Bem Vindo/Welkome

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Características dos computadores E-ESCOLA

Características dos computadores E-ESCOLA

domingo, 21 de dezembro de 2008

Link Notícias de Musica

Notícias

Missa do Galo Tradiçoes de Natal em Portugal

Missa do Galo
O verdadeiro espírito Natalício
É muito provável que a maioria dos leitores deste texto reúna duas características: primeiro, que saiba, mais ou menos aprofundadamente, o que é a Missa do Galo; segundo, que nunca tenha ido a nenhuma.São muitas as vezes em que lamentamos a perda de determinadas tradições, e esta é uma delas, por excelência. Bem, mas não estamos aqui para lamentações e sim para lembrar esta celebração natalícia como cerimónia religiosa e também como ritual comunitário – é, precisamente, esta sua segunda vertente que tende a desaparecer fora das pequenas localidades, ou em sítios onde as pessoas mal conhecem o vizinho do lado. E porque não inverter a tendência?A Missa do Galo teve origem no ano 400, e é votada à celebração do nascimento do Menino Jesus, que terá ocorrido à meia-noite do dia 24 de Dezembro (quatrocentos anos antes). Por essa razão, esta Missa é celebrada nessa mesma data e a essa mesma hora. O nome que lhe foi atribuído nos países latinos advém de uma lenda antiga, que reza que a primeira vez que se ouviu um galo cantar à meia-noite foi, exactamente, no momento do nascimento de Cristo. Nalgumas aldeias portuguesas e espanholas era costume levar-se um galo para a igreja. Se este cantasse durante a missa, isso representava o prenúncio de boas colheitas.
Por:Ana Marta Ramos
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvRegArtigo.asp?art=2443&rev=2&tit=&cat=417

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Turismo PortugalHOTEL RURAL QUINTA NOVA Douro

HOTEL RURAL QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO - Portugal Hotel Guide

Quinta Nova - Covas do Douro5085-222 Pinhão
Telefone:(+351) 254 730 430
Fax:(+351) 254 730 431
E-mail:hotelquintanova@amorim.com
Página na Web:http://www.quintanova.com/hotelhttp://www.maisturismo.pt/qtansenhoracarmo
Director Geral:MARIA LUÍS CARDOSOAdaptado de uma mansão senhorial do século XVIII, no coração do Vale do Douro, o Hotel Rural Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, o primeiro hotel do vinho em Portugal, dispõe de 11 confortáveis quartos, todos com ar condicionado, aquecimento, telefone directo, minibar, TV satélite e uma vista panorâmica para a vinha e para o rio Douro. Entre os serviços oferecidos destacamos uma loja, bar e biblioteca sobre o tema do vinho, piscina exterior e um delicioso restaurante regional.

Site para pais e crianças

http://www.minti.com/

Saúde Sindrome de Asperger

A MÃE DEVE SER UMA PORTA ABERTA:FAZ SABER Á CRIANÇA QUE É SEGURO SEPARAR-SE E QUE TAMBÉM É OPTIMO VOLTAR A ENTRAR.

Elisabeth Fishel,escritora americana.

IMAGINE O QUE É ANDAR PELO MUNDO E TODAS AS CARAS REPRESENTAREM UMA AMEAÇA PARA SI,ATÉ A CARA DA SUA PRÓPRIA MÃE.
ATÉ O MEU TOM DE VOZ PODE SER UMA AMEAÇA.
A BATALHA DIÁRIA DOS PAIS,DAR AOS FILHOS MAIS AUTONOMIA,FACILITAR A INTERACÇÃO SOCIAL E COMUNICACIONAL E LUTAR CONTRA A IMCOMPREENSÃO SOCIAL.
Richard Davidson,Univ. Wisconsin,EUA.
Sindrome de Asperger(APSA)
http://www.apsa.org.pt/bin/PresentationLayer/home_00.aspx
Associação Portuguesa de Sindrome de Asperger t:214605237/961041214
O mundo á volta não aceita a diferença.
Défice cognitivo,
A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger (código CIE-9-MC: 299.8), é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo, porém as vezes pode coexistir com outras patologias, tais como Síndrome de Tourette, hiperlexia, TDAH, Síndrome do X frágil. É mais comum no sexo masculino[1]. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, "Prémio Nobel" da Economia de 2002). No entanto, no Reino Unido estima-se que apenas 12% terá emprego a tempo inteiro[2].
O termo "síndrome de Asperger" foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).
Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.
Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger[3][4][5], como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista Bobby Fischer, além de autores de diversas obras literárias, como no caso de Mark Haddon.
Fonte:Wikipédia

Ansiadade http://www.nupe.pt/ Nucleo de Psicologia do Estoril.

Saúde ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS

HOME APCP - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS

TEL:Esclerose multipla:800910300

Viagems/Mulheres e companhia


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Portugal, Algarve, Albufeira - Hotel Boa Vista & Spa

Portugal, Algarve, Albufeira - Hotel Boa Vista & Spa

Albufeira, Hotel Maritur Portugal

Ofertas Especias Passagem de Ano, Reveillon, 2008 2009 Golfe, Algarve, Albufeira, Hotel Maritur

Reveillon 2008-2009Hotel Lamego -Portugal

Hotel Lamego - Reveillon 2008-2009

Reveillon 2008Albufeira - Hotel da AldeiaPortugal

Portugal, Algarve, Albufeira - Hotel da Aldeia

Passagem de AnoDe 31 Dezenbro 2008 a 01 Janeiro 2009*
O programa inclui:
1 noite de alojamento em quarto duplo
1 pequeno-almoço Buffet
Cocktail de despedida do Ano de 2008
Jantar de Gala (bebidas incluídas à refeição)
Grupo musical, espumante e passas
Ceia após a meia-noite
Brunch do Ano Novo (bebidas incluídas)


Preços por pessoa (euros)
1 Noite alojamento
Noite Extra por Pessoa
Quarto Duplo
159.00
30.00
Quarto Single
175.00
43.00
Quarto Triplo
155.50
27.00
Jantar Buffet Extra por pessoa
16.50
-
Crianças grátis até aos 6 anos.Suplemento de 15 euros dia dos 7 aos 12 anos.

Site da Ana Cristina Saladrigas/Consultas Psicoterapia


Reflexões para um ano mais pleno e cheio de prazer! por Ana Saladrigas As mudanças acerca dos papéis sociais e principalmente de "gênero", mudaram muito nos últimos 10 anos... Homens e mulherem buscam um caminho possível, onde possam exercer sua afectividade, sexualidade e novos afazeres. Aproveite o início de uma novo ano e decida ser mais fêliz!!!!!!A vida se dá em ciclos; dias, meses, anos... O início de mais um ano suscita o desejo de fazermos um “balanço” acerca de nossas vivencias, dificuldades, sonhos e realizações. Surge a expectativa de que no próximo ano sejam resolvidas todas as nossas “pendências” (como se um dia, isso fosse possível...) …Fazer os exames médicos adiados a tempo, realizar a tão sonhada viagem, o corpo ideal; conquistado no ginásio, tantas vezes pago e tão pouco frequentado... Ah! E o regime! Adiado sempre para a próxima segunda-feira! E tem ainda aqueles que querem mesmo “virar a mesa”!!! Ser outra mulher/outro homem; mais apaixonada (o), decidida (o), autónoma (o) e realizada (o) – sair da mesmice; do dia a dia desgastante, sem graça, “morno”… …E o companheiro que não entende as mudanças de humor da esposa, as intermináveis dores de cabeça, a T.P.M, a insatisfação... Homens esgotados com o trabalho, na maioria das vezes, sem o reconhecimento desejado, ameaçados constantemente pelo desemprego, sozinhos num mundo de pedra, onde já não tem o poder de antes, nem o controlo do destino de sua família, como outrora. Quem é esse homem que deve ser o companheiro fiel, o pai cuidadoso, o amante voraz (bem dotado), o amigo (assexuado), disponível para ir às compras, interessado nos intermináveis discursos femininos, bem humorado, com o limite da conta ordem estourado, o cartão de crédito a arruinar o salário... Que deseja magicamente ser outro homem, em outra cidade, outro País e quem sabe em outro planeta; sem contas, obrigações, desentendimentos... (o nirvana!) E a mulher do século XXI; cansada da dupla, tripla, jornada, frustrada pelos filhos que não teve; preocupada e culpada pelos que tem e não pode acompanhar como gostaria. …E ainda há que ser a dona de casa especializada em economia doméstica (ainda mais nestes tempos de “crises”…), a mãe dedicada e paciente, a amante insaciável e orgásmica, a filha amorosa, atenta às necessidades dos seus progenitores… Ah! e ainda tem que gostar da sogra; achar divertido todos os palpites que a pobre senhora oferece e aceitar o facto de que o “tempero do assado dela” será sempre melhor que o seu (pelo menos na opinião do seu marido). E se não tiver marido?! É aquela que nos dias de hoje ainda é discriminada! Nas festas de confraternização, (principalmente as familiares), todos perguntam se ainda está “sozinha”.... (nunca ninguém questionou se esse é o seu desejo???). O homem que não tem “mulher” precisa sair à procura todos os finais de semana (senão é “paneleiro”). Deve “traçar” todas, mas para isso precisa ter bom carro! (mesmo que se enforque nas prestações!). Usar roupa de marca, perfume importado e dizer aos amigos que ainda está sozinho porque não encontrou a "mulher ideal”. Há 50 ou 60 anos atrás, se sabia exactamente o que esperar dos homens e mulheres. Eles deviam ser o provedor da família; demonstrar autoridade e domínio. Exercer sua sexualidade numa casa de “mulheres da vida”, “respeitar” a esposa que naquele tempo, diferente de hoje, devia ser frígida... (ter orgasmos não era coisa para mulher de família!). As meninas eram criadas desde cedo a serem “boas donas de casa”, tinham de saber bordar, cozinhar, costurar, acatar os desejos e determinações do seu “amo” senhor... Ter filhos, muitos filhos, assim não teria tempo para “futilidades” e nem traição! (doce ilusão!). Hoje mais do que nunca homens e mulheres estão em crise... Passamos por um momento histórico de grandes transformações, o que causa desconforto, instabilidade, inúmeras discussões e uma grande sensação de vazio existencial. Muitas famílias Portuguesas já estão a ser mantidas pelas mulheres, estas que se vêem obrigadas a deixar suas proles, horas a fio num infantário, escola, ou ama. Inseguras, sem saber quais valores morais estão sendo ensinados, com medo da violência, da pedofilia e de todas possibilidades macabras que os “média” insistentemente propagam. Tem também o peso da responsabilidade, o dilema de ser mãe/pai muitas vezes. A necessidade de racionalizar, ser prática, diminui a intuição, a disponibilidade de acolhimento, a contemplação e a organização, próprios do “feminino”, mas não exclusivos da mulher! O homem machão está em queda livre, quase em extinção. Agora é ele que muitas vezes cuida do lar, lava, passa, leva os filhos à escola, ajuda nos deveres de casa e aguarda a chegada da esposa, exausto! Os tempos são outros, não sei se melhor ou pior que outrora – todavia demandam posturas diferentes daquelas que aprendemos. As mudanças externas acontecem num ritmo alucinadamente acelerado, sem que possam ser assimiladas internamente na mesma velocidade, causando um sentimento de inadequação, ressentimento, medo, vazio existencial, sofrimento e muitas vezes depressão e pânico. “Alguma coisa está fora da ordem – da nova ordem social” As pessoas buscam a ajuda de profissionais especializados para identificarem e reorganizarem seus papéis sociais. Aprendem a mobilizar novos recursos para lidar de modo mais efectivo com as implicações emocionais decorrentes desse processo de transformação mundial. Pequenas mudanças de visão e atitudes fazem uma grande diferença na qualidade e satisfação da sua vida pessoal, sexual, afectiva e social. Aproveite o início de um novo ciclo e escolha ser mais feliz! Você não está sozinho nesta busca! “Um homem pode viver muito e não viver. Encontrar satisfação na vida não depende do número de anos que se tem, mas da vontade”. Montaigne (Ensaios 1.572)
Ana Saladrigas/Aeiou.pt



