamentos agressivos nos alunos do I ciclo".
From:Destak

MÚSICA
Festival Carviçais Rock gratuito e de regresso à aldeia
25 06 2008 17.47H
O Carviçais Rock, um dos mais antigos festivais de Verão do Nordeste Transmontano regressa no primeiro fim-de-semana de Agosto com acesso gratuito a um cartaz de espectáculos exclusivamente nacional, divulgou hoje a organização.
Pedro Junceiro com Lusa
Depois do interregno de um ano, o festival regressa também ao centro da aldeia transmontana que lhe deu o nome, no concelho de Torre de Moncorvo, no sul do distrito de Bragança, entre os parques natural do Douro Internacional e Arqueológico do Côa.
O primeiro dia do Carviçais Rock, a 2 de Agosto, será preenchido com os Rádio Macau, Blind Zero, Slimmy e Duff, seguidos do DJ Frittus Potatoes Suicide.
No dia seguinte passam pelo palco Blasted Mechanism, X-Wife, Trabalhadores do Comércio, Myula com a animação a prolongar-se com o DJ Pasta.
«Serão apenas bandas portuguesas a abrilhantar as noites da aldeia de Carviçais», frisou a fonte da organização, a cargo da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Carviçais, com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.
O festival transmontano quer assumir-se como «uma alternativa à massificação que caracteriza os festivais de Verão em Portugal» e este ano promete aliciar público sem bilhetes pagos.
From:Destak

Tom Cruise
Quem o diz é Drew Pinsky, médico e apresentador de um programa televisivo sobre famosos e reabilitação, que assim justifica a adesão do actor à Cientologia.
Ana Sofia Santos
A relação de Tom Cruise com a Cientologia trouxe ao actor muito mais críticas do que elogios, estando, como já noticiou o Destak, a sua imagem a sofrer consequências.
A solução parece, ou pode ser, uma nova imagem, através de uma nova página na Internet.
Drew Pinsky, médico e apresentador de um programa televisivo sobre famosos e a reabilitação, deu o último «golpe». Pinsky escreveu numa revista que o popular actor poderá ter problemas mentais.
Na sua opinião, o facto de Cruise se ter convertido em membro da Cientologia, é uma resposta a um grande vazio ou carência que teve na infância e, segundo disse, «quem sabe se não inclui abusos».
O advogado de Tom Cruise, Bert Fields, não demorou a responder às acusações do doutor Pinsky e a qualificar as suas palavras de «absurdas».
Afirma que o doutor Pinsky procura «obviamente notoriedade» e que nem sequer é «profissional» ao querer diagnosticar Tom e outros famosos sem sequer os conhecer.
Pinsky tratou de imediato de se defender e afirmou que a sua intenção não era diagnosticar a saúde mental de Cruise, mas sim utilizá-lo como exemplo para explicar os traumas infantis.
Numa autêntica campanha para reconstruir a sua imagem pública, Cruise criou uma página na Internet com a sua biografia, fotografias e vídeos com toda a sua filmografia.
From:Destak


Os portugueses são dos cidadãos europeus que mais dinheiro gastam em restaurantes e cafés. Em contrapartida, por terras lusas investe-se pouco em roupa e ainda menos em jornais e livros. Os dados são de 2005.
Marta Araújo
Segundo um estudo do Eurostat divulgado ontem, o consumo dos portugueses em restaurantes, cafés e similares já ultrapassa os 9,5% do orçamento familiar, um valor que duplica a média europeia, que apenas chega aos 3,9% do orçamento de gastos entre as famílias.
Já no que diz respeito a despesa sobre restaurantes e hotéis, corresponde a 10,8% do orçamento familiar. Este número é elevado face aos gastos dos restantes cidadãos da União Europeia (UE), onde a média se situa nos 5,3%.
Gastos significativos em saúde
O documento, a que o Destak teve acesso, mostra ainda que Portugal se destaca na liderança dos gastos no que aos médicos e farmácias diz respeito.
De acordo com o estudo, os europeus gastam, em média, cerca de metade do seu orçamento familiar nas despesas da casa (amortização, mobiliário, electricidade) e alimentação. Em Portugal, os pais gastam 1,7% da despesa total da família, com os filhos. E para o médico e farmácia, as famílias nacionais chegam a dar 6,1%, face aos 3,4% dos restantes países da UE. No que diz respeito ao carro e aos passes sociais, os portugueses chegam a abater 12,9% do seu orçamento.
Poupar em roupa e leitura
Mas se os portugueses gostam de ir comer fora não o fazem com fatos de gala. A prová-lo está o estudo do Eurostat, que coloca o nosso país em segundo lugar no ranking dos mais poupados na área do vestuário. Enquanto a Bulgária investe 3,1% a população lusa gasta 4,1% do orçamento.
Os lituanos são os que mais dispendem (7,9%).De destacar ainda o facto de, apesar da elevada frequência de estabelecimentos de hotelaria, os livros, revistas e jornais raramente são levados na algibeira. Uma falta em que Portugal é acompanhado pela Roménia, Lituânia e Estónia. Somente 1% do orçamento destes países é dispensado para aquele tipo de literatura. Os malteses são os mais cultos (2,4) e os mais dados à aquisição de livros.
From:Destak

