Bem Vindo/Welkome

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Blogue de Velardez "Papel y Tinta " y " Desde Mi Ventana " Madrid España

"LA VIDA NO VIVIDA, ES UNA ENFERMEDAD DE LA QUE SE PUEDE MORIR. SI LUCHAS PUEDE QUE PIERDAS, SINO LO HACES..., ESTAS PERDIDO."



http://velardezpapelytinta.blogspot.com/

"Fotografia, la única ferramienta conocidad capaz de congelar la memoria, atrapar el tiempo y captar la fugacidad en un solo instante"


http://jorgedesdemiventana.blogspot.com/

TRENES CARGADOS DE ALMAS,


TRENES CARGADOS DE MUERTE,

TRENES CON VIDAS HUMANAS,

TRENES CON GENTE INOCENTE.

TRABAJADORES Y NIÑOS,

VICTIMAS DEL HORROR,

LA FECHA DEL 11M

NOS LLENARA DE DOLOR.

CUERPOS SOBRE LAS VIAS,

MOVILES…NO CONTESTAN,

FAMILIARES ANGUSTIADOS

EN BUSCA DE UNA RESPUESTA.

PANICO ENTRE LAS MASAS,

SONIDO ORQUESTAL DE SIRENAS,

MADRILEÑOS SOLIDARIOS

QUE AYUDAN SOBRE LA ESCENA.

ARROPADOS Y HERMANADOS,

A MADRID LE DUELE EL ALMA,

CRESPONES NEGROS TATUADOS

EN EL CORAZON DE ESPAÑA.

TRENES CARGADOS DE ALMAS,

TRENES CARGADOS DE MUERTE,

TRENES CON VIDAS HUMANAS,

CUANTA IMPOTENCIA SE SIENTE.
.............................................................
EN LOS TIEMPOS QUE CORREN, EN LA NUEVA ERA DE LA COMUNICACIÓN, HE DECIDIDO SALIR DE LA CUEVA Y BUSCAR LA LUZ DEL PROGRESO TIRANDOME ALA PISCINA, EXPERIMENTANDO CON ESTO DE “HABLAR” CON UN TECLADO Y UNA PANTALLA DE ORDENADOR. ALLA VOY, SIN ANESTESIA CUELGO UNA FOTO EN UNO DE ESOS PORTALES DE CONTACTOS Y DESCRIBO UN PERFIL, INVENTADO O NO, DA IGUAL, AHORA A ESPERAR QUE PIQUE EL ANZUELO…, NO TARDAN MUCHO, LLEGAN LAS PRIMERAS VISITAS, LOS PRIMEROS INTENTOS DE “CONVERSACION”, NADA QUE NO LOGRO ADAPTARME A TANTA SUPERFICIALIDAD, SERE UN BICHO RARO- ME PREGUNTO-. INCAPAZ DE PASAR DEL HOLA, QUETAL?, QUE HACES, CON EL SIEMPRE SOCORRIDO JEJE, JAJA Y VUELTA A EMPEZAR, PERO LO MAS CURIOSO DE TODO ES QUE PUNTUAN TU FOTO, Y ESO PARA EL EGO Y EL NARCISISMO ES COJONUDO, EN MI CASO NO HE SALIDO MAL PARADO, FUNDAMENTALMENTE PORQUE LOS TIOS ME HAN PUNTUADO CON 1 SOBRE 10 Y ESO JODER PERSONALMENTE ALIVIA. NO DESISTO Y SIGO INTENTANDO ESCRIBIR UNA ORACION COMPLETA CON SU VERBO Y PREDICADO, PERO NADA DE NADA, ESTOY BLOQUEADO, ATERRADO COMO EL ESCRITOR ANTE UN FOLIO EN BLANCO, FINALMENTE DESISTO Y PIDO DISCULPAS AMI TECLADO POR MI FALTA DE CAPACIDAD LINGÜÍSTICA, OTRA VEZ SERA.
LUGARES DE CONTACTO VIRTUAL, SMS, MESSENGER, GOOGLE E INFINIDAD DE POSIBILIDADES DE “COMUNICARSE” TODOS CON UN DENOMINADOR COMUN, LA FRIALDAD, PERSONALMENTE Y AUN A RIESGO DE QUE ME ETIQUETEN DE RETROGRADO SIGO PREFIRIENDO LA HERRAMIENTA CLASICA DE LA COMUNICACIÓN, QUE NO ES OTRA QUE LA PALABRA.
 

BY VELASQUES
By Velasquez



sábado, 27 de junho de 2009

Consultório de Psicologia on line Dra.Mariagrazia

http://consultoriodepsicologia.blogs.sapo.pt/

Drª Mariagrazia Marini Luwisch - Psicóloga Licenciada em Psicologia Clínica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil. Equivalência reconhecida pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. Formada pela Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves.Consultório:Av. Luís Bivar 93, 6ºandar E1050-143 LISBOA Telefone: 213 146 274 914 749 474

Outros consultórios on-line
http://styleyou.blogs.sapo.pt/
Style you

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Dependências

http://consultoriodeastrologia.blogs.sapo.pt/
Astrologia

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Carmo e a Trindade: AINDA OS EXCÊNTRICOS DA BAIXA E CHIADO

O Carmo e a Trindade: AINDA OS EXCÊNTRICOS DA BAIXA E CHIADO

Link do blogue O Carmo e a Trindade

Arnaldo Benavente Ferreira

O último excêntrico genuíno, digno desse nome, que pisou as calçadas do Chiado e da Baixa, deve ter sido Arnaldo Ferreira, o grande pintor de Lisboa, o "noivo eterno" sempre irrepreensivelmente vestido, que sobressaltava os clientes da Bertrand, as senhoras do chá e dos bolos da Bénard e os turistas de calções e máquina fotográfica ao pescoço, com os seus gritos de "Canalhas! Biltres!", dirigidos sabe-se lá a quem. Morreu há oito anos e não teve sucessor.

Por incrivel que pareca, ainda sou do tempo do "noivo" a passar na rua Garrett aos saltos e a falar alto para as pessoas que se encontravam nos cafés (Chiado ou Brasileira) a mandá-las trabalhar...Calões, não fazem nada etc."Bons tempos" que não voltam...Gostei muito, aliás isto fáz parte da nossa história alfacinha.Não tinha conhecimento que o "NOIVO" se chamava Arnaldo Ferreira.Um abraço de amizadeAPS

De seu nome Arnaldo Benavente Ferreira, (1923-2000), um dos maiores pintores de Lisboa do Séc XX, pintava a Lisboa nocturna, sem vivalma, e tem quadros seus no Museu da Cidade e em colecções privadas nacionais e estrangeiras.A CML homenageou-o com a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro.Na Alta de Lisboa existe uma rua com o seu nome. O «Noivo Louco» foi um dos últimos românticos lisboetas do Chiado do Séc. passado.