Textos:Julieta

OLÁ AMIGA! por 20julieta11 /quiosque Aeiou.pt
Gosto da Natureza e como tal, adoro "falar com Ela". Gosto de falar ao Mundo - éum modo de tentar aliviar a triste situação deste país. Por isso deixo mais um pequeno contributo da minha parte...Olá Amiga! Já falaste hoje ao Mundo? Já sorriste á Natureza? O Mundo é teu; Constrói-o!... A Natureza é tua; Edifica-a!... Ama ou aceita as pessoas. Não as evites, não fujas delas. Aproxima-te e vê o "sumo" que há nelas. Não te conformes com o dizerem-te Que são más, que não prestam... Sê tu própria a olhá-las e a analizá-las! As más, dá-lhes alimento, coragem, alento e força. Mas olha que muitas ainda têm caracter. Afecto, carinho, conforto... E é nelas ou com a ajuda delas Que tu poderás ser afável e útil. Que tu poderás encontrar A tua verdadeira vivença neste Mundo -Esta é uma forma de falar ao Mundo- Aceita os montes, vales, rios, mares, Sol, chuva, animais plantas... Escuta e acolhe toda a naturalidade da Natureza. Vive com a Natureza; na Natureza. E para a Natureza. Estima-a e sê natural como ela! -Esta é uma forma de sorrir à Natureza. Sim Amiga, mais que nunca, sorri hoje à Natureza E fala hoje ao Mundo. Por Amor da Beleza e da Paz. E encontras neles o Pão para a tua boca. E o vinho para o teu coração .

Blogue do Fumador-Rosto escondido













Pensamento Confuso:


Aqui fumando cigarros atraz de cigarros, luz apagada musica calma pensando no amanhã lembrando do ontem.Porque a vida passa tão de pressa mas porque demora tanto a chegar amanhã ?.Pensamentos confusos, certezas incertas, tristezas curadas, alegria vividas, histórias contadas e momentos perdidos.Será que foi ontem ou será amanhã?Dificil de explicar, mas uma certeza tenho: tem que ser hoje porque estou cá, amanhã não sei.
Cigarros

Acendo um cigarro
vejo outro a se apagar
o fumo sai-me da boca
e sei que me está a matar
..................................................................
Um cigarro numa mão
na outra uma caneta
uma folha branca por baixo
a tinta que a marca é preta
....................................................................
Pelo cigarro vou puxando
passa atrás de passa
pensando na vida
e vendo como ela passa
......................................................................
Porque fumo?
essa resposta não sei
fumo e mais nada
e não sei se deixarei

De:Fumador

Reveillon 2008Amieira Marina - Barcos CasaPortugal

Amieira Marina - Barcos Casa

Caução c Cheque etc: 950,00 Eur (deixar barco limpo)
Levar comida,toalhas,dvds.
Chec-in 14h (com 2h de explicaçoes sobre auto-condução no lago)
Check-out-17h
Entrada dia 31-12 saida 2-1.2009 -p/5paxs +-606 eur (2 noites)
Com jantar de gala,fogo de artficio e ceia-952 eur+267,total 1219 eur.
Cães:30 eur,estadia.
Contacto:André Pires.

MTSS

MTSS

domingo, 14 de dezembro de 2008

OpenOffice.org - Download

pt: OpenOffice.org - Download

Reveillon 2008/2009|: HOTEL URGEIRÇA - Canas de Senhorim - Portugal :|:

:: HOTEL URGEIRÇA - Canas de Senhorim - Portugal ::

CENTRO DE INFORMAÇÃO DA MÚSICA PORTUGUESA * Compositores, Intérpretes, Obras, Entrevistas, Partituras, Áudio, Discografia, CDs, Recursos Musicais

CENTRO DE INFORMAÇÃO DA MÚSICA PORTUGUESA * Compositores, Intérpretes, Obras, Entrevistas, Partituras, Áudio, Discografia, CDs, Recursos Musicais

Prémios de Teatro 2007 a Amélia Bentes- Coreografia "Cabeças no Ar"

YouTube - Prémios de Teatro 2007 - Coreografia
Amélia Bentes Coreografa Cabeças no Ar

Clara Pedro you tube Tá-se Bem


domingo, 7 de dezembro de 2008

Ópera na Russia/Espanha

Marina Sereni-«Os dias da nossa vida» "O trabalho ideológico é importante e dificil."
"Se pensam que nos metem medo estão enganados,provocam o nosso ódio,só podemos odia-los cada vez mais ""Como seria possivél perdermos tempo a zangar-nos se estamos tão bem juntos"
"A minha atitude é,por exemplo quando alguém vem admirar a nossa terra e o tempo está péssimo,reconheço que chove mas considero pateta,os que se limitam a essas ninharias"
"Poderia não haver miséria se se fizessem certas coisas,se não continuassem a existir as prepotências e injustiças do rico contra o pobre"
"Resmungava um pouco,a noite via-me a cair de sono,mas trabalhava muito mais do que as suas forças lhe permitiam,foi assim que pouco a pouco conseguimos endireitar as finanças de casa,e no fim pudemos fazer face a todas as nossas despesas"

"O melhor é encontrar a dose certa entre o nonsense e a seriadade"
"O mérito é sentir-se medo mas conseguir dominar o medo,com força de vontade"
"Aprendi a saber enfrentar a realidade e a procurar tomar as medidas mais adequadas para remediar os males que podem perturbar a vida e portanto a ordem de trabalho"
"A vida é um palco,eu faço o meu show"
"A arte é uma forma de matizar,a totalidade universal"
"Só Deus pode julgar o interior das coisas"

OPERA
Opera na Russia:

(trabalharam sobre os principios de inovação de Berlioz,Lizt,e Wagner)
Foram cinco os compositores que iniciaram a opera na Russia,chamados o grupo dos cinco:

Mussorgsky-o mais audaz foi o mais modesto,continuador da escola de Glinka,tinha uma grande inspiração mas a sua técnica era defeciente,compôs as primeiras páginas da opera russa, "Boris Godunoff",que estreou em S.Petersburgo a 24.01.1847,e "Kovantchina",episódios da história russa com fundo religioso,foram retocadas posteriormente por Rimsky-Korsakoff,operas dificeis de entender pelo ocidente que as ignorou até 1910,Mussorgsky deixou inacabada a opera bufa "A Feira de Sovotchinky",alcançou a fama pelas suas canções e obras sinfónicas,cheias de grandes sentimentos da musica popular russa,depois de uma vida de pobreza Modesto Mussorgsky,faleceu em S.Petersburgo em 1861,com 46 anos de idade.

Nicolas Rimsky-Korsakoff-Fecundo em Opera,a sua musica é descritiva,com uma graciosa orquestração.
Saiu do Conservatório de S.Petersburgo onde foi professor,compôs várias óperas: "Cidade invisivél de Kiteye",a sua musica é uma alternancia entre o pagão e o sagrado,chamaram-lhe o Parcifal russo,sádico,o galo de ouro.Estreou óperas em Moscow em 1897,nasceu em Novgorod em 1844 e faleceu em S.Petersburgo em 1908.

Alejandro Borodin-Foi quimico ,cirurgião e musico,compos o poema sinfónico:"Nos Campos da Asia Central""O Principe Igor" (que deixou imcompleta) ,bem instrumentada por Rimsky-Korsakoff,é uma bela partitura,as danças no segundo acto são famosas,convertida em peças sinfónicas(inclusive operas),continuam a ser aplaudidas pelo publico,no mundo.

Pedro Tchaikowsky,Igor Stravinsky-compositores famosos.

Sergio Prokofiev-Triunfou com "O amor das 3 laranjas",e o ballet "O bufão".