COMENTÁRIO: Essa ideia de que a compra de livros significa mais leitura é uma falácia muito frequente!. Posso afirmar que gosto de "devorar livros" durante todo o mês e que não tenho por hábito adquiri-los por compra em livrarias. Passo a explicar: -Como posso ler largas dezenas de livros diferentes durante todo o ano se não tenho espaço em casa para colocar mais estantes e prateleiras para os acondicionar?. Há pessoas que os adquirem apenas para decorar as estantes. Outras pessoas compram livros que sem nunca os lerem, e ao fim cerca de meio ano, acabam por os deitar no lixo para que lhes sobre espaço para as próximas edições!. Já vi contentores de lixo na área de Lisboa repletos de livros com aspecto de novo e títulos ainda muito recentes. Muitos deles pelo aspecto nunca foram lidos. Um dia vi uma carrinha de caixa aberta estacionada junto de um contentor de lixo e duas pessoas que recolhiam livros aos molhos atirando-os para o seu interior!. Ao passar junto da carrinha disseram-me que se algum livro daqueles me interessasse podia levá-lo para casa que eles apenas os recolhiam para os vender ao quilo a um centro de reciclagem de papel velho. Respondi que não tinha espaço em casa para guardar mais livros mas que para todos os efeitos agradecia a oferta dado que os livros eram títulos recentes e estavam novos. Em suma, a "sociedade de consumo imediato" promove artificialmente vendas de produtos que ainda novos e em perfeito estado de funcionamento acabam no lixo por falta de espaço nas nossas casas!. O "segredo" para evitar a compra de livros que não temos espaço para guardar é inscrevermo-nos como leitores domiciliários da biblioteca da nossa cidade!. Desde 1986 que estou inscrito como leitor domiciliário numa biblioteca pública municipal deste país que possui largos milhares de livros em arquivo e todos os meses recebe novos títulos. Por uma pequena e insignificante taxa anual tenho acesso a milhares de títulos que nunca poderia adquirir e acondicionar em casa!. A moral desta história é a falácia das estatísticas para aqueles que julgam que existe um "nexo de causalidade" entre a aquisição de livros e a sua respectiva leitura. Se um dia ganhar no "Euro milhões" vou adquirir a biblioteca que frequento desde 1986 e vou começar novamente a comprar livros. Isto é mesmo verdade não é só publicidade!. Para comprar livros em Portugal é preciso ser rico e viver em grandes moradias, caso contrário, ao fim de algum tempo teremos de atirar os livros "nossos amigos" para o lixo por manifesta falta de espaço!. Os portugueses também gostam muito dos restaurantes porque é esse o único passatempo de muita gente. Vivemos em apartamentos pequenos onde apenas podemos albergar o mínimo indispensável para o dia a dia. O nosso passatempo é ver televisão dado que não temos forma de fazer mais nada em casa acabamos por sair de carro e andamos às voltas sem rumo certo. O destino aos fins-de-semana é a ida ao hipermercado fazer as compras para a casa que é outro passatempo das famílias. Como andam às voltas pelos corredores a escolher os melhores produtos e os melhores preços acabam por ter fome. É por este motivo que o português adora restaurantes porque não tem mais nada para fazer a não ser andar a fazer de "mirone" pelos centros comerciais até ao momento em que a "fome aperta" e é então que o português "abre os cordões à bolsa". Pode circular uma tarde inteira pelos corredores do centro comercial sem comprar nada, no entanto, quando a "fome aperta" recorre ao seu passatempo favorito que é a restauração!. E diga-se que para muitos é a única refeição do dia, nem que seja só o menu duas fatias com bebida de pressão da "Telepizza"!. É verdade que o "conteúdo da barriga ninguém o vê". O português investe mais e melhor na farpela e no telemóvel, a restauração é o passatempo favorito mas apenas esses menus de "preço único com tudo incluído" em regime tipo "self-service". Se forem ver os restaurantes ditos tradicionais de beira de rua, estão quase todos às moscas, dado que os preços são bem mais elevados e nada está incluído, e acabam por fazer doses iguais aos dos "preços únicos" sendo que se pagam bem melhor !. Enfim, o Povo português não tem dinheiro para viagens frequentes e para o acesso a variadas actividades culturais e desportivas e é por isso que adora praticar o desporto da "faca e do garfo"!
MC 22.06.2008 04.50 in Destak