MEDALHA DE MÉRITO MUNICIPAL (OURO):Proposta aprovada de concessão da Medalha de Ouro de Mérito Municipal a Arnaldo Ferreira:132ª Reunião da Câmara Municipal de Lisboa,em 21 de Setembro de 2005Deliberação nº 607/CM/2005 (Proposta nº. 607/2005) Subscrita pelo Sr. Presidente:Aprovar a atribuição da Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, ao Pintor Arnaldo Ferreira, nos termos da proposta; Aprovação: (Aprovada por unanimidade)TEXTO da PROPOSTA N.º 607/2005Considerando que, através da Proposta n.º 85/94, foi atribuída Medalha Municipal de Mérito ao pintor Arnaldo Benavente Ferreira, sendo que o grau da mesma seria definido em momento posterior;Considerando que, até este momento, não foi emitido qualquer parecer definindo o grau da Medalha Municipal de Mérito a atribuir ao referido pintor;Considerando que Arnaldo Benavente Ferreira é considerado um dos maiores pintores do século XX, tendo dedicado toda a sua vida artística à cidade de Lisboa, retratando na sua maioria os bairros e as zonas mais características da noite lisboeta;Considerando o disposto no artigo 8.º do Regulamento da Medalha Municipal, aprovado pela Assembleia Municipal em 15 de Fevereiro de 1988 (Edital nº. 30/88) que estabelece “A Medalha Municipal de Mérito destina-se a distinguir as pessoas singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, de cujos actos advenham assinaláveis benefícios para a Cidade de Lisboa, melhoria nas condições de vida da sua população, desenvolvimento ou difusão da sua arte, divulgação ou aprofundamento da sua história, ou outros de notável importância que justifiquem este reconhecimento”;Considerando que, sob Proposta da Câmara Municipal (nº. 92/90), a Assembleia Municipal aprovou a criação do Conselho da Medalha Municipal, a quem compete, designadamente, dar “parecer prévio obrigatório e fundamentado sobre a atribuição das Medalhas Municipais de Honra da Cidade, Mérito e de Valor e Altruísmo”.Considerando o parecer emitido por unanimidade pelos membros do Conselho da Medalha Municipal no sentido da atribuição da Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro;Tenho a honra de propor que a Câmara delibere:A atribuição da Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, ao pintor Arnaldo Benavente Ferreira, nos termos do disposto no artigo 8.º do Regulamento da Medalha Municipal, aprovado pela Assembleia Municipal em 15 de Fevereiro de 1988 (Edital nº. 30/88).Paços do Concelho de Lisboa, aos 20 de Setembro de 2005,O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (António Carmona Rodrigues)Alguns quadros a preto e branco podem ser vistos no URL:http://misantropoenjaulado.blogspot.com/2006_03_01_archive.htmlPara que a história se faça,Mafalda de Sampaio

Fonte : Blogue o Carmo e a Trindade
http://carmoeatrindade.blogspot.com/2008/06/ainda-os-excntricos-da-baixa-e-chiado.html

Site CML - Toponímia - Quero Saber da "Minha Rua"..., 2004-08-06 - 11:51:58Conforme solicitado junto envio informações respeitantes à Rua Arnaldo Ferreira, que fica situada na freguesia do Lumiar, foi um topónimo atribuído por Edital municipal de 15/12/2003, à rua até então designada de Rua 1 da Malha 4 do Alto do Lumiar.Arnaldo Benavente Ferreira, nasceu em Lisboa no ano de 1923 foi uma figura popular da nossa cidade que calcorreava com passos frenéticos, gesticulando e “vociferando contra uma sociedade que dava menos valor à cultura do que a tudo o resto” e que, desde muito novo se dedicou a pintar Lisboa Antiga à noite. Pintar nocturnos foi a sua forma de expressão, sendo a sua técnica ou mesmo o seu sentir, pintar com cores difusas, apanhar os claros-escuros, procurar nas sombras uma beleza e uma realidade características dos Bairros Típicos de Alfama, Mouraria, Bairro Alto e zonas ribeirinhas.Arnaldo Ferreira pintou mais de mil quadros que estão espalhados por todo o país e estrangeiro, em colecções particulares e também públicas, entre elas a da Câmara Municipal de Lisboa e a do Museu da Cidade. Morreu em 15 de Novembro de 2000 é a perda do pintor que ficará sempre conhecido pelo “homem da noite” e como “noivo eterno” devido à sua forma de trajar.
Fonte: Blogue Condominio Parque
http://condominio-parque-das-conchas.blogspot.com/2004/08/afinal-quem-foi-arnaldo-ferreira.html