Opera em Espanha:
O género lirico em Espanha é a Zarzuela,mas também produziram Operas,depois de terem conhecido as apresentações das operas Italianas em 1629.
Madrid assistiu á opera "Selva sem Amor",com texto de Lope Vega ,desconhecendo-se o autor da melodia (talvez algum compositor florentino )"Celos hasta del aire Matan"-1660-livreto de Calderon de la Barca e partitura de Juan Hidalgo.
No sec.XVIII-A opera Italiana impos-se em Espanha,introduzidos os artistas Italianos por Felipe V e Fernando IV,foram apresentadas várias operas no teatro do Bom Retiro em madrid e em Barcelona,antes de chegarem a Madrid ex:Orfeo de Gluck-1780,haviam grandes companhias madrileñas, e vozes como De Ribera,Martim Soler.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Blogue do Simonal/simancas

simancas

Sociedade Teosófica de Portugal


Sociedade Teosófica de Portugal

Sociedade Teosófica Portuguesa
A Sociedade Teosófica possui Ramos e Grupos de Estudo em diversas cidades do país, estando a sede nacional na cidade de Lisboa.
Morada na:
Rua Passos Manuel, 20, cave
1150 – 260 Lisboa.
Telefone 21 353 47 50
Website: http://www.sociedadeteosoficadeportugal.pt/
email : mailto:geral@sociedadeteosoficadeportugal.pt

O QUE É A
SOCIEDADE
TEOSÒFICA

Um pouco de História da
Sociedade Teosófica
A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, E.U.A., em 17 de Novembro de 1875, por um pequeno número de pessoas, entre as quais se destacam uma russa e um norte-americano, a Sr.ª Helena Petrovna Blavatsky e o Cor. Henry Steel Olcott, seu primeiro presidente.
Em 1878 o Cor. Olcott e a Sr.ª Blavatsky partiram para a Índia. Em 3 de Abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S.T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennai (antiga Madras), estado de Tamil Nadu, no sul da Índia, onde permanece até hoje.
Organização e Actividades
Com mais de um século de existência, a S.T. espalhou-se por cerca de sessenta países em todos os continentes. Internacionalmente, a S.T. está organizada em Secções Nacionais, e estas, por sua vez, compõem-se de Ramos e Grupos de Estudos.
A maioria das Ramos e Grupos da S.T. realiza reuniões públicas com palestras, cursos, debates e outros eventos deste tipo, bem como actividades de confraternização entre os seus membros e simpatizantes, sempre em conformidade com os seus três objectivos. Além disto, em geral, contam com bibliotecas para facilitar estudos e pesquisas.
“ Não Há Religião Superior à Verdade ”
Este é o lema da Sociedade Teosófica, o qual foi traduzido do sânscrito – Satyãn nãsti paro Dharmah . A palavra Dharma foi traduzida como religião, mas também significa, entre outras coisas, doutrina, lei, dever, direito, justiça, virtude. Portanto, e em sentido amplo, o lema da S.T. afirma que não há dever ou doutrina superior à Verdade.

Fraternidade Humana:
Primeiro Objectivo
Desde os primeiros dias da sua fundação, no século XIX, a S.T. estruturou-se sobre o amplo princípio humanitário da Fraternidade Universal; “ uma instituição que se fizesse conhecida em todo o mundo e cativasse a atenção das mentes mais elevadas ”.
Encontra-se nos escritos daqueles primeiros tempos a afirmação de que “ é a Humanidade que é a grande Órfã, a única deserdada sobre esta Terra – e é dever de todo o homem capaz de um impulso altruísta fazer algo, por menor que seja, pelo seu bem-estar ”. Por esta razão, o seu primeiro objectivo está formulado da seguinte maneira:
1º) “Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta e cor.”
A Busca da Verdade:
Segundo e Terceiro Objectivos
Os demais objectivos da S.T. apontam na direcção de uma “ livre e corajosa investigação da Verdade ” e estão formulados como segue:
2º) “ Encorajar o estudo de Religiões Comparadas, Filosofia e Ciência” ;
3º) “Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem.”
Teosofia: Uma Sabedoria Viva
Para que se possa compreender satisfatoriamente a S.T. e o seu trabalho é necessário entender o significado da palavra Teosofia. Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que a S.T. não é uma instituição religiosa e a Teosofia não é um credo. Este facto já está evidenciado no seu primeiro objectivo.
A origem da palavra Theosophia é grega e significa primária e literalmente Sabedoria Divina. Foi cunhada em Alexandria, no Egipto, no século III d.c. por Amónio Saccas e seu discípulo Plotino que eram filósofos neoplatónicos. Fundaram a Escola Teosófica Eclética e também eram chamados de Philaletheus (amantes da Verdade) e Analogistas, porque não buscavam a Sabedoria apenas nos livros, mas através de analogias e correspondências da alma humana com o mundo externo e os fenómenos da Natureza. Assim, em conformidade com o seu terceiro objectivo, a S.T., enquanto sucessora moderna daquela Escola antiga, almeja tal busca da Sabedoria não pela mera crença, mas pela investigação directa da Verdade manifesta na Natureza e no Homem. Dizia Blavatsky: “ o verdadeiro Ocultismo ou Teosofia é a 'Grande Renúncia ao Eu', incondicional e absolutamente, tanto em pensamento como em acção – é Altruísmo ”. “ Teosofia é sinónimo de Verdade Eterna ”, Divina, Absoluta, Pãramãrthika Satya ou Brahmã-Vidya , que são seus equivalentes muito mais antigos na filosofia oriental. Teosofia, portanto, é uma Sabedoria Viva, o ideal que o verdadeiro teósofo busca alcançar e manifestar em sua vida diária como serviço à Humanidade.
A adjectivação teosófica na denominação da S.T. significa, desta forma, uma sociedade cujos objectivos reflectem esta Sabedoria, ou que nesta têm sua inspiração. Isto não quer dizer que todos os membros da S.T. possuam esta Sabedoria ao tentar realizar tais objectivos. Quer dizer, apenas, que uma sociedade ”teosófica” é uma sociedade cujos objectivos podem trazer benefícios imensos ao mundo, desde que compreendidos e realizados apropriadamente.
Filosofia Esotérica ou
Pensamento Teosófico
A palavra teosofia adquiriu também uma significação secundária de verdade relativa, conhecida na filosofia oriental como Vyãvahãrika Satya . É a pálida imagem daquela Sabedoria Divina e Eterna reflectida na limitada esfera do pensamento humano e sua história, que seria preferível denominar de Filosofia Esotérica, Filosofia Oculta ou Pensamento Teosófico, para melhor distingui-la da sua significação primária, pois como dizia Krishnamurti: “ A palavra, o símbolo, não é a coisa ”. Constitui-se naquele “ corpo de verdades que forma a base de todas as religiões e que não pode ser reivindicado como posse exclusiva de nenhuma ”. Tal é o objecto daquele estudo comparativo que busca encontrar as verdades relativas naquelas três esferas do pensamento humano: religioso, filosófico e científico, conforme consta no segundo objectivo da S.T.. Encontra-se nos escritos das origens da S.T.: “ As doutrinas fundamentais de todas as religiões se comprovarão idênticas em seu significado esotérico, uma vez que sejam desagrilhoadas e libertadas do peso morto das interpretações dogmáticas, dos nomes pessoais, das concepções antropomórficas e dos sacerdotes assalariados ”.
Liberdade de Pensamento
Uma vez que a investigação da Verdade somente pode ser de facto empreendida numa atmosfera de liberdade, a S.T. assegura aos seus membros o direito à plena liberdade de pensamento e expressão, dentro dos limites da cortesia e da consideração para com os demais.
Como a Sociedade Teosófica espalhou-se amplamente pelo mundo civilizado, e como membros de todas as religiões tornaram-se filiados dela sem renunciar aos dogmas, ensinamentos e crenças especiais de suas respectivas fés, é considerado desejável enfatizar o facto de que não há nenhuma doutrina, nenhuma opinião, ensinada ou sustentada por quem quer que seja, que esteja de algum modo constrangendo qualquer dos seus membros, nenhuma que qualquer deles não seja livre para aceitar ou rejeitar. A aprovação dos seus três objectivos é a única condição para a filiação.

Sociedade Teosófica Portuguesa
A Sociedade Teosófica possui Ramos e Grupos de Estudo em diversas cidades do país, estando a sede nacional na cidade de Lisboa.
Morada na:
Rua Passos Manuel, 20, cave
1150 – 260 Lisboa.
Telefone 21 353 47 50

(Fernando Pessoa,foi viver em 1914 para o nº24,e em 1921 foi fundada no nº 20 a Sociadade Teosófica de Portugal,Pessoa traduziu a obra da fundadora Helena P.Blavatsky "A voz do Silêncio"

Link de poesia_e_prosa: Poetas


Escritores/ Luís de Stau Monteiro,José Cardoso Pires,Alexandre O'Neill ,25deAbril




Surgida no mesmo ano em que o Autor publicou o romance Angústia para o Jantar – mais tarde também adaptado ao teatro – , esta peça contribuiu para celebrizar Luís de Sttau Monteiro como dramaturgo, tendo sido bem recebida pela crítica do seu tempo.
Baseada na tentativa frustrada de revolta liberal em 1817, supostamente encabeçada por Gomes Freire de Andrade, Felizmente Há Luar! recria em dois actos a sequência de acontecimentos históricos que em Outubro desse ano levou à prisão e ao enforcamento de Gomes Freire pelo regime de Beresford, com o apoio da Igreja, sublinhando um apelo épico (e ético) politicamente empenhado e legível à luz do que era Portugal nos anos 60.
Chamando a atenção para a injustiça da repressão e das perseguições políticas, a peça – designada por "apoteose trágica" pelo Autor – esteve proibida até 1974 e foi pela primeira vez levada à cena apenas em 1978, no Teatro Nacional, numa encenação do próprio Sttau Monteiro.






Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro

nasceu no dia 03/04/1926 em Lisboa e faleceu no dia 23/07/1993 na mesma cidade. Partiu para Londres com dez anos de idade, acompanhando o pai que exercia as funções de embaixador de Portugal. Regressa a Portugal em 1943, no momento em que o pai é demitido do cargo por Salazar. Licenciou-se em Direito em Lisboa, exercendo a advocacia por pouco tempo. Parte novamente para Londres, tornando-se condutor de Fórmula 2. Regressa a Portugal e colabora em várias publicações, destacando-se a revista Almanaque e o suplemento "A Mosca" do Diário de Lisboa, e cria a secção Guidinha no mesmo jornal. Em 1961, publicou a peça de teatro Felizmente Há Luar, distinguida com o Grande Prémio de Teatro, tendo sido proibida pela censura a sua representação. Só viria a ser representada em 1978 no Teatro Nacional. Foram vendidos 160 mil exemplares da peça, resultando num êxito estrondoso. Foi preso em 1967 pela Pide após a publicação das peças de teatro A Guerra Santa e A Estátua, sátiras que criticavam a ditadura e a guerra colonial. Em 1971, com Artur Ramos, adaptou ao teatro o romance de Eça de Queirós A Relíquia, representada no Teatro Maria Matos. Escreveu o romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão, adaptada como novela televisiva em 1982 com o título Chuva na Areia.Obras – Ficção: Um Homem não Chora (romance, 1960), Angústia para o Jantar (romance, 1961), E se for Rapariga Chama-se Custódia (novela, 1966). Teatro: Felizmente Há Luar (1961), Todos os Anos, pela Primavera (1963), Auto da Barca do Motor fora da Borda (1966), A Guerra Santa (1967), A Estátua (1967), As Mãos de Abraão Zacut (1968).


José Cardoso Pires

nasceu em 1925 em São João do Peso, Castelo Branco, filho do oficial de Marinha José António Neves e de Maria Sofia Cardoso Pires Neves. Entre 1935 e 1944 faz os estudos secundários no Liceu Camões e frequência de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências de Lisboa, sem todavia concluir o curso. Colabora na página literária do jornal "O Globo" e publica comentários de leitura na revista "Afinidades" do Instituto Francês de Lisboa. Em 1945 alista-se na Marinha Mercante como praticante de piloto sem curso, actividade que abandona compulsivamente, "suspeito de indisciplina e detido em viagem do navio Niassa" (cf. auto da Capitania do Porto de Lisboa, de 2/2/46). Primeiro texto publicado em volume - o conto "Salão de Vintém" (in "Bloco", antologia de jovens universitários). Em 1949 publica "Os Caminheiros e Outros Contos" (em edição do autor com chancela da editora Centro Bibliográfico).Foi redactor e depois chefe de redacção da revista feminina "Eva". Com Victor Palla funda a colecção de bolso "Os Livros das Três Abelhas" e traduz "Morte de Um Caixeiro Viajante", de Arthur Miller. Tradução de "O Pão da Mentira" ("No Pockets in a Shroud") de Horace McCoy. Em 1953 morre o irmão num acidente de aviação em cumprimento do serviço militar. Dez anos mais tarde, Cardoso Pires dedicar-lhe-á "in memoriam" o romance "O Hóspede de Job" "como protesto contra a guerra fria e a colonização militar" (entrev. "Vida Mundial", 7/12/74). Em 1954, o primeiro romance original publicado no estrangeiro: "The Outsiders" (o conto "Os Caminheiros", extraído do volume do mesmo título), nº 11 da revista "Argosy", Londres. Dirige as Edições Artísticas Fólio onde Aquilino Ribeiro publica "O Retrato de Camilo", com litografias de Júlio Pomar e Carlos Botelho, e as traduções de "D. Quixote" e "Novelas Exemplares", ilustradas por João Abel Manta. Na mesma editora, a colecção "Teatro de Vanguarda", que revela em Portugal obras de Beckett, Faulkner e Maiakovski. Em 1959 faz estágio na revista "Época" de Milão, com vista à publicação de um semanário que a Censura impediria de sair. A empresa editora lança então a revista "Almanaque", cuja redacção, coordenada por Cardoso Pires, é constituída por Luís Sttau Monteiro, Alexandre O"Neill, Vasco Pulido Valente, Augusto Abelaira e José Cutileiro. "O programa da revista era simples: ridicularizar os provincianismos, cosmopolitizados ou não, sacudir os bonzos contentinhos e demonstrar que a austeridade é a capa do medo e da falta de imaginação", JCP, entrev. "O Século Ilustrado", 6/6/75. Breve exílio em Paris e no Brasil.Em 1961, de regresso a Portugal, retoma a direcção de "Almanaque". Membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores, presidida por Jaime Cortesão. Em 1963 é delegado ao Encontro (clandestino) de Escritores Peninsulares realizado em Barcelona. Primeiro romance publicado no estrangeiro: "L"Ospite di Giobbe" ("O Hóspede de Job"), Lerici Editori, Milão. Em 1964 recebe o Prémio Camilo Castelo Branco atribuído a "O Hóspede de Job". Em 1965 estreia de "O Render dos Heróis" no Teatro Império de Lisboa, com encenação de Fernando Gusmão; interpretações de Carmen Dolores, Rui de Carvalho, Morais e Castro e Rogério Paulo; música de Carlos Paredes. Em 1966, com Alçada Baptista, Miller Guerra, Lindley Cintra, Joel Serrão, José-Augusto França, Nuno Bragança e Nuno Teotónio Pereira constitui o núcleo português da Association Internationale pour la Liberté de la Culture. Em 1967 publica no "Diário Popular" das crónicas "Os Lugares-Comuns". Funda e orienta "& etc.", "magazine das letras, das artes e do espectáculo" do "Jornal do Fundão", coordenado por Victor Silva Tavares. Em 1968, ainda com a assistência de Victor Silva Tavares, dirige o "Suplemento Literário" (nova fase) do "Diário de Lisboa" e, meses depois, o suplemento "A Mosca", do mesmo jornal. Entre 1969 e 71 lecciona Literatura Portuguesa e Brasileira no King"s College da Universidade de Londres. Colaborações eventuais na BBC. Entrega à revista "Index" o original do ensaio "Técnica do Golpe de Censura". Primeira redacção de "Dinossauro Excelentíssimo". Em 1972, de regresso a Portugal, publica "Dinossauro Excelentíssimo". O ensaio "Técnica do Golpe de Censura" é simultaneamente editado em Londres ("Index") e em Paris ("Esprit"); a versão original só sairá em Portugal depois da Revolução de 25 de Abril, incluída em "E agora, José?" (Moraes Editores, Lisboa, 1977).Em 1974 cerca de mil pessoas assistiram ao encontro cultural que sublinhou o aniversário do "Jornal do Fundão". Um romancista, José Cardoso Pires, um poeta, Eugénio de Andrade, e um pintor, Cargaleiro, "foram exaustivamente analisados e proclamados testemunhas de um certo tempo português", "Diário de Lisboa", 29/1/74. Após a queda da ditadura, interessa-se por analisar "o submundo da polícia política e o tecido psicológico da sua identificação como corpo de terror" (entrev. "Vida Mundial", 7/12/74). 0 drama "Corpo-Delito na Sala de Espelhos", levado à cena seis anos mais tarde, baseia-se nessa experiência. Director-adjunto do "Diário de Lisboa". 1975 - "Sete Parágrafos sobre a Liberdade", texto apresentado no XXV Festival da Cidade de Berlim, RFA, e editado pela Damnitz Verlag, de Munique, e por "Neue Deutsche Literatur", de Berlim Leste. Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Entre 1978 e 79 vive em Londres como "resident writer" da universidade. Estreia, em Lisboa, no Teatro Aberto, da peça "O Corpo-Delito na Sala dos Espelhos"; direcção de Fernando Gusmão, interpretações de Lia Gama, Mário Jacques, Rui Mendes, Morais e Castro e António Montez; coreografia de Vasco Wellenkamp e Lucia Lozano. Em 1980 escreve "Apocalipse 2" - reportagem sobre o Vietname para as revistas "Triunfo", de Madrid, e "Hoy", do México, e parcialmente publicada no "Diário de Lisboa". Em 1982 - Grande Prémio do Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores atribuído à "Balada da Praia dos Cães". 1986-87 - "Les Pas Perdus", conto publicado em "Le Monde Diplomatique" (Dezembro, 1986) cuja versão original sairá depois em "A República dos Corvos".1988 - "Balada da Praia dos Cães", filme de José Fonseca e Costa em co-produção luso-espanhola; interpretações de Assumpta Serna, Mário Pardo, Raul Solnado, Patrich Buchau e Sergi Mateu. "Poker Aberto", série de cinco crónicas no semanário "O Jornal". Em 1989-90 ganha o Prémio Especial da Associação de Críticos, São Paulo, Brasil, atribuído a "Alexandra Alpha". Inauguração do Teatro da Malaposta com "O Render dos Heróis" em encenação de Mário Barradas e com música de António Victorino de Almeida. Meses depois, em Março de 1990, nova encenação desta peça por Álvaro de Oliveira para o Grupo de Teatro António Aleixo, com música de José Afonso. 1991 - Prémio Internacional União Latina. 1992 - Astrolábio de Outo do Prémio Internacional Último Novecento (Pisa) Em 1995 sofre um acidente vascular-cerebral e entra em coma, experiência que o levou a escrever "De Profundis, Valsa Lenta" (1997). Em 1997 ganha o Prémio Pessoa, Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus e Prémio da Crítica da Associação Internacional de Críticos Literários (AICA). Em Abril de 1998 o seu estado de saúde agrava-se, depois de novo acidente vascular cerebral. Em Julho, recebe em casa o prémio da AICA. No mesmo mês, a dia 8, é internado depois de novo acidente vascular cerebral. Entrou em coma e não mais saiu. A Associação Portuguesa de Escritores (APE) atribui-lhe o Prémio Vida Literária, que é entregue à mulher do escritor a 23 de Setembro. Retirado do livro "Cardoso Pires por Cardoso Pires", de Artur Portela, ed. Publicações Dom Quixote e do jornal PÚBLICO. Adaptações de Portugal em Linha. José Cardoso Pires nas palavras dos outrosUrbano Tavares Rodrigues:«José Cardoso Pires foi sem dúvida uma figura cimeira entre os melhores escritores portugueses do seu tempo. A sua linguagem é muito depurada, de um grande rigor, por vezes com conotações bem pessoais e intensamente sugestivas.» (Público, 28/10/98)Eduardo Lourenço:«Homem, nem de certezas nem de incertezas, nem olímpico nem angustiado, o autor de O Delfim investiu-se, como uma espécie de predestinação, no papel de detective por conta própria, apostado na descoberta de enigmas ou crimes, secularmente sepultados, sob o espesso silêncio português, raiz e matriz do tempo sonâmbulo (a frase é dele) que lhe coube viver. Viver e reviver em contos e romances inseparavelmente realistas e alegóricos, onde em quem os ler respirará um pouco aquele ar refeito de um passado português que foi o da sua geração e, eminentemente, o seu.» (Público, 27/10/98)Paulo Castilho:«Se tivesse de resumir José Cardoso Pires numa só palavra, essa palavra seria verdade. Porque há em tudo aquilo que nos diz a força imediata e sem rodeios das palavras claras. Porque por trás da simplicidade directa com que se nos dirige está a riqueza e humanidade de um mundo complexo. Porque recusa o recurso aos expedientes fáceis da literatura, aos fogos-de-artifício verbais e intelectuais para nos dizer que a única coisa que importa são as pessoas. (Público, 28/10/98)OBRAS DE JOSÉ CARDOSO PIRESCONTOS 1949-Os Caminheiros e Outros Contos1952-Histórias de Amor1960-Cartilha do Marialva1963-Jogos de Azar1972-Dinossauro Excelentíssimo (fábula)1979-O Burro-em-Pé1988-A República dos CorvosROMANCES1958-O Anjo Ancorado1963-O Hóspede de Job1968-O Delfim1982-Balada da Praia dos Cães1987-Alexandra AlphaTEATRO1960-O Render dos Heróis1980-Corpo Delito na Sala de EspelhosCRÓNICAS, ENSAIOS E OUTROS TEXTOS1977-E Agora, José?1994-A Cavalo no Diabo1997-De Profundis-Valsa Lenta1997-Lisboa, Livro de BordoPRÉMIOS RECEBIDOS1963-Prémio Camilo Castelo Branco: O Hóspede de Job1982-Grande Prémio de Romance e Novela da APE: A Balada da Praia dos Cães1988-Prémio Especial da Associação de Críticos do Brasil:Alexandra Alpha1991-Prémio Internacional União Latina1997-Prémio Pessoa1997-Prémio D.Dinis: De Profundis, Valsa Lenta1998-Prémio Vida Literária da APE