Alexandra Solnado

Alexandra Solnado

"Eu não estou longe de ti.
Estou sempre um pouco à frente,
para te obrigar a avançar."
Jesus

O Buda em Mim
Hoje na terapia de Contacto com o meu Eu Superior, ele ofereceu-me uma experiência surpresa, que não vou esquecer, nunca.
Depois de ter chegado lá acima, onde me deixei ficar até me sentir completamente reenergizada e limpa da densidade que tinha, o Eu Superior levou-me a um prado.
Aí libertei e minha essência e voei com ele até que, sem que desse por isso, deixei de o ver. Voei pelo belíssimo e vasto prado, de um verde tranquilizante e brilhante, e vi um rio, que subia, com as margens protegidas de um denso e fresco arvoredo. Era uma sombra protectora que me convidava a seguir caminho. Como pássaro, que é a imagem que tenho da minha essência, fui subindo até que encontrei uma cabana. Abri a porta e entrei. Lá dentro estava uma figura de Buda, sentado na sua posição de Lótus, que me disse que se era assim que eu preferia que O visse, não fazia mal. Jesus ou Buda, o coração é o mesmo. Não precisava de me sentir dividida em dilemas de com quem é que devia conectar. A energia é a mesma. E vi o coração vermelho que Jesus já me tem oferecido em meditações anteriores. Vivo e brilhante. Coloquei-o no meu peito e senti uma tranquilidade imensa e uma forte aceitação.
É a aceitação na essência, que tanto tenho feito por encontrar. Deixei-me meditar, longa e tranquilamente, e percebi e assimilei que, apesar de saber que, intelectualmente Jesus ou Buda são apenas nomes a que damos ao Divino, à energia universal, agora sinto-o no mais profundo do meu coração. E quando medito e me conecto com esta energia, entro do reino sem palavras e sem conceitos, de pura energia, onde qualquer discurso é inútil para procurar uma explicação… encontrei o Buda em mim.
Maria Gatas Sobral

Há dias fui à terapia de contacto com o meu Eu Superior mas só hoje me deu para escrever.
O meu Eu Superior surpreendeu-me com um novo santuário, e símbolo, para que eu aprenda a enfrentar os meus medos. Uma magnífica árvore, de braços longos e gigantescos. Uma copa de majestosa protecção e um símbolo do forte poder que as árvores têm de resistir milenarmente, sempre ascendendo ao céu, sem se importar com o que não interessa (no meu caso as opiniões dos outros, os seus gestos ou olhares, a que infelizmente sou tão sensível). Ela lá está, forte, de fresca sombra, tranquila, para quem se quiser abrigar sob os seus braços e a denso verde da sua folhagem. E grande, grande. Espaçosa, de um poderoso e intenso verde.
A sua imagem é para mim um poderoso símbolo do próprio processo espiritual do ser humano, com as raízes na terra mas sempre crescendo e ascendendo para o céu. Abrigo de aves que voam e nela poisam, como as pessoas que vamos encontrando e nos vão ajudando a elevar a nossa própria espiritualidade.
Senti que foi uma poderosa meditação, uma futura fonte de tranquilidade. Espero nunca me esquecer que, mais importante do que deixar que os outros me impeçam de ser quem sou, tenho uma poderosa árvore que me guia no caminho da minha essência.
Teresa A. Nunes