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ekaterina Maximova

Moscou, 28 abr/2009 (EFE).- Morreu aos 70 anos, a bailarina russa Ekaterina Maximova, informou hoje o teatro Bolshoi de Moscou.
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Ainda não se sabe a causa da morte da ex-primeira bailarina do Bolshoi, disse à agência "RIA Novosti" a porta-voz do principal corpo de balé russo, Ekaterina Novikova.
Ela morreu em casa, enquanto seu marido, o coreógrafo, bailarino e ex-diretor artístico do Bolshoi Vladimir Vasiliev, não estava em casa, pois viajava no exterior, segundo a porta-voz.
Vencedora de numerosos prêmios internacionais, Ekaterina Maximova também foi homenageada no Brasil, pelo Governo Federal, com o grau de Comendador da Ordem de Rio Branco, por sua contribuição à abertura de uma escola de balé em Joinville (SC).
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, expressou suas condolências aos parentes da bailarina e ao teatro Bolshoi, segundo informou o serviço de imprensa do Kremlin.
Ekaterina Maximova nasceu em 1º de fevereiro de 1939, em Moscou, e, aos 18 anos, logo após concluir os estudos na Escola Coreográfica da capital russa, foi aceita no elenco do Bolshoi, no qual brilhou por 30 anos.
Ela estreou como solista no papel de Masha no "Quebra-nozes" de Tchaikovski, e ao longo de sua vida profissional brilhou nas principais obras do balé clássico, como "Gisele", "O Lago dos Cisnes", "Dom Quixote", "A Bela Adormecida" e "Petrushka".
Também estrelou peças do repertório moderno, como "As chamas de Paris" de Asafiev e as montagens "Cinderela" e "Romeu e Julieta" de Prokofiev.
Ekaterina Maximova bailou pela última vez no palco do Bolshoi há dez anos, em 1º de fevereiro de 1999, numa homenagem ao seu 60º aniversário, em um pequeno espetáculo com música de Franz Schubert que lhe foi dado pela coreógrafa americano Martha Clarke.
Doutora Honoris Causa da Universidade de Moscou, ela também era membro da Academia de Arte Russa e integrante do júri dos prêmios Triunfo de Literatura e Arte desde a sua fundação, em 1992. EFE
Fonte yahoo
Morreu aos 70 anos, a bailarina russa Ekaterina Maximova, informou nesta terça-feira o teatro Bolshoi de Moscou. Ainda não se sabe a causa da morte da primeira bailarina do Bolshoi, disse à agência "RIA Novosti" a porta-voz do principal corpo de balé russo, Ekaterina Novikova. Ela morreu em casa, enquanto seu marido, o coreógrafo, bailarino e ex-diretor artístico do Bolshoi Vladimir Vasiliev, estava viajando no exterior, segundo a porta-voz. Vencedora de numerosos prêmios internacionais, Ekaterina Maximova também foi homenageada no Brasil, pelo Governo Federal, com o grau de Comendador da Ordem de Rio Branco, por sua contribuição à abertura de uma escola de balé em Joinville (SC). O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, expressou suas condolências aos parentes da bailarina e ao teatro Bolshoi, segundo informou o serviço de imprensa do Kremlin. Ekaterina Maximova nasceu em 1º de fevereiro de 1939, em Moscou, e, aos 18 anos, logo após concluir os estudos na Escola Coreográfica da capital russa, foi aceita no elenco do Bolshoi, no qual brilhou por 30 anos. Ela estreou como solista no papel de Masha no "Quebra-nozes" de Tchaikovski, e ao longo de sua vida profissional brilhou nas principais obras do balé clássico, como "Gisele", "O Lago dos Cisnes", "Dom Quixote", "A Bela Adormecida" e "Petrushka". Também estrelou peças do repertório moderno, como "As chamas de Paris" de Asafiev e as montagens "Cinderela" e "Romeu e Julieta" de Prokofiev. Ekaterina Maximova bailou pela última vez no palco do Bolshoi há dez anos, em 1º de fevereiro de 1999, numa homenagem ao seu 60º aniversário, em um pequeno espetáculo com música de Franz Schubert que lhe foi dado pela coreógrafa americano Martha Clarke. Doutora Honoris Causa da Universidade de Moscou, ela também era membro da Academia de Arte Russa e integrante do júri dos prêmios Triunfo de Literatura e Arte desde a sua fundação, em 1992.
fonte:Diário Digital

http://www.youtube.com/watch?v=LKJNHPoQbvc&NR=1

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Férias

www.visitbritain.com/pt
Visitar o Reino Unido

Mergulho/escola Nautilus-Sub T:21 255 19 69
em Portugal

sexta-feira, 20 de março de 2009

IOL Portugal Diário - Geral - A informação actualizada ao minuto: as últimas notícias do país e do mundo

IOL Portugal Diário - Geral - A informação actualizada ao minuto: as últimas notícias do país e do mundo

Festas

Programa de Festas

Algarve,Bordeira e Aljezur,praia do Amado,

Praia do Amado-referencia para o surf
Praia da Bordeira-onde se juntam as aguas do mar e da ribeira.
Dormir:Monte da Vilarinha,em Vilarinha,Bordeira.
Aljezur T:282973218 t0/t1/qts duplos

Jornal Económico

Política Económico

" Consigo explicar o movimento dos astros,mas não a loucura dos homens "
Newton

Casa do Alentejo,CITY CAFÉ Alvalade,

Dançar Domingos á tarde-15h3 ás 19.30 preço : 5 Euros
cadeiras grátis T:213405140
Casa do Alentejo-R.portas de Santo Antão,58,Lisboa

Café restaurante-.Cinema City Classic Alvalade + city café-Av de Roma,100,seg-5f-8h-24h,Dom-9h-24h,
6f e sab-8h,9h-03h ;)

Roda de Choro de Lisboa (musica do sec.XIX) no Lusitano Clube em Alfama ,todas as 3fs á noite.

O Lusitano Clube, fundado em 1905 é uma associação que fica na freguesia da Sé em Alfama. É vizinho do Onda Jazz e Clube do Fado. Para quem vem de carro, o estacionamento faz-se nos vários parques existentes, junto à Sé Catedral, no Campo das Cebolas ou na Praça da Figueira De transportes aconselhamos o eléctrico 28 ou o 12, de autocarro o 37 e por ultimo o metro, estação do Terreiro do Paço ou Rossio.
E os próximos especáculos são….
.
Também Rodas de Choro no Catacumbas Jazz Bar de Lisboa e no Chapitô.

Estudar Pintura.ARTJAMMING -

.ARTJAMMING - Início-

segunda-feira, 16 de março de 2009

Free spyware removal and spyware protection - Spyware Terminator

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O LIBERTÁRIO: O que é o libertário?

O LIBERTÁRIO: O que é o libertário?

Prosumidor - O consumidor da 3a Onda!

O LIBERTÁRIO: Prosumidor - O consumidor da 3a Onda!