Alexandre O'Neill
Nascimento:
1924 Lisboa
Morte:
1986
Época:
Surrealismo
País:
Portugal

Poeta português, descendente de irlandeses e nascido em Lisboa. Autodidacta, fez os estudos liceais, frequentou a Escola Náutica (Curso de Pilotagem), trabalhou na Previdência, no ramo dos seguros, nas bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian, e foi técnico de publicidade. Durante algum tempo, publicou uma crónica semanal no Diário de Lisboa. Datam do ano de 1947 duas cartas de O'Neill que demonstram o seu interesse pelo surrealismo, dizendo numa delas (de Outubro) possuir já os Manifestos de Breton e a Histoire du Surrealisme de M. Nadeau. Nesse mesmo ano, O'Neill, Cesariny e Mário Domingues começam a fazer experiências a nível da linguagem, na linha do surrealismo, sobretudo com os seus Cadáveres Esquisitos e Diálogos Automáticos, que conduziam ao desmembramento do sentido lógico dos textos e à pluralidade de sentidos. Por volta de 1948, fundou com o poeta Cesariny, com José-Augusto França, António Pedro e Vespeira o Grupo Surrealista de Lisboa. Com a saída de Cesariny, em Agosto de 1948, o grupo cindiu-se em dois, dando origem ao Grupo Surrealista Dissidente (que integrou, além do próprio Cesariny, personalidades como António Maria Lisboa e Pedro Oom). Em 1949, tiveram lugar as principais manifestações do movimento surrealista em Portugal, como a Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa (em Janeiro), onde expuseram Alexandre O'Neill, António DaCosta, António Pedro, Fernando de Azevedo, João Moniz Pereira, José-Augusto França e Vespeira. Nessa ocasião, Alexandre O'Neill publicou A Ampola Miraculosa, constituída por 15 imagens sem qualquer ligação e respectivas legendas, sem que entre imagem e legenda se estabelecesse um nexo lógico, o que torna altamente irónico o subtítulo da obra, «romance». Esta obra poderá ser considerada paradigmática do surrealismo português. Foram lançados, ainda nesse ano, os primeiros números dos Cadernos Surrealistas. Em Maio do mesmo ano, foi a vez de o Grupo Surrealista Dissidente organizar uma série de conferências com o título geral «O Surrealismo e o Seu Público», em que António Maria Lisboa leu o que se pode considerar o primeiro manifesto surrealista português. Houve ainda mais duas exposições levadas a cabo por este grupo (em Junho de 1949 e no ano seguinte, no mesmo mês), sem grande repercussão junto do público. Depois de uma fase de ataques pessoais entre os dois grupos (1950-52), que atingiram sobretudo José-Augusto França, e após a morte de António Maria Lisboa, extinguiram-se os grupos surrealistas, continuando todavia o surrealismo a manifestar-se na produção individual de alguns autores, incluindo o próprio Alexandre O'Neill, que se demarcara, já em 1951, no Pequeno Aviso do Autor ao Leitor, inserido em Tempo de Fantasmas. Nessa mesma obra, sobretudo na primeira parte, Exercícios de Estilo (1947-49), a influência do surrealismo manifesta-se em poemas como Diálogos Falhados, Inventário ou A Central das Frases e na insistência em motivos comuns a muitos poetas surrealistas, como a bicicleta e a máquina de costura. Na segunda parte da obra, Poemas (1950-51), essa influência, embora ainda presente, é atenuada, como acontecerá em No Reino da Dinamarca (1958) e Abandono Vigiado (1960). A poesia de Alexandre O'Neill concilia uma atitude de vanguarda (surrealismo e experiências próximas do concretismo) — que se manifesta no carácter lúdico do seu jogo com as palavras, no seu bestiário, que evidencia o lado surreal do real, ou nos típicos «inventários» surrealistas — com a influência da tradição literária (de autores como Nicolau Tolentino e o abade de Jazente, por exemplo). Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses, destruindo a imagem de um proletariado heróico criada pelo neo-realismo, a que contrapõe a vida mesquinha, a dor do quotidiano, vista no entanto sem dramatismos, ironicamente, numa alternância entre a constatação do absurdo da vida e o humor como única forma de se lhe opor. Temas como a solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo (veja-se «O Poema Pouco Original do Medo», com a sua figuração simbólica do rato) e/ou à revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor, contrabalançado por vezes por um tom discretamente sentimental, revelador de um certo desespero perante o marasmo do país — «meu remorso, meu remorso de todos nós». Este humor é, muitas vezes, manifestado numa linguagem que parodia discursos estereotipados, como os discursos oficiais ou publicitários, ou que reflecte a própria organização social, pela integração nela operada do calão, da gíria, de lugares-comuns pequeno-burgueses, de onomatopeias ou de neologismos inventados pelo autor. Alexandre O'Neill escreveu Tempo de Fantasmas (1951), No Reino da Dinamarca (1958), Abandono Vigiado (1960), Poemas com Endereço (1962), Feira Cabisbaixa (1965), De Ombro na Ombreira (1969), Entre a Cortina e a Vidraça (1972), A Saca de Orelhas (1979), As Horas Já de Números Vestidas (1981), Dezanove Poemas (1983) e O Princípio da Utopia (1986). A sua obra poética foi ainda recolhida em Poesias Completas, 1951-1983 (1984). Foi ainda editada uma antologia, postumamente, com o título Tomai Lá do O'Neill (1986). Publicou dois livros em prosa narrativa, As Andorinhas não Têm Restaurante (1970) e Uma Coisa em Forma de Assim (1980, volume de crónicas), e as Antologias Poéticas de Gomes Leal e de Teixeira de Pascoaes (em colaboração com F. Cunha Leão), de Carl Sandburg e João Cabral de Melo Neto. Gravou o disco «Alexandre O'Neill Diz Poemas de Sua Autoria». Em 1966, foi traduzido e publicado na Itália, pela editora Einaudi, um volume da sua poesia, Portogallo Mio Rimorso. Recebeu, em 1982, o Prémio da Associação de Críticos Literários.


Mal nos conhecemos

Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso De boca em boca,

Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,Escrupulosos detritos?)

Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado.

É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil,

um tempo fértil,

Amigo vai ser,

é já uma grande festa!


A meu favor

Tenho o verde secreto dos teus olhos

Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor

O tapete que vai partir para o infinito

Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor

As paredes que insultam devagar

Certo refúgio acima do murmúrio

Que da vida corrente teime em vir

O barco escondido pela folhagem

O jardim onde a aventura recomeça.


Nesta curva

tão terna e lancinanteque vai ser que já é o teu desaparecimento

digo-te adeus e como um adolescente

tropeço de ternura por ti.


Mesa dos sonhos

Ao lado do homem vou crescendo Defendo-me da morte quando dou Meu corpo ao seu desejo violento E lhe devoro o corpo lentamente Mesa dos sonhos no meu corpo vivem Todas as formas e começam Todas as vidas Ao lado do homem vou crescendo E defendo-me da morte povoando de novos sonhos a vida


A história da moral

Você tem-me cavalgado seu safado!

Você tem-me cavalgado,

mas nem por isso me pôs a pensar como você.

Que uma coisa pensa o cavalo;

outra quem está a montá--lo.


António Maria Lisboa (1928-1953)


Nasce em Lisboa, a 1 de Agosto de 1928. Frequenta o Ensino Técnico. A partir de 1947 forma com Pedro Oom e Henrique Risques Pereira um pequeno grupo à parte das actividades dos surrealistas. Em Março de 1949, parte para Paris, onde permanece por dois meses. Datam provavelmente daí os seus primeiros contactos com o Hinduísmo, a Egiptologia, com o Ocultismo em geral. De volta a Lisboa, colabora com poemas e desenhos de títulos estranhos ( Pequena Históra a Mais Fantástica dos Amorosos, Marfim Peixe, etc.) na qual se chamou «1 Exposição dos Surrealistas», do grupo dissidente. A partir dessa altura, a amizade com Mário Cesariny acompanhá-lo-ia até aos últimos dias. Em 1950 colabora na redacção de vários manifestos e, em carta a Cesariny, faz as primeiras declarações com referência aos objectivos do movimento surrealista. Apesar da aproximação, Lisboa prefere intitular-se «metacientista», e não surrealista, porque, argumenta, numa carta a Mário Cesariny, a «Surrealidade não é só do Surrealismo, o Surreal é do Poeta de todos os tempos, de todos os grandes poetas». Morreu de tuberculose com 25 anos.