A Compreensão muda a Emoção
Qual é o nosso maior problema kármico? Emoção mal resolvida.
Qual a pior coisa que trazemos de outras vidas? Emoção que não resolvemos, seja raiva, culpa, rejeição… A compreensão muda tudo isto. E quando digo compreensão, digo aceitação, pois sem aceitação não há compreensão.
Nós estamos sempre a falar na mudança do sistema de crenças, em tentar mudar os conceitos em que fomos educados e em que acabámos por ficar fechados. Mas para isso temos que validar o nosso conhecimento através da nossa intuição. Se nos ensinam algo, nós só devemos aceitar se a nossa intuição aceitar. Temos de aprender a seguir a nossa intuição.
Podemos trazer raiva, rejeição, tristeza e outras emoções que não compreendemos, e que não estão resolvidas na nossa vida, mas a partir do momento em que tentamos perceber, compreender, e sobretudo aceitar, acabamos por processar essas emoções.
Porque é que se diz que as regressões a vidas passadas são tão eficazes? Porque as pessoas vão ao seu passado, às suas vidas anteriores, e tentam compreender. E assim mudar a aceitação. Se as pessoas vão ao passado e não aceitam, não há compreensão, e nada muda. Mas se conseguirem compreender, mudam a aceitação e o processar dessa emoção.
Como Ele diz…
“Vai ao passado. Vai ao que viveste, situação a situação, e revive-a, sofre-a outra vez, mas reenergiza-te com o amor incondicional que recebes cá de cima, enche cada situação de luz, enche-te - naquela época, com aquela imagem, com aquela roupa – de luz. E tudo se irá diluir em luz.
Irás colocar uma nova energia no teu passado, e ele, por sua vez, nunca mais te irá surpreender com a sua força traumática e traumatizante.
A isso chama-se limpar o karma. O karma desta vida.”
A Alma Iluminada, Alexandra Solnado

As Escolhas
Muitas vezes temos o hábito de dizer “eu faço o que posso”, sem nos darmos conta de que esta é uma expressão já de si limitativa. Parece que não posso fazer as coisas de outra maneira. “Faço o que posso” às vezes quer dizer que, “eu faço, e faço e faço”, sem pôr nada de mim no que faço, nem parar para pensar se o que estou a fazer é fruto de uma escolha minha, ou se estou a fazer simplesmente para cumprir os objectivos e as metas que me foram impostas.
Será que quando fazemos as coisas desta maneira quantitativa, “fiz isto, e aquilo e mais aquilo”, não estamos a secundarizar o que poderíamos estar de facto a fazer por opção? Isto é, será que quando fazemos o que podemos estamos a fazer segundo as nossas escolhas e a priorizar o Ser naquilo que fazemos, ou estamos pura e simplesmente a Fazer e a sentir que somos só o que Fazemos?
É preciso saber quais as nossas escolhas e segui-las atentamente. Se vêm do interior de nós próprios, nós sabemos que estamos a Ser. Se estamos a “fazer o que podemos”, priorizando o que fazer e ignorando as nossas escolhas, estamos a esquecer o Ser. Fazer não é Ser. Por isso interroguem-se…
Nós escolhemos o que somos ou somos o que fazemos?
Nós somos o que escolhemos ou fazemos o que podemos?
Só respeitando o que o nosso Eu Interior nos diz nós poderemos Ser.

A Era de Aquário e o Karma

Na Era de Peixes, todas as nossas decisões eram tomadas em função do medo, medo do pecado, medo de ser castigado, medo de errar. Os 10 mandamentos ou os sete pecados acabavam por, através do medo, ditar as nossas escolhas. Era preciso agir correctamente para a nossa consciência não ser julgada e condenada a partir do medo. “Se eu agir assim vou ser mau, se eu pensar desta maneira sou uma má pessoa...”
Na Era de Aquário estamos a fazer a mesma coisa mas em função do karma. Eu não faço isto porque me vai trazer mau karma, eu não penso aquilo porque vou criar mais karma. Ou seja estamos a fazer o mesmo erro. Estamos a deixar-nos limitar novamente por uma condicionante Se... se... ou se..., com a agravante de que agora em vez de 7 pecados ou 10 mandamentos temos uma infinidade de acções que se traduzem em karma.
Nunca agimos em função de nós próprios, da nossa essência, das nossas escolhas mais íntimas. O que fazer então para não cair em nenhuma destas condicionantes limitativas? Destes “ses”?
Conectarmo-nos à energia do Céu, que nos devolve a plenitude do nosso Ser, e agirmos em função dessas escolhas. As escolhas da essência do nosso Ser. É preciso ter a coragem de assumirmos quem nós somos. Se nos conectarmos à energia do céu encontramos o nosso Ser tal como ele é. Quando optamos em função da nossa essência mais íntima, da conexão com a plenitude do nosso Ser, não podemos errar. Podemos agir em consciência, através do que sentimos, não do que racionalizamos. E agiremos sempre bem.
“Porque no caminho do Ser não há erro. Tudo é evolução",
como Ele diz.