"INEGOCIÁVEL"

"INEGOCIÁVEL"

http://rostoescondido.blogspot.com/2008/12/o-mar-o-mar.html

Sérgio Moreira, o livreiro que a democracia esqueceu

Sérgio Alves Moreira, um dos organizadores do assalto ao navio Santa Maria, faleceu em Caracas aos 77 anos. Um perfil/reportagem que aqui se recorda
Aetigo de Miguel Carvalho/in Visão
17:16 Quinta-feira, 26 de Fev de 2009
Nascido em Rio Meão, Santa Maria da Feira e fugido à ditadura em 1954, foi figura emblemática da oposição a Salazar no exterior. Homem das artes, membro activo do Instituto Português da Cultura na Venezuela, Sérgio dirigia uma livraria no centro de Caracas.
Em 2003, o jornalista da VISÃO, Miguel Carvalho, publicou no seu livro Dentada em Orelha de Cão - Histórias do Mundo com Gente Dentro (Campo das Letras) a história deste homem íntegro que a ditadura expulsou e a democracia esqueceu. Até hoje.Viver para contá-la
Os livros estão espalhados como gatos. E ronronam uma tranquila desordem de saberes, línguas e épocas. Mudam de poiso com frequência. Recebem carinhos, olhares curiosos, insinuam-se a quem insiste em folhear-lhes o corpo para descobrir a alma que encerram. Na livraria Divulgación, a cinco minutos da Universidade Central de Caracas, não há territórios sagrados para as palavras.
Literalmente. Testemunham-no as pilhas e caixotes de títulos de todos os tempos e modos. Capas velhas e novas, por entre resmas de facturas, guias de remessa, anotações, panfletos, cartazes de lutas antigas. A um canto, por detrás de uma secretária onde repousam uma máquina registadora de mercearia, papéis e volumes em desalinho, está sentado um homem de 73 anos, fazendo do fumo do tabaco o ar que respira. Por vezes, um arrastado toque de um telefone negro arranca-o da placidez. Alguém quer saber das novidades ou aconselhar-se sobre o melhor Quixote em castelhano. O velho vasculha, varre estantes, desfaz molhos de autores sem cumplicidades à vista desarmada. Vai certeiro à obra pedida naquela geografia de lombadas, onde só ele tem mão. E bússola.
A montra da livraria é quase o bilhete de identidade do proprietário. Nos escaparates, casa Ramonet com Saramago, Eduardo Galleano com Garcia Marquez. Nas paredes de vidro, forra o seu próprio jornal. Ali se expõe pelas palavras dos outros, pelos sublinhados, pelo corta e cola de colunas de periódicos, fotografias, manifestos anti-globalização e artigos contra traficantes de ilusões e vendilhões de pátrias. Para ver com olhos de ler.
Ali cabe também o humor, a caricatura de recorte político bem graduado. Mas como qualquer bom vinho, Sérgio Alves Moreira, também poeta das horas vagas com o pseudónimo venezuelano de Angel Passos, dispensa os rótulos. Apreciá-lo é bebê-lo. Até ao fundo da garrafa e das suas memórias.
Filho de pais autoritários, "mas justos", nasceu numa família grande, de 13 irmãos, em Rio Meão, Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro. Não guarda especiais recordações da infância, mas a miséria que o rodeava, a fome, os racionamentos da farinha de pão, as lutas dos metalúrgicos e arbitrariedades dos patrões foram o miolo dos seus valores em plena adolescência. "Era o tempo em que o líder sindical de uma fábrica era o próprio dono da fábrica". Cedo teve acesso livre e ilimitado à biblioteca do Conde de São João de Ver e evidenciou logo nesse tempo conhecimentos e uma capacidade de expressão rara. Irreverente, picava o ponto nos momentos e locais menos próprios. Uma vez, na missa, levantou-se e protestou contra as passagens bíblicas lidas pelo Bispo de Aveiro. O prelado suou, a homília ressentiu-se e os pais nem sabiam onde meter-se. Não serviu de emenda. Aos 15 anos, decidido, escreveu uma carta a Oliveira Salazar. Desafiava-o, entre críticas, a pôr cobro às muitas injustiças que via. O ditador respondeu-lhe, num pequeno cartão: agradecia-lhe os reparos e prometia estar atento. Em vão. Os anos passaram e o pequeno mundo do jovem Sérgio não tinha aparentemente merecido os cuidados do homem que continuava a mandar no regime.
Muda de ares. Vai para Salamanca estudar, conclui a licenciatura em Filosofia. Ganha a dura batalha do curso, mas sobretudo a da consciência política, olhos nos olhos com outra das mais férreas ditaduras desse tempo. No regresso, traz fome de justiça e uma frase de um amigo cravada no peito: "Ainda há-de correr muito sangue por estas ruas". Franco não se esqueceria de traduzir o presságio em actos.
A mania de escrever, entretanto, tinha amadurecido. Bem como as leituras. As investidas epistolares davam lugar à poesia e ao ensaio. Não tardou que se abrissem as portas de alguns jornais para colaborações esporádicas. No Defesa de Espinho, que ainda hoje recebe em Caracas e ao qual o sogro esteve ligado, conheceu a sua futura mulher e fez-se repórter. O neo-realismo fez o resto. Para escrever sobre a vida miserável no bairro dos pescadores, viveu com eles e como eles. Durante alguns dias, andou descalço, dormiu onde o acolheram, partilhou o vinho, a comida, viu a tuberculose minar as fracas forças de gente sem defesas. "As barracas tinham uma única sala, com um fogão a lenha, e aí dormiam pais e filhos, a monte". Na cantina, "onde chovia barbaramente", comia-se uma sopa mal amanhada. No dia em que concluiu a reportagem, comprou um garrafão de vinho num tasco e esvaziando-o se despediu das famílias dos homens do mar. O texto nunca foi publicado.
Casa, entretanto. E tem uma filha. Mas não assenta, recusa beber da segurança engarrafada dos dias, anestesiar-se. Sem assumir qualquer filiação partidária, colabora em acções clandestinas, actividades subversivas. Faz amizades, cria cumplicidades para uma vida. E a polícia política mata-lhe o melhor amigo, militante do PCP. Carlos Ferreira Soares foi morto "porque era um grande humanista". Atraído a uma cilada da polícia política, o "médico dos pobres", como era conhecido, foi assassinado com 14 balas de uma pistola-metralhadora. "É o único santo laico que conheci", recorda Sérgio Moreira, com saudades de abraçar a japoneira plantada junto à sepultura onde o corpo do médico repousa, em Nogueira da Regedoura. "Quando ele foi assassinado houve uma revolta muito grande na terra. Quando vou a Portugal, deixo sempre um ramo de cravos à beira dele", conta Sérgio, de voz embargada e matando no lenço furtivas lágrimas. As raízes daquele tempo chegam a Caracas.
É uma época em que Sérgio não se cala, denuncia, mobiliza. E é intimado a comparecer perante o administrador de Santa Maria da Feira sob a ameaça de prisão. Ficam de olho nele, é seguido. "Ou ia-me embora ou passava à clandestinidade". O pai tinha bens, influências, desenrasca-lhe esconderijo em casa de um operário amigo. Em 1954, assume a condição de exilado político. E parte para Caracas apenas com uma velha mala e "meia dúzia de coisas". Deixa para trás a mulher e filha, que a ele só se juntariam doze anos depois. Até ao 25 de Abril, esteve proibido de regressar.
Naqueles anos, muitos portugueses emigraram para a Venezuela com o fito de uma vida melhor. Outros chegavam clandestinos, por vários motivos, sobretudo políticos. De barco, com Porto Cabello à vista, atiravam-se ao mar para evitar serem apanhados. Alguns desapareceram nas águas do Pacífico. Sérgio fez de tudo para não naufragar em terra firme. À época, a comida dos portugueses era uma banana e uma Pepsi, diziam, em jeito de troça, os venezuelanos. "Tempos muito difíceis".