Miller Guerra foi um médico e político português (1912-1993).
João Pedro Miller Pinto de Lemos Guerra nasceu em Vila Flor e tirou a licenciatura em Medicina na Universidade de Coimbra. Em finais da década de 1960, integrou a chamada Ala Liberal da Assembleia da República, que abriu caminho às transformações democráticas que a Revolução de 25 de Abril preconizaria



Lia o Diário de Notícias após as orações, a missa e o pequeno-almoço na manhã de 18 de Fevereiro de 1970. Ainda não tinha acabado o artigo que dava conta de um abaixo-assinado de dez mil padres católicos e pastores protestantes que, na Holanda, defendiam a saída de Portugal da NATO, alegando que o Governo de Lisboa usava meios militares da organização para massacrar as populações das suas colónias, quando um ruído lhe desviou a atenção do jornal, onde se dava conta de que a manifestação não passava de propaganda antiportuguesa - e ainda não se tinha dado o massacre de Wiriamu, a aldeia moçambicana arrasada pela nossa tropa (a fazer lembrar o massacre americano na vietnamita Mi Lai), em 1972, que levou à expulsão dos padres de Burgos e do Macuti.Bart Reker conta ao DN que reconheceu o carro que parou diante da janela do seu quarto, no seminário que a Congregação dos Sagrados Corações tinha em Santa Iria de Azóia, compreendendo logo que a PIDE (a polícia política) o ia buscar outra vez. O padre holandês seria novamente levado até à fronteira e convidado a sair do automóvel em Badajoz, com a indicação de ser uma pessoa indesejável no nosso país. A única diferença é que, dessa vez, pararam no Couço - freguesia com um proletariado rural explorado pelos latifundiários e vítima da repressão policial - para meter outros dois padres holandeses na viatura da polícia política. Esse episódio, pouco conhecido, foi recordado pela Associação Não Apaguem a Memória numa deslocação ao concelho de Coruche.Mas enquanto Reker mantinha contactos com os católicos progressistas quase desde a chegada a Portugal, em 1963, os sacerdotes do Couço, Adriano Van der Ven e Jan (para os paroquianos, João) Dekker, apesar de serem também da congregação fundada por Pierre Coudrin - um conservador que se opunha à Revolução Francesa sem desconfiar que os seus seguidores iriam difundir a doutrina social da igreja -, eram só padres rurais na freguesia que o regime dizia ser comunista.Reker tinha estudado no Colégio Português em Roma e foi professor no Seminário dos Olivais, no Instituto de Serviço Social e no Instituto Superior Católico, dando aulas em cadeiras que abordavam as "realidades terrenas" numa visão cristã. Na década de 60, começaram a ganhar importância os sectores dos católicos progressistas, que se opunham à guerra colonial e defendiam o fim dos presos políticos.Na madrugada de 1 de Janeiro de 1969, um grupo de católicos realizou uma vigília na igreja de S. Domingos, na sequência do apelo do Papa Paulo VI, que declarou que essa data passaria a ser o Dia da Paz. "A carta pastoral do episcopado português indicava que essa meditação e oração pela paz deveria ser sobre a guerra do Vietname", recorda Reker à conversa com o DN. Naquela igreja, pelo contrário, até era lido um relatório com o número de mortos no Ultramar e divulgado um texto em que se defendia a solução pacífica para a questão colonial. A ousadia dessa madrugada, em que se cantaram também os versos de Sophia que Francisco Fanhais musicou - "Vemos, ouvimos e lemos,/ não podemos ignorar" -, não teria as consequências da vigília de 1972, na capela do Rato, onde os participantes foram presos.A 3 de Janeiro de 1969 morre a mãe de Reker e o padre vai ao funeral, mas, quando regressa da Holanda, não o deixam sair do aeroporto. Esteve duas horas a exigir falar com o Patriarcado. Levado para a sede da PIDE, falou com "um inspector de nome italiano", provavelmente Barbieri Cardoso, número dois na hierarquia. A polícia política terá ficado convencida de que o clérigo holandês louro que lera o rol dos mortos na guerra colonial tinha sido Bart Reker, quando de facto fora o seu compatriota Nicolau Poelman.Barbieri chamou os agentes que meteram Reker no carro que o levou até à praça central de Badajoz, onde saiu com as duas malas e se hospedou num hotelzito, antes de se mudar para um colégio católico, ficando meses à espera que a situação se alterasse. Contactou o superior da Congregação em Lisboa, o seu cúmplice Teotónio Pereira, o seu o advogado José Manuel Galvão Teles e a sua ex-aluna e filha de Miller Guerra - deputado da Ala Liberal, grupo que acreditou na chamada Primavera Marcelista. Deram-lhe a entender que a situação política iria mudar e, em Julho, recebeu um telegrama a dizer que podia regressar. As autoridades eclesiásticas sugeriam-lhe que tivesse cuidado, uma vez que tinha contactos com... comunistas. "Os tais comunistas", que afinal eram todos católicos mas antiditadura, "não eram nenhum perigo para a fé".Entretanto, no Couço, onde o ministro do Interior, Gonçalves Rapazote, tinha uma quinta, Jan e Adriano tinham desenvolvido uma actividade pouco grata ao regime. O seu apostolado não se limitava à liturgia, pois também conviviam com o campesinato explorado pelos agrários e perseguido pelas greves contra o abaixamento dos pagamentos da jorna e pela jornada de oito horas de trabalho em vez de ser de sol a sol, com a PIDE a levar homens e mulheres para os seus calabouços.E se Adriano tinha desafiado o arquitecto Nuno Teotónio Pereira a desenhar uma igreja que fosse lugar de reunião e de catequese, Jan foi mais longe. Num funeral, lembrava que os ricos tinham obrigações que não se limitavam à esmola que davam aos pobres. Obviamente, mesmo sem estarem a ler o DN, entraram também no carro da PIDE rumo a Badajoz.

ALA LIBERAL Dicionário da História do Estado Novo Fernando Rosas, J.M Brandão de Brito Designação dada por alguns jornalistas aos deputados que, eleitos em 1969 nas listas da então União Nacional, afirmaram ao longo da legislatura o desejo de ver instaurado «um regime político de liberdade, em que seja possível discutir, controlar os actos do Governo e escolher os representantes da Nação», conforme síntese de Miller Guerra. Nunca foi possível apurar o seu número exacto mas, a avaliar pelas votações, não seriam mais que uma dúzia. Pinto Leite é, na primeira sessão da legislatura, o nome mais em foco. Depois, destacam-se Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Miller Guerra, Magalhães Mota e, ainda, Pinto Machado, Mota Amaral, Correia da Cunha ou José da Silva. Miller Guerra, num balanço crítico que a censura cortou no semanário a que se destinava mas que o autor publicou na colectânea Progresso na Liberdade, diria que o facto de serem poucos «não obstou a que os debates sustentados [...], os discursos proferidos, as atitudes tomadas se repercutissem dentro e fora do país. [...] na esfera política tradicional, abriu-se uma fenda». A extrema-direita, crítica de Marcelo Caetano, mas não ousando afrontar directamente o Poder, toma a «ala liberal» como alvo preferido. O Agora, de Nogueira Pinto e José Júdice e direcção de Goulart Nogueira, transformou-os em bode expiatório de todos os males, já que a restauração das liberdades lhes surgia como impossível de conciliar com o que chamavam «a defesa da integridade nacional». Certo é que a influência da «ala liberal» e das suas posições, quer na Universidade quer, por progressivo alargamento e interinfluência, nas classes médias, marcou fortemente o período 1969-1974 e teve papel relevante na génese e na dinâmica do Movimento das Forças Armadas . E, aliás, no chamado «encontro dos liberais» que vários militares estão presentes como observadores, sendo os textos respectivos, que a Moraes editou (Encontro de Reflexão Política), uma das matrizes genéticas do Programa do Movimento. Ainda que a maior parte dos «liberais» tenha depois surgido ligada ao PPD - a excepção mais notória foi Miller Guerra - o corpo comum do seu pensamento, tal como expresso na Assembleia Nacional, não ultrapassaria o estabelecimento das liberdades fundamentais e aparece, em particular, no projecto de revisão constitucional de que Sá Carneiro foi primeiro subscritor. A opção europeia (Pinto Leite, Magalhães Mota), a liberdade de imprensa (Sá Carneiro, Balsemão), a reforma das universidades (Miller Guerra) são alguns dos grandes temas liderados pelos «liberais» que, no entanto, intervêm assiduamente, em particular no comentário aos temas políticos da actualidade, envolvendo-se em polémicas com os deputados mais à direita (caso da Capela do Rato, actuações da polícia política, censura, etc.). Sá Carneiro e Miller Guerra haveriam de renunciar ao mandato, Pinto Machado seria mobilizado como médico militar, Pinto Balsemão e Magalhães Mota anunciam a sua última intervenção com fortes críticas. Em 1973 só José da Silva e Mota Amaral seriam de novo deputados.