Sexo casual,

- Uma pesquisa realizada na Inglaterra sugere que os homens gostam mais de sexo casual do que as mulheres. Publicado na revista científica Human Nature, o estudo é resultado da análise do comportamento de 1743 homens e mulheres nas manhãs seguintes às relações sexuais casuais. Os resultados mostram que 80% os homens avaliaram o encontro de maneira positiva, comparados com 54% das mulheres que fizeram uma boa avaliação da relação sexual. Segundo a pesquisa, os homens demonstram maior satisfação sexual, autoconfiança e gostam de contar aos amigos sobre suas experiências. Já muitas mulheres entrevistadas disseram se sentir usadas e decepcionadas e ainda se preocupam com a conseqüência para sua reputação. "As restrições feitas pelas mulheres foram menos relacionadas à brevidade do encontro, e mais ao fato de que os homens parecem não apreciá-las. Para as mulheres, essa falta de gratidão implicaria na percepção de que elas fazem isso com vários homens", disse Anne Campbell, que liderou a pesquisa. Evolução De acordo com a autora, o fato de as mulheres não terem se adaptado ao sexo casual está relacionado à própria evolução da espécie. "Em termos evolutivos, as mulheres sentem mais o peso do cuidado parental e há uma visão geral de que era uma vantagem para as mulheres escolher com cuidado e se manter fiéis aos seus parceiros para que eles não tenham motivo para pensar que estão cuidando do filho de outro homem", disse Campbell. Para ela, isso explicaria porque, para as mulheres, a qualidade importa mais do que a quantidade - uma opinião que, segundo a autora, seria diferente da dos homens. "Os homens são mais aptos a se reproduzirem e por isso se beneficiam de relações casuais com diversas parceiras", afirmou. De acordo com Campbell, as alterações hormonais provocadas pelo ciclo menstrual das mulheres poderiam explicar a razão pela qual, apesar de avaliarem as relações de forma negativa, elas continuam fazendo sexo casual. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
From:BBC Brasil

- Cientistas britânicos identificaram uma área do cérebro que encoraja o ser humano a optar pela novidade e pelo desconhecido. Segundo o estudo, realizado na University College, em Londres, a opção pelo desconhecido desperta a atividade na região do estriado ventral, localizada na área primitiva do cérebro. Essa região está relacionada com o processamento de recompensas e sua atividade provoca a liberação de dopamina - o que poderia, segundo os cientistas, explicar o "gosto pelo desconhecido". A pesquisa, publicada na revista científica Neuron, sugere ainda que a existência desse mecanismo de recompensas em uma área primitiva do cérebro pode ter contribuído na evolução e sobrevivência da espécie humana, que "ousou" experimentar o novo. "Buscar experiências novas e pouco familiares é uma tendência de comportamento em humanos e alguns animais. Faz sentido experimentar novas opções pois elas podem ser mais vantajosas a longo prazo", explica Bianca Wittmann, que liderou o estudo. "Por exemplo, um macaco que escolhe escapar da dieta à base de bananas, mesmo que isso signifique entrar em uma área nova da floresta ou comer um tipo novo de comida, pode enriquecer sua alimentação e deixá-la mais nutritiva", disse Wittmann. Atividade Para realizar o estudo, os cientistas trabalharam com voluntários e os deixaram familiarizados com um grupo de imagens e a cada uma estava atribuída uma recompensa. Ao longo da pesquisa, os participantes já sabiam quais eram as imagens que iriam trazer mais recompensas. No entanto, cada vez que os cientistas mostravam uma imagem nova, os voluntários apresentaram uma tendência em escolher a imagem desconhecida, ao invés das já familiares. Para analisar o fluxo de sangue no cérebro e identificar a área de maior atividade no momento da escolha pelo desconhecido, os cientistas fizeram exames de ressonância magnética nos voluntários e descobriram a atividade do estriado ventral. 'Perigos' Apesar de destacar que experimentar o novo pode trazer benefícios e vantagens a longo prazo, a pesquisa destaca que o mesmo mecanismo torna o ser humano mais vulnerável à exploração alheia - como, por exemplo, da indústria da publicidade ou de estratégias de marketing. "Posso ter uma barra de chocolates preferida, mas se eu vejo uma barra diferente que recebeu uma nova embalagem que promove o 'seu sabor novo e aperfeiçoado', minha busca pela novidade pode fazer com que eu me distancie da minha escolha tradicional", explicou Wittmann. Já para o professor Nathaniel Daw, que participou da pesquisa, a ação de 'recompensa' do cérebro para opções novas e desconhecidas pode ter efeitos colaterais ainda mais sérios. "Nos humanos, a intensa busca pela novidade pode ter um papel decisivo no gosto pela jogatina e vícios em drogas - dois comportamentos mediados por problemas na liberação de dopamina", disse. O professor Seth Grant, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, afirmou que a habilidade para reconhecer as novidades seria anterior à evolução do estriado ventral, já que a mesma capacidade já havia sido verificada nos invertebrados, que não possuem essa estrutura cerebral. No entanto, ele afirmou que é provável que o estriado tenha ajudado as espécies mais sofisticadas, como o homem, a refinar essa habilidade. BBC Brasil