Sérgio aconchegou-se em pátios internos de urbanizações, "onde várias famílias dormiam em divisões feitas com lençóis". Trabalhou numa cervejaria, foi empregado de escritório num semanário da comunidade portuguesa, perdeu a conta aos empregos. Saltou de pensão em pensão. Partilhou quarto com trabalhadores das obras e vendedores de jornais e pão ao domicílio. Na pensão Venâncio, onde "moravam" 38 emigrantes, "a diária incluía uma boa sopa, carne ou peixe e banana. Comia como não come ainda hoje a maioria dos venezuelanos. E como não comem muitos em Portugal".
Aos poucos, refaz a vida. A Candelária, na grande Caracas, é zona onde cultiva amizades e cozinha novas subversões. Ruy de Carvalho, psiquiatra e escritor, também exilado político, é um dos camaradas. Junta-se ao rol um alfaiate comunista, poetas, médicos, gente de várias origens e ofícios, "uns mais preparados do que outros". Respira-se política e cultura. Querem chamar a atenção e denunciar o regime salazarista. E tentam-no através de esquemas mirabolantes.
Manhã de 20 de Novembro de 1957, aeroporto de Maiquetia, Venezuela. Amália Rodrigues é recebida de forma apoteótica por quase dois mil portugueses. A diva do Fado comove-se, agradece as boas-vindas e segue para Caracas, onde fica alojada no hotel Tamanaco. Apesar de cansada da viagem, aquela a quem chamaram "A Voz de Portugal" dispõe-se gentilmente a conversar com os jornalistas durante quase três horas. Entre outras coisas, afirma sentir-se em casa e agradece o facto de, na Venezuela, se "gostar tanto dos portugueses como dos venezuelanos".
A sua estreia foi no Teatro Metropolitano e as actuações prolongaram-se por duas semanas, com bilhetes muito caros para a época. Amália era uma artista de elite e cobrava cinco mil bolívares diários. Sérgio Alves Moreira conheceu-a nessa altura. Tinha emprestado discos dela a muitos amigos e adorava-a. "Convivemos bastante durante uma semana, fui fundador do Centro Português e já estava muito ligado à comunidade de emigrantes", explica, recordando ter a fadista deixado "uma excelente impressão no país", sempre disponível, acessível e "com uma voz única".
Como seria de esperar, Amália foi bastante solicitada para eventos sociais. O convívio, a boa disposição da cantora, as visitas de cortesia que efectuou a alguns locais - entre os quais o jornal El Nacional onde tinha amigos - estreitaram os laços com figuras mais proeminentes da emigração portuguesa. Entre os quais, Sérgio. Ele, que não tinha perdido a rebeldia e o carácter contestatário, sentiu-se, a dada altura, com confiança para abordar Amália a propósito de assuntos mais melindrosos. "Tinha contactos com gente em Paris e perguntei-lhe se ela não se importava de levar uns papéis escondidos". A resposta da cantora, Sérgio jamais esquecerá. "Tenho medo, filho. A mim, se me tocam com uma unha, eu canto", disse-lhe a diva, escusando-se delicadamente a servir de correio clandestino. E assim ficaram, amigos à mesma. Uns dias depois, Amália regressou a Portugal. Esperavam-na para iniciar as filmagens de "Sangue Toureiro".
Outro episódio recambolesco foi o da visita a Caracas de Paulo Cunha, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar, para condecorar um PIDE pelos seus "relevantes" serviços à Pátria. Nesse dia, aquele grupo de resistentes à ditadura portuguesa organiza uma operação para sabotar a cerimónia. "Comprámos uns peidinhos mal cheirosos de Carnaval e juntamo-nos à multidão. A dada altura, já a assistência estava em debandada". Os jornais cheiraram a notícia e Sérgio foi à televisão explicar o porquê de tais acções. Estava oficializada a contestação. E lançada a semente de outras acções.
Uma delas, porém, atingiu proporções inesperadas. No auge do conflito que levaria à perda das colónias indianas de Goa, Damão e Diu, portugueses afectos à ditadura, a coberto da embaixada, organizaram em Caracas uma manifestação de apoio a Salazar. Sérgio reuniu as "tropas" e, de cartazes ao alto, lançam palavras de ordem contra o fascismo. "Um dos nossos até levou um cocktail-molotov". A desordem instala-se. Algumas mulheres atiram os sapatos contra os apoiantes do regime, a polícia é chamada a intervir. Sérgio e os outros correm a bom correr. Ele, que havia ganho provas de 500 metros em Salamanca, dá mais luta aos agentes. Mas é capturado. "Tinha comprado uma colt 38 a um alemão das SS que ia comer a uma das pensões onde estive". É preso numa cela com bêbados e ladrões. Mas por pouco tempo. "Já tínhamos a nossa rede de conhecimentos, incluindo o Ministro do Interior". Saiu. O diário El Nacional deu uma página aos acontecimentos. "Valeu a pena".
Enquanto se mantém empenhado no reforço da resistência, Sérgio é convidado para dar aulas de Filosofia, Francês e Latim num liceu em Barcelona, na zona oriental da Venezuela. "Ganhava para viver no melhor hotel de Caracas, se quisesse". Mas mais importantes são os contactos que estabelece com outros portugueses, mais esclarecidos e tendo também algo que contar sobre as agruras sofridas pelo regime. "Dizia-se que os madeirenses daquela zona eram salazaristas, mas não tive dificuldade em partilhar com eles as minhas opiniões sobre o regime e histórias das revoltas contra Salazar". Na lavandaria de um amigo, depois das aulas, faz-se a barrela da ditadura. A camaradagem enxuta as almas e permite sonhar com outras ambições. "Hoje, pode dizer-se que a comunidade portuguesa na Venezuela tem uma mentalidade salazarenta. Mas, naquela altura, foram muitos os emigrantes, sobretudo madeirenses donos de bares e botequins, que financiaram o assalto ao Santa Maria. Deram dinheiro, pão, água, comida".
A operação estava desenhada há algum tempo. Humberto Delgado, exilado no Brasil desde 1959, desloca-se a Caracas a convite de outros exilados e o assunto é abordado. A "guerra das embaixadas" havia dado dimensão internacional às lutas contra a ditadura, ganhando especial significado o refúgio de Henrique Galvão na embaixada da Argentina, sendo-lhe então concedido asilo. Será este capitão a esboçar a Operação Dulcinea, "um nome romântico que tinha muito a ver com o quixotismo do acto". Mesmo sem experiência militar, Sérgio é nomeado chefe de estágio, ou seja, cabe-lhe treinar os homens que tomarão conta do paquete. Os treinos são duros, incluem constantes subidas às montanhas para melhorar a orientação, acções no mar com lanchas e barcos. "Não podíamos sequer tocar em álcool, mas o Galvão bebia whisky tranquilamente".
Os dias passam, ajustam-se pormenores, o Directório Revolucionário Ibérico de Libertação ganha forma. Constituem-no exilados portugueses e espanhóis, estes comandados pelo ex-capitão Jorge Sottomayor, da Marinha de Guerra espanhola, "esse sim, o verdadeiro estratega do assalto". Galvão comanda a parte portuguesa, como representante do Movimento Nacional Independente fundado por Delgado no exílio. No Brasil, o "general sem medo" estava a par de tudo e assumia a tutela da operação. A Dulcinea preparou-se "em mês e meio". A utopia era construir uma grande Ibéria, federação de estados livres. Nas reuniões com Galvão, fica assente "não disparar um tiro, não podia haver uma gota de sangue". A quimera passava por levar o navio até à ilha de Fernando Pó, localizada na Guiné espanhola, para transportar munições, e desembarcar no Norte de Angola, instalando um governo provisório. "A ideia inicial era metade dos nossos entrarem no navio em La Guaira, legalmente, e a outra metade, clandestinos. A tomada do navio estava prevista para Miami".
Cedo as desconfianças e o mau ambiente se instalam entre os comandos. Galvão revela-se "muito autoritário, ambicioso, tinha a mania de que era infalível". Para agravar a situação, o capitão havia chegado a Caracas com uma argentina, de quem os homens comprometidos com a Dulcinea sempre desconfiaram. E não tarda a descobrir-se o pior: a acompanhante de Galvão tenta vender o segredo da operação à embaixada portuguesa. "Está a vender-nos?", perguntaram. Galvão enfureceu-se. É decidido, por razões de segurança, antecipar a acção. "Nessas condições, não vou", diz-lhe Sérgio. E acusa-o de ser "um Salazar fracassado".