Educação/curso para escrever letras de musicas


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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Musica/Jota Quest


O Que Eu Também Não Entendo
Jota Quest
Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino
Essa não é mais uma carta de amorSão pensamentos soltosTraduzidos em palavrasPrá que você possa entenderO que eu também não entendo...Amar não é ter que terSempre certezaÉ aceitar que ninguémÉ perfeito prá ninguémÉ poder ser você mesmoE não precisar fingirÉ tentar esquecerE não conseguir fugir, fugir...Já pensei em te largarJá olhei tantas vezes pro ladoMas quando penso em alguémÉ por você que fecho os olhosSei que nunca fui perfeitoMas com você eu posso serAté eu mesmoQue você vai entender...Posso brincar de descobrirDesenho em nuvensPosso contar meus pesadelosE até minhas coisas fúteisPosso tirar a tua roupaPosso fazer o que eu quiserPosso perder o juízoMas com vocêEu tô tranquilo, tranquilo...Agora o que vamos fazerEu também não seiAfinal, será que amarÉ mesmo tudo?Se isso não é amorO que mais pode ser?Tô aprendendo também...Já pensei em te largarJá olhei tantas vezes pro ladoMas quando penso em alguémÉ por você que fecho os olhosSei que nunca fui perfeitoMas com você eu posso serAté eu mesmoQue você vai entender...Posso brincar de descobrirDesenho em nuvensPosso contar meus pesadelosE até minhas coisas fúteisPosso tirar a tua roupaPosso fazer o que eu quiserPosso perder o juízoMas com vocêEu tô tranquilo, tranquilo...Agora o que vamos fazer?Eu também não sei!Afinal, será que amarÉ mesmo tudo?Se isso não é amorO que mais pode ser?Estou aprendendo também...
Paralamas do Sucesso

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Citaçoes/Camões


« E verás que o muro se interpõe entre a espiga e a mão»

Leonardo profere estas palavras aludindo á sua pouca sorte,

que como foice posta entre a mão e a espiga,

cortava com infortúnios tudo o que tentava.


Os poetas atribuem a Cupido dois tipos de flechas,

umas com pontas de oiro agudas que faziam amar,

e outras com pontas de chumbo rombas que faziam esquecer.


«Vai-te alma em paz da guerra turbulenta,na qual tu mereceste paz serena»

«Eis vem o Pai com animo estupendo,trazendo fúria e mágoa ,

com que o paterno amor lhe está movendo,

Fogo no coração,água nos olhos »


From:Luís Vaz de Camões

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Actor-Actriz/Carteira Profissional

O ACTOR / O ENCENADOR
Natureza do Trabalho
A actividade central dos actores consiste em criar e interpretar personagens em representações teatrais, cinematográficas, televisivas e, mais raramente, radiofónicas, com o objectivo de entreter e comunicar com públicos. As suas interpretações podem ser apenas vocais ou corporais (mímica, pantomima e outras), mas incluem, geralmente, estes dois tipos de expressão. Alguns actores são encenadores e, nessa condição, são responsáveis pela planificação e concepção de espectáculos (sobretudo teatrais), cabendo-lhes determinar o seu estilo e ritmo, através da marcação de movimentos, da direcção de actores e figurantes, da implantação de cenas e da supervisão de cenários, vestuário, iluminação e sonoplastia.
Para a interpretação de uma personagem, os actores iniciam, normalmente, o seu trabalho com o estudo da obra que vai ser posta em cena ou produzida, analisando os elementos que lhes permitem perceber a época e o ambiente em que a acção se desenvolve e o espírito da personagem que vão interpretar. A memorização do guião - onde constam as acções, os diálogos e as instruções para a representação - e a realização de ensaios são as tarefas seguintes, às quais dedicam a maior parte do seu tempo de trabalho. Durante os ensaios, estes profissionais criam e definem a interpretação para o papel que irão desempenhar. Nalguns casos, é um processo solitário, como em certos monólogos, recitais, sketches, performances, animações ou espectáculos de mímica. Na maioria dos casos, porém, o seu processo criativo é desenvolvido em colaboração com o encenador, realizador de cinema, de televisão, de rádio, director de dobragem ou outro responsável artístico. As indicações que recebem destes responsáveis podem incidir na sua movimentação no cenário, estúdio ou palco, bem como nas suas atitudes, gestos, entradas, saídas, modos de dicção e outros elementos dos quais depende o ritmo geral da sua actuação. No caso do teatro, uma vez terminados os ensaios, a peça é estreada. Isto nem sempre se verifica quando se trata de um filme, vídeo ou programa televisivo, pois, muitas vezes, os ensaios são intercalados com as filmagens ou gravações: ensaia-se uma cena e grava-se, ensaia-se outra e grava-se, etc.
O campo de actuação dos actores é diversificado: se alguns trabalham apenas em teatro clássico, outros especializam-se em representações destinadas ao público infantil, marionetas, espectáculos cómicos ou de animação cultural, por exemplo. Além de representarem, alguns desenvolvem actividades como a participação em promoções comerciais, a dobragem de filmes e programas televisivos e a actuação em espectáculos musicais onde também cantam e/ou dançam.
Os encenadores, sendo integralmente responsáveis pelo conjunto das operações artísticas e técnicas de um espectáculo, intervêm, desde o início, na sua realização, das formas mais diversas. Uma vez escolhida ou aceite a encomenda de uma obra, os encenadores começam por decidir - em conjunto com outros responsáveis de produção envolvidos - datas, locais de ensaio e de representação e outros elementos considerados básicos para a realização do espectáculo. Em seguida, lêem e interpretam a obra, analisando o ambiente e a época em que a acção se desenvolve, e seleccionam ou colaboram na selecção de actores e na respectiva distribuição de papéis, de acordo com o argumento e a personalidade dos intérpretes. O passo imediato consiste em dar informações e distribuir trabalho aos restantes profissionais envolvidos na produção, tais como cenógrafos e figurinistas, no que se refere aos cenários e ao vestuário e adornos dos actores, respectivamente.
A concepção dos efeitos de som e luz, em colaboração com sonoplastas e operadores de iluminação, é outra das actividades dos encenadores. A eles também cabe dirigir os ensaios dos actores e fixar a marcação de cena, inflexões, modos de dizer e quaisquer outros elementos que interfiram no tipo de representação pretendido. Uma vez preparada a peça e concluído o seu trabalho criativo, o encenador termina as suas funções e o espectáculo estreia. A partir daí, caberá ao director de cena coordenar a actuação dos artistas e a articulação conjunta do pessoal técnico, responsabilizando-se por garantir que as representações do espectáculo se mantenham fiéis ao definido pelo encenador.
O trabalho dos actores e dos encenadores é, portanto, um trabalho de equipa, pois na produção de um filme, programa ou peça de teatro estão sempre envolvidas muitas pessoas, das mais diversas áreas profissionais. Dramaturgos, historiadores, preparadores vocais, músicos, costureiras, aderecistas, técnicos de luz e som, auxiliares de camarim, etc., todos têm um papel interveniente e o sucesso do seu trabalho depende do dos outros. A capacidade de trabalhar em equipa e o espírito de grupo constituem, assim, qualidades que tanto encenadores como actores devem possuir. Uma cultura alargada ou generalista é um requisito igualmente importante na área das artes do espectáculo. Para os actores, por exemplo, o conhecimento de uma determinada época, no que diz respeito às suas características políticas, sociais e económicas, pode ser determinante para a interpretação de uma personagem que "viveu" durante essa época. De uma forma geral, o seu sucesso no trabalho exige talento, criatividade, imaginação e muito treino.
A necessidade que têm de decorar falas e movimentos implica que possuam, também, uma excelente memória, à qual devem somar boas condições psíquicas para enfrentar, por exemplo, dificuldades decorrentes da interpretação de determinadas cenas mais exigentes desse ponto de vista. A aptidão ou a resistência física é, igualmente, importante, na medida em que podem ser solicitados a executar movimentos exigentes associados a disciplinas como a esgrima, a acrobacia, a pantomima, a ginástica ou a dança, entre outras, constituindo assim uma competência que poderá permitir aos actores responder a um maior número de solicitações profissionais.
Os encenadores necessitam, por seu lado, de ser pessoas empreendedoras, determinadas e capazes de conceber e produzir projectos que envolvam muitos recursos, designadamente humanos, técnicos e financeiros. A motivação, a tenacidade, a energia e a capacidade de liderança apresentam-se, assim, como características importantes nesta profissão, na qual podem experimentar também grandes momentos de frustração e tensão, à semelhança do que sucede com qualquer pessoa que seja responsável por produzir ou realizar um projecto.
Emprego
Os actores, sejam ou não encenadores, raramente têm uma entidade empregadora à qual estejam permanentemente vinculados. Salvo raras excepções (como sucede com alguns teatros que possuem elencos permanentes), a maioria destes profissionais exerce a sua actividade de uma forma intermitente, consoante estejam ou não a participar num projecto ou espectáculo. Por outro lado, o seu mercado de trabalho é caracterizado por um alto nível de competitividade, mesmo entre os mais experientes, pois as ofertas de trabalho são insuficientes para o número de actores existente. Este desequilíbrio deve-se, em parte, ao facto desta ser uma profissão de livre acesso, dado que para exercê-la não são necessárias habilitações literárias específicas, carteira profissional ou outros requisitos formais, podendo, em princípio, qualquer pessoa ser actor, com um maior ou menor grau de profissionalismo.
As oportunidades de trabalho surgem, sobretudo, no teatro e na televisão, pois a produção nacional de filmes para cinema é baixa: nos últimos anos, Portugal tem produzido apenas entre 10 a 15 filmes por ano, alguns dos quais co-produzidos com outros países, onde participam, portanto, actores estrangeiros. O universo do teatro caracteriza-se por diversos tipos de organizações: desde as grandes companhias de teatro até aos pequenos grupos que desenvolvem projectos teatrais pontuais. As produções em que participam são, igualmente, diversificadas, desde os grandes espectáculos produzidos pelas companhias de teatro com maiores capacidades financeiras até às experiências de expressão dramática levadas a cabo pelos pequenos grupos de teatro, passando pelas representações de âmbito comunitário ou local, por exemplo. Na televisão, as oportunidades são também diversificadas, desde séries de produção nacional dos mais diversos tipos (como novelas ou séries cómicas) até espectáculos de variedades produzidos para televisão, passando por concursos e talk-shows. Alguns actores são também solicitados para fazer dobragens, designadamente de filmes e programas estrangeiros como documentários de natureza diversa, programas infantis, anúncios ou apresentações publicitárias. As empresas produtoras de programas televisivos, de vídeos e de publicidade são, assim, algumas das organizações que mais procuram estes profissionais. Dado o seu sucesso profissional ou devido às qualidades da sua voz, alguns actores são também procurados para fazer anúncios radiofónicos.
As dificuldades existentes no mercado de trabalho levam a que sejam poucos os actores que se dediquem apenas a um determinado tipo de produção ou área de actividade no âmbito das suas qualificações: a maioria dos actores faz teatro, cinema, televisão, rádio ou dobragem, de acordo com as oportunidades. Além disso, é comum desenvolverem outro tipo de actividades - que lhes garantem experiência profissional e rendimentos - como actividades de animação cultural, de produção, actividades pedagógicas relacionadas com a sua área, direcção de actores, actividades plásticas relacionadas com o espectáculo, etc.
Os encenadores, por seu lado, têm um mercado de trabalho muito restrito, desenvolvendo maioritariamente a sua actividade no âmbito do teatro. De uma forma geral, a procura destes profissionais concentra-se nos mais conceituados ou cujo trabalho suscita mais interesse junto do público. Algumas das suas oportunidades de trabalho surgem através de convites, os quais raramente visam um trabalho permanente e são sobretudos endereçados por produtores de teatro ou directores de grupo de companhias teatrais que procuram encenadores para a um determinado espectáculo. Entre os encenadores independentes, destacam-se as oportunidades de trabalho decorrentes da colaboração profissional com grupos de teatro universitários. Os encenadores não têm, assim, entidades empregadoras, predominando a iniciativa pessoal como forma de desenvolverem a sua actividade. Alguns são também directores de companhia, desenvolvendo, ainda, actividades relacionadas com a produção de espectáculos, para além da encenação.
Formação e Evolução na Carreira
Sendo estas profissões de livre acesso, a formação dos actores e/ou encenadores é muito diversificada, havendo, inclusive, grande número de profissionais autodidactas. No entanto, existem diversas ofertas formativas disponíveis para quem deseje estudar nesta área, as quais conferem diferentes níveis de qualificação. Quem pretenda frequentar o ensino superior tem ao seu dispor alguns cursos, nomeadamente:
Ensino Público Licenciatura Estabelecimento Estudos Teatrais Univ. de Évora Bacharelatos + Licenciaturas Estabelecimentos Teatro, opção de Estudos Teatrais Esc. Sup. de Teatro e Cinema de Lisboa do Inst. Politéc. de Lisboa Teatro, opção de Formação de Actores Esc. Sup. de Teatro e Cinema de Lisboa do Inst. Politéc. de Lisboa Teatro, opção de Interpretação Esc. Sup. de Música e das Artes do Espectáculo do Porto do Inst. Politéc. do Porto Teatro, opção de Técnica e Produção Teatral Esc. Sup. de Música e das Artes do Espectáculo do Porto do Inst. Politéc. do Porto Ensino Particular e Cooperativo Bacharelato Estabelecimento Teatro Esc. Sup. Artística do Porto - ESAP
Fonte: Guia da Candidatura de 1998
Apesar das diferenças existentes nos seus planos curriculares, estes cursos incluem, normalmente, matérias comuns como história do teatro, dramaturgia, expressão dramática, expressão vocal e corporal e, em alguns casos, matérias relacionadas com produção teatral e formação de actores. Por regra, estes cursos são generalistas, conferindo uma formação abrangente que possibilita um leque alargado de saídas profissionais na área. Em alguns países estrangeiros, existem escolas que ministram formações mais especializadas, as quais constituem uma alternativa para quem tenha meios financeiros para o fazer e seja admitido nesses estabelecimentos de ensino.
Algumas das instituições que têm ofertas formativas nesta área têm protocolos com companhias de teatro ou apoios que lhes possibilitam proporcionar estágios ou outras experiências profissionais aos seus alunos, o que pode facilitar a entrada no mercado de trabalho. Contudo, quem pretenda exercer estas profissões deve, desde muito cedo, procurar e aproveitar todas as oportunidades que permitam o desenvolvimento das suas capacidades de expressão dramática e de produção e a aprendizagem das suas técnicas (através, por exemplo, da participação em trabalhos de grupos amadores de teatro). Existem actores que optam por obter uma formação específica na sua área só após alguns anos de experiência profissional, nomeadamente com o objectivo de se desenvolverem pessoal e profissionalmente.
O percurso profissional no universo das artes do espectáculo é muito variável, podendo o êxito profissional surgir logo no primeiro trabalho ou apenas após vários anos de carreira ou, ainda, nunca surgir. Além disso, as dificuldades que o mercado de trabalho apresenta levam a que este percurso seja, muitas vezes, interrompido, pois nos períodos em que não existe trabalho estes profissionais dedicam-se a desenvolver outras actividades. Não existindo uma evolução padrão, a vida profissional dos actores e dos encenadores depende largamente da sua formação, capacidades, versatilidade e perseverança. De uma forma geral, verifica-se que à medida que a sua carreira se desenvolve, passam a estar envolvidos em trabalhos mais prestigiantes, que envolvem mais meios e atraem mais público. Os mais experientes entregam-se, por vezes, a actividades de docência e outras relacionadas com a produção de espectáculos. A própria profissão de encenador é, muitas vezes, desempenhada por actores que, após acumularem experiência, optam por se lançar numa carreira paralela.
Ao longo da carreira, a aposta na actualização e reciclagem de conhecimentos deve ser constante, dada a competitividade existente no mercado de trabalho e a necessidade de desenvolver capacidades e técnicas. Para esse efeito, existe um grande número de acções de formação isoladas que se encontram sistematicamente ao dispor destes profissionais, designadamente seminários, palestras de profissionais estrangeiros e cursos de pequena duração.
Condições de Trabalho
Estas são profissões cujas condições de trabalho são, por natureza, inconstantes. Os horários de trabalho, por exemplo, variam consoante o tipo de projecto que se está a produzir ou o papel a desempenhar. A título de exemplo, participar numa novela televisiva pode significar, para um actor, uma carga horária de 40/50 horas semanais, mas caso faça apenas dobragem estes valores podem baixar para metade. Existe, no entanto, muito esforço associado à interpretação de um papel que contribui para o aumento da carga horária e que, por vezes, não é realizado no local de trabalho: um desempenho sem quaisquer falhas implica longas horas de memorização de falas e repetitivos ensaios. Há alturas, como os períodos que antecedem a estreia de um espectáculo, que é necessário trabalhar muitas horas seguidas, muitas delas à noite.
A vida pessoal e familiar destes profissionais é, assim, largamente afectada pela sua actividade, pois, para além das longas horas de trabalho, a maioria dos espectáculos é realizada à noite e aos fins-de-semana e implica, ocasionalmente, deslocações prolongadas para fora da área de residência ou até para fora do país. As implicações do carácter intermitente da actividade (desemprego frequente, insegurança material, etc.) e a eventual falta de privacidade da vida pessoal decorrente do carácter público da profissão constituem também factores que podem afectar negativamente a vida destes profissionais.
Os locais onde a sua actividade decorre são, também eles, muito variados. A gravação de programas televisivos, por exemplo, pode implicar longos períodos em estúdios onde se encontram muitas pessoas, num ambiente quente e barulhento, com fortes luzes e, por vezes, vestindo roupas e adereços nada cómodos. Em comparação, a filmagem de cenas para um filme pode originar muitas horas no exterior (e em viagem), em locais e condições ambientais muito diferentes. O tipo de projecto condiciona, igualmente, o ritmo de trabalho: enquanto que numa peça de teatro as representações são levadas a cabo de uma só vez, nos programas televisivos pode ser necessário interromper repetidamente o desempenho para que, por exemplo, a maquilhagem seja retocada, as câmaras e as luzes reposicionadas ou os cenários alterados.
Os inconvenientes da actividade dos encenadores relacionam-se, sobretudo, com a responsabilidade que têm pelos projectos que produzem e encenam: a eles cabe garantir o cumprimento de prazos e orçamentos e estão sempre pressionados pelo sucesso que os seus espectáculos - alguns dos quais envolvem muitas pessoas e meios - devem atingir junto do público.
Contactos para Informações Adicionais
Existem várias entidades que podem fornecer informações adicionais sobre estas profissões, nomeadamente:
Sindicato das Artes e Espectáculo - SIARTE, Parque Mayer, 1250 Lisboa,
Tlf. 213 464 312.
Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, Rua da Fé, 23 -2.º, 1150 Lisboa,
Tlf. 218 852 728 / 218 853 787.
http://ste.com.sapo.pt/index.html
E-mail - sind.trab.espect@mail.telepac.pt

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Dentisaude Clinica Dentaria Lisboa - Dentistas especialistas Implantes Proteses

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Musica/Bramhs

Johann Bramhs-teve uma infância difícil em Hamburgo,onde nasceu num bairro com má fama.
O pai de uma familia severa e tradicional luterana,tinha que actuar á noite como pianista,
em bares da zona portuária,frequentados por prostitutas,marinheiros,e aventureiros de passagem,pela marginalidade,
este levava o filho que o substituia por vezes ao piano.
A severidade da educação protestante e a simpatia pelas prostitutas destacavam-se
como elementos na sua personalidade,reflectindo-se na sua obra.
Dentro da mesma peça,pode ser um compositor austero (caracteristica definida por alguns como
neo-clássico) e subitamente romantismo e abordagens ao repertório popular.
O filósofo Nietzche que foi musicólogo e compositor,considerava que Bramhs se ocultava atrás de uma imagem de severidade e frieza,o que se observa na solidez formal,quase monólitica de muitas das suas páginas,para que derrepente com sinceridade,fizesse confissões dos seus sentimentos mais íntimos.
A sua estética não é facilmente classificável,uns classificam-no como um dos maiores criadores de sempre,outros como um tecnocrata.Tinha formas antagónicas de abordar a expressão musical e resolvia os problemas pragmáticamente.
A sua musica é imprevisivél,mas sentimos que é alguem que sabe para onde vai sempre e só vai para onde quer,depois de meditar antecipadamente se deve ser esse ou não o caminho a seguir.
Mesm a confissão de sentimentos,é sempre produto de uma opção previamente racionalizada.
A sua primeira sinfonia estreou-se após muitos anos de trabalho e maturação.
A sinfonia nº 2 foi composta durante umas férias de Verão.
Alguns que querem catalogar associam a sua obra á de Beethoven,chamando até "Pastoral" á sua segunda sinfonia,



http://www.youtube.com/watch?v=W9tFbTvGKnk&feature=related
Danças Hungaras de Brahms
http://www.youtube.com/watch?v=monaXOpmH1U&feature=related
Charlie Chaplin e Bramhs no filme Grande Ditador