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Ensino de Direito Brasileiro á distancia

Ruth Cardozo Brasil,90 anos de Nelson Mandela,Silvinha Araujo

SÃO PAULO - A antropóloga Ruth Corrêa Leite Cardoso nasceu em 1930 em Araraquara, interior de São Paulo, filha de um contador e de uma bióloga. Até 1945 estudou na cidade quando, aos 15 anos, decidiu se mudar para a capital para estudar no aristocrático colégio de freiras Des Oiseaux.
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Galeria de fotos da trajetória de Ruth Cardoso
Em 1950, aos 19 anos, estava determinada a cursar Filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Em 1952, começa a trabalhar na USP, no setor de RH. Conheceu Fernando Henrique Cardoso em 1951, e dois anos depois, em 1953, casaram-se. Tiveram três filhos.
Se formou em 1952, recebeu seu mestrado e doutorado em antropologia também pela USP em 1959 e 1972, respectivamente. Cursou seu pós-doutorado na Universidade de Columbia.
Depois do golpe, enfrentou o exílio ao lado do marido: primeiro, no Chile, onde Fernando Henrique trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e ela deu aula na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), que recebia alunos de muitos países. Depois foram para a França.
Era professora aposentada da USP e diretora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Atuou em instituições como Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso/Unesco), Universidade do Chile (Santiago do Chile), Maison des Sciences de L'Homme (Paris), Universidade de Berkeley (Califórnia) e Universidade de Columbia (Nova Iorque).
Academicamente, não teve produção cultural extensa."Ela escreveu pouca coisa, mas tudo que escreveu é importante", disse Roberto DaMatta, antropólogo da Universidade de Notre Dame, Indiana.
Em 1978 escreveu 'Sociedade e poder: representações dos favelados em São Paulo', trabalho considerado um marco do estudo das estruturas de poder nas grandes cidades. Além disso, publicou outros trabalhos de expressão como Bibliografia sobre a juventude e Mudança sociocultural e participação política nos anos 80.
Fundou em 1995 a ONG Comunidade Solidária, hoje conhecida como Comunitas, em que atuou até sua morte. A iniciativa é considerada embrião de diversas iniciativas sociais, das mais bem sucedidas.
Feminista declarada, a favor do aborto (que considerava uma liberdade feminina), apaixonada pela cozinha e, a princípio, contra a carreira política de FHC (com quem não se mudou para Brasília quando ele trocou a carreira de acadêmico pela de político em 1982), Ruth Cardoso defendia firmemente seu direto à privacidade.
Em diversas ocasiões, discutiu a obsessão da mídia por sua vida. "Vou resistir à imprensa até o fim. Por que essa mistura do público e do privado?", disse em 1994, no auge do assédio durante a campanha do marido.
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From:Folha de S.Paulo Online