A maioria, porém, decide embarcar.
Na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, Galvão, liderando um comando de 23 homens, toma conta do Santa Maria, em pleno mar das Caraíbas. Mas há resistência a bordo, um morto por acidente, vários feridos. O navio, entretanto rebaptizado Santa Liberdade, tem de desviar-se da sua rota e libertar os feridos. A marinha norte-americana detecta o paquete português, mas Galvão dá conta da natureza oposicionista da operação e, após várias negociações, garante asilo político para as suas tropas no Brasil. A eleição do seu amigo Jânio Quadros para presidente abre as portas aos combatentes das ditaduras da Península Ibérica. "Foi um golpe publicitário. Nunca confiei no Galvão. Durante os preparativos da operação, ele teve uma reunião com Jânio Quadros quase em segredo e quando chegou ao Brasil já lá estava a sua bagagem". Posteriormente, contactos privilegiados com Agostinho Neto e outras figuras do MPLA, já depois da revolução dos cravos, permitiram-lhe levantar outras pontas do véu. "O Galvão não tinha firmado qualquer acordo com eles". O desenlace do Santa Maria é o fim de mais um capítulo na sua vida.
Desde 1966 que a livraria é o seu verdadeiro refúgio, o espaço natural de quem se sente cativo de um verso, de uma ideia, de uma história, de uma luta. Aparecem-lhe sobretudo professores, estudantes, muitas vezes apenas para conversar, carpir derrotas da humanidade, festejar pequenas vitórias num cantinho do mundo. "Já estive aqui de porta aberta, a beber vinho do Porto e a comer bolo-rei com amigos". Emigrantes, luso-descendentes, "vêm de vez em quando". Ouviram falar de um Eça, de um Camilo, Pessoa ou Saramago, este mais na moda. Ele tem. "Houve até um empresário português que decidiu oferecer livros do Saramago a clientes seus pelo Natal". Sinal dos tempos, sim, mas continuam a ser os venezuelanos quem os procura com mais avidez.
Aos poucos, Sérgio afastou-se dos espaços de partilha da comunidade portuguesa. Convive mal com tiques de novo-riquismo, manias de grandeza, deselegâncias para com a memória. "Fui fundador do Centro Português de Caracas. Visitávamos os compatriotas que estavam nas prisões, nos hospitais, doentes e abandonados. Hoje, aquilo é um clube para uma elite. Passaram a chamar-me comunista. Não é que me incomode, mas sempre gostei de pensar pela própria cabeça", resmunga. Preferiu sempre envolver-se em actividades marginais, organizar conferências com o Instituto Português de Cultura. Orgulha-se das visitas de Saramago, Lídia Jorge, Urbano Tavares Rodrigues e outros à Venezuela, em parte com a sua ajuda. À margem do Centro Português, esteve na organização das comemorações do 25 de Abril, em 1999. "Encheu-se o teatro Teresa Carreño, cantou-se a Grândola, mas estiveram lá mais venezuelanos do que portugueses". Ele e os outros promotores da iniciativa não se livraram do ferrete: são acusados por dirigentes do Centro Português de politizar a data. "Tem graça. Em idêntica ocasião, convidaram o Alberto João Jardim e uma quantidade de pobres diabos para as comemorações da revolução, mas aí já não era politização".
O passar dos anos roubou fulgor aos sonhos, tornou-o mais desconfiado do seu semelhante. Mas se os olhos dizem o que as palavras já não podem por cansaço, Sérgio não se deu por vencido na batalha diária pela dignidade do Homem, na defesa das suas aspirações e lutas, mesmo que isso tenha apenas o peso de uma migalha à mesa dos órfãos de várias utopias. Mas quase cinquenta anos a tratar por tu a realidade venezuelana deram a Sérgio Pereira um cepticismo à prova de amanhãs que cantam. Acumulou desilusões. A alma cansou-se dos entusiasmos de juventude, o corpo paga a factura do tempo e só os ossos do esqueleto de convicções o mantêm de pé. O observador mordaz que fez de um livro (As gaivotas não bebem Coca-Cola) um guia para a vida, continua, afinal, um resistente.
Esteve no Chile duas semanas antes de Pinochet tomar o poder com as mãos sujas de sangue. Guarda, dessa altura, um autógrafo de Neruda. Viu, amargurado, a Argentina transformar-se em pó, cinza e nada. E nos últimos tempos, só Lula, no Brasil, lhe tem dado uns fogachos de entusiasmo. "Mas os interesses económicos não o vão deixar fazer nada". Na Venezuela, já viu de tudo: democracias de envergonhar ditaduras, autoritarismos com a cara laroca das democracias, em todo os casos o mesmo propósito: vender um País aos interesses estrangeiros e enriquecer ainda mais uma burguesia intocável. Sérgio olha desconfiado para o que o governo apresenta como revolução bolivariana, algo que, para ele, não é nem carne nem peixe, mas sim uma salada ideológica. "Apesar de ter algumas bandeiras de esquerda como a lei de terras, os direitos dos povos indígenas, etc, isto é uma democracia parecida com a portuguesa". Hugo Chávez, o presidente, não lhe merece especial simpatia, "mas não é um ditador. É, sobretudo, um grande comunicador. E deu ao povo consciência dos seus direitos". Talvez por isso, falharam tentativas golpistas para o derrubar, "orquestradas e financiadas de fora". É o petróleo, sempre ele, no centro das atenções. "Os EUA são os amigos da onça da Venezuela. O que eles fizeram e promoveram aqui são coisas de lesa-pátria. No terreno, têm uma oposição que se julga eleita, trata os outros como chusma" e cujos líderes têm único objectivo: "Destruir a PDVSA, empresa de petróleos do Estado, e vendê-la por dez réis de mel coado a Bush". Sérgio tem medo, mas o medo não pode ter tudo. "Não me sinto seguro. Com essa gente da oposição, não me surpreende que me dêem um tiro. Um dia destes, entram por aqui e queimam-me tudo. Mas que posso fazer?". Vista da livraria, a tempestade não amainou. As gaivotas estão em terra, é certo. Mas não bebem coca-cola.
Sérgio, entretanto, envolveu-se em tertúlias culturais, universitárias traduziu autores de vários países, organizou volumes de poesia, agarrou Portugal com as duas mãos, abraçou-o nas letras, nas artes, na memória. "Fui exilado, agora sou um emigrante. Mas sinto-me um sem-pátria. Era o António Sérgio que dizia que Portugal não tem lugar para a maioria dos seus filhos, não era"?
O reencontro com a mulher e a filha, em 1966, o nascimento do segundo filho, e o 25 de Abril, foram os momentos de euforia do guerreiro que agora descansa. "Pensei em regressar de vez em 1975, mas já era tarde". Ainda assim, foi quase todos os anos a Portugal, matar saudades de Espinho, da japoneira de Nogueira da Regedoura, das sardinhas, da caldeirada de enguias. Admirou Vasco Gonçalves, simpatizou com a extrema-esquerda, "emprestei um disco com a voz do Allende à Isabel do Carmo e ao marido. Até hoje". Nos últimos anos, já não voltou. "Não posso, é muito caro. A mim nunca me ofereceram uma viagem gratuita a Portugal".
Ganha o suficiente para viver num apartamento modesto dos anos 70, onde não falta uma velha televisão a preto e branco e o pó dos anos. Passa os seus dias na companhia da mulher, Madília Dias, antiga bailarina e coreógrafa, e do neto, de 17 anos, de nome Harun, como o príncipe das Mil e Uma Noites. Harun, sinónimo de alvorada, romper do dia. Em casa, entre paredes com cartazes do cubano José Marti, desenhos de Botero e uma fotografia da criança de caracóis loiros que põe o cravo de Abril na espingarda do soldado, ele ainda guarda as armas de outras guerras. Poemas, canções, manifestos, palavras que são fisgas em tempo de mísseis, é certo. Ainda assim, com a força de quem não podendo vencer o inimigo, recusa juntar-se a ele.

Oriflame - Cosméticos Naturais Suecos

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Contatos Remunerados

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terça-feira, 10 de março de 2009

eMobility - Events

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focus > Mobility -- IETM: International Network for Contemporary Performing Arts

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space invaders

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.::INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS::.-AGENDA

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Culturgest, uma casa do mundo

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Adam Birnbaum's Home Page

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g r e g o s b y.com - links

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Greg Osby em Música do MySpace - Streaming gratuito de MP3s, Imagens e Vídeos de Música

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Sara Serpa- Portuguese Jazz Vocalist and Composer

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SURF -ESCOLA DO PEDRO BARBUDO/GUINCHO

O que fazemos

Centro Budista Deuachen – Meditação e Budismo Kadampa – Lisboa

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quinta-feira, 5 de março de 2009

Momentos & Documentos

Momentos & Documentos

Partilhar Diferenças

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EVITAR OS CABELOS BRANCOS

Estudo científico britânico e alemão
Estudo científico britânico e alemãoA raiz dos cabelos brancos Cientistas britânicos e alemães revelaram ter encontrado a razão pela qual o cabelo fica branco e, assim, combater o processo.
SIC

Faz parte do processo de envelhecimento e é aceite como tal, mas os cientistas acreditam que depois de se perceber porque o cabelo fica grisalho passa a ser possível evitá-lo. As equipas da britânica Universidade de Bradford e das universidades alemãs de Mainz e de Luebeck trabalharam em conjunto e perceberam que há uma acumulação de peróxido de hidrogénio nos folículos o que bloqueia o pigmento natural do cabelo. Em declarações à BBC, a cientista Karin Schallreuter explicou que a investigação prossegue mas que a actual descoberta é um “importante progresso” e que traz novas perspectivas sobre como evitar este processo. A investigação foi publicada no jornal científico FASEB da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental.
Fonte:Sic on-line

Miminho da Ana

Miminho da Ana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nu artístico


Nu artístico é a designação dada à exposição do corpo de uma pessoa nua para fins artísticos. Somente nos últimos séculos a pintura e a fotografia de pessoas nuas se tornou mais comum do que a criação de esculturas com o mesmo tema.
É muito difícil encontrar trabalhos que consigam materializar a fantástica comunhão do Nu com a Arte. Dos clássicos mestres da história, poucos conseguiram superar este desafio. A beleza e sensualidade do nu, por muitas vezes confundida com o vulgar, é a própria essência da arte. O corpo humano é a fonte de quase todas as inspirações. A nudez é sempre inquietante, instigadora e bela. Por isso o artista, seja na pintura, escultura, na dança ou fotografia, encontra no corpo nu uma profunda ligação com a pureza do ser. É a sensualidade que move a criação em todos os sentidos. É a sensualidade que evoca o amor, a paixão e a criação do homem. Por isso a nudez nos toca tanto e tão profundamente. É o lúdico prazer de vivenciar a nossa própria encarnação.
O nu é uma forma de arte inventada pelos gregos no século V antes de Cristo (a.C.), “tal como a ópera foi criada pelos italianos”, escreveu o escritor e importante crítico de arte inglês Kenneth Clark no livro O Nu, de 1956. A conclusão, segundo ele, pode ser demasiado abrupta, mas tem o mérito de evidenciar que o nu não é apenas mais um assunto de obra de arte, mas sim forma. No período áureo da pintura, o nu inspirou as obras mais famosas e até mesmo quando deixou de ser tema obrigatório, manteve a sua posição como exercício académico e símbolo de maestria dos pintores. “Somente o nu sobreviveu”, escreveu Clark.
Sofreu transformações, é claro, mas continua sendo o elo fundamental que nos liga aos temas clássicos. Se não tem essa função, o nu na arte serve para mostrar as grandes rupturas, como a liderada por Auguste Rodin. Em idade avançada, já famoso, o artista pode dar-se ao luxo de quebrar as regras académicas, de poses paradas. Para espanto das pessoas, Rodin deixava suas modelos, muitas vezes dançarinas, se moverem a vontade e sem inibições pelo ateliê. As retratava com traços rápidos e leves. Despreocupado com exactidão ou volume, carregava os desenhos de uma força jocosamente erótica.
O estilo, provocador para época, influenciou os vienenses Gustav Klimt e seu discípulo Egon Schiele, que puxou do erotismo uma poderosa carga dramática. Pablo Picasso comprovou a perenidade do nu. O pintor espanhol poupou o nu às suas metamorfoses. Ele fez uma série de desenhos que se poderiam imaginar como figuras destacadas do reverso de um espelho grego.
“A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte.”(Pablo Picasso)

De:Ludo Rex

Blogue Momentos e documentos

Linha Editorial :: O Momentos & Documentos é uma iniciativa que tenta fomentar a expansão da Leitura na Internet, do conhecimento da História, da Arte, da Literatura, da Cultura e Política em geral.


O Nu… « Momentos & Documentos

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O Homem, produto de si próprio: 1583. Eduardo Viana - pintor português

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Rafael Bordalo Pinheiro

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Psicologia da Educação

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Sobredotados

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News et vie des stars. Photos, videos, mode et rumeurs des people

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7s7 Home

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Aula sobre Internet

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XOM Top Websites, based on User Traffic

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Musica 2009

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Médine - L'école de la vie

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Sinik ft. Diam`s - Le Meme Sang

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Black Milk - Sound the Alarm

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Pauline - Allo Le Monde (Official Video)

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Ayo - Supposed to be love

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†Gregorian - Maid of Orléans†
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Beyoncé - If I Were A Boy

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Mr Scruff 'Music Takes Me Up' (Official Video)

Musica Francesa/Belga e outras- 2009

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MAYRINA CHEBEL

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Radia Bensarsa- Fond Bleu

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Fury In The Slaughterhouse-Every Generation Got Its Own Dise

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Illa J- "R U Listenin'"

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Illa J- "We Here"

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Kate Perry - Hot n cold

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Katy Perry - I Kissed A Girl [Official Music Video]

http://www.youtube.com/watch?v=7ndvcBOGgoU&NR=1
Comme Avant Mathieu Edwards Sheryfa Luna

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zaho c'est chelou ( le clip version chelou) EXCLU

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Lily Allen - The Fear

http://www.youtube.com/watch?v=dvgZkm1xWPE&feature=channel
Coldplay - Viva La Vida

http://www.youtube.com/watch?v=tqDBa11MuDo
Lil Wayne - Lollipop OFFICIAL MUSIC VIDEO
http://www.youtube.com/watch?v=aeqqBG3RebM&feature=related
LIL WAYNE FEAT. TIMBALAND NEW 2008

http://www.youtube.com/watch?v=owx-iHsjavc
50 Cent - Candy Shop [ www.50cent.ro ]
http://www.youtube.com/watch?v=1iLi7vNgoCk&NR=1
PIMP Remix - 50 Cent, Snoop Dog & G-unit

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Jennifer Hudson - If This Isn't Love

http://www.youtube.com/watch?v=KHV5PyPiFjg
Jazmine Sullivan - Need U Bad

http://www.youtube.com/watch?v=NVq47BX-N6g
Lygne 26 Feat. Psy 4 De La Rime - Sans Stress' Clip officiel
http://www.youtube.com/watch?v=ByO5U-6V4Cs
Despo Rutti feat Dosseh - Prototype
http://www.youtube.com/watch?v=16MEOmOaF8M
Tito Prince - Détruire pour reconstruire
http://www.youtube.com/watch?v=xEaoVEoQDWI
Timbuktu - N.A.P.
http://www.youtube.com/watch?v=2FAKe9Bn9d8
MAC TYER - D'OU JE VIENS

http://www.youtube.com/watch?v=sWNGf3d-tI8
Joe - If I Was Your Man
http://www.youtube.com/watch?v=uCW2rtN6a2c
Kenny Lattimore - For You

http://www.youtube.com/watch?v=zEkvMR2Zjqo
The Black Seeds - One by One
http://www.youtube.com/watch?v=_c8bnAQLqG0&feature=related
The Black Seeds - Keep On Pushing

http://www.youtube.com/watch?v=-bgtlP_16b0&feature=related
Melissa Laveaux Needle in the hay live Merle Moqueur

http://www.youtube.com/watch?v=p_qvsINGwMU&feature=channel
Sophie Delila - Nature of the Crime

http://www.youtube.com/watch?v=7QkCrmq3LYc&feature=related
JS ft. R Kelly - Love AngelJS ft. R Kelly - Love Angel

http://www.youtube.