SÃO PAULO - A cantora Sylvinha Araújo, uma das representantes do movimento musical da Jovem Guarda, nos anos 60, faleceu às 20h35 desta quarta-feira, 25, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, por conta de complicações de um câncer de mama.
Ela tinha 56 anos e era casada com o também cantor Eduardo Araújo, outro membro da Jovem Guarda. Ela estava internada desde o dia 4 de junho.
Lançou diversos discos e gravou mais de 2000 jingles para comerciais. A versão soul que gravou para a música Paraíba, de Luiz Gonzaga, rendeu-lhe o apelido de “Janis Joplin brasileira”, dado pelo produtor musical e crítico Nélson Motta.
Sylvinha havia se afastado da publicidade há alguns anos para se dedicar com o marido Eduardo à sua gravadora, a Number One. Em 2001 lançou o CD Suave é a Noite.
O enterro será nesta quinta-feira, 26, no cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo.
Ano passado foram comemorados os 40 anos da Jovem Guarda, um movimento que teve como principais destaques figuras como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.
From:Folha de S.Paulo Online

LONDRES - O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela condenou nesta quarta-feira, 25, a violência política e o que chamou de "trágico fracasso de liderança" no Zimbábue. Esta foi a primeira vez que o líder sul-africano falou sobre a crise no Zimbábue.
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Mugabe, ditador do Zimbábue há quase 30 anos"Nós assistimos com tristeza à prolongada tragédia em Darfur (no Sudão). Mais perto de casa, nós vimos a explosão de violência contra irmãos africanos em nosso próprio país e o trágico fracasso de liderança em nosso vizinho Zimbábue", disse Mandela em Londres, em um jantar em comemoração aos seus 90 anos. Esta foi a primeira vez que o líder sul-africano falou sobre a crise no Zimbábue, que vem causando crescente preocupação internacional. Segundo o correspondente da BBC James Robbins, Mandela havia mantido silêncio até agora para não prejudicar os esforços do presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, como mediador da crise no Zimbábue. A atuação de Mbeki foi criticada por seu seu fracasso em resolver a crise. Também nesta quarta-feira, em uma reunião de emergência, representantes da Suazilândia, da Tanzânia e de Angola, países que integram a Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (SADC, na sigla em inglês), pediram que o governo do Zimbábue adie o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para esta sexta-feira. A crise no país africano se agravou no último domingo, quando o líder da oposição e candidato à Presidência pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Morgan Tsvangirai, retirou sua candidatura no segundo turno e buscou refúgio na embaixada da Holanda em Harare, capital do Zimbábue. Tsvangirai foi o mais votado no primeiro turno das eleições, em março, com cerca de 48%, enquanto o presidente Robert Mugabe obteve cerca de 43%. O número de votos, porém, não foi suficiente para que ele vencesse no primeiro turno. O MDC afirma que 86 de seus partidários foram mortos e 200 mil pessoas expulsas de suas casas devido a uma suposta campanha de perseguição praticada por aliados do presidente Mugabe. Nesta quarta-feira, Tsvangirai pediu a intervenção de líderes africanos para a superar a crise política. Na segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU já havia condenado por unanimidade a intimidação contra a oposição do Zimbábue e dito que a violência torna "impossível" uma votação livre e justa no segundo turno da eleição presidencial.
Os Estados Unidos também afirmaram que não vão reconhecer os resultados da votação. O presidente do Zimbábue rejeita as críticas e, apesar dos apelos da comunidade internacional, disse que as eleições serão realizadas na sexta-feira como planejado.
From:BBC Brasil

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Links e Agenda 25.06.2008

Assoçiação Portuguesa para o desenvolvimento de Teletrabalho
(trabalhar em casa)

-Algarve, férias,Casa Companhia das Culturas,Qts duplos 80 eur/120eur,
Castro Marim Fazenda de S.Bartolomeu,T:969 379 342
e-mail:companhiadasculturas@sapo.pt
Pelas margems do Guadiana até Alcoutim,S.Lucar do Guadiana em Es,Ria Formosa,
Cacela-a-Velha,praia da Manta Rota,da Fábrica,Reserva Natural do Sapal.

http://revista.gingko.pt

Sites denuncia na Net:
report@linhaalerta.internetsegura.pt
T:218 440 126 9h30-12h30,13h30-17h30
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Juntam-se para rir ás gargalhadas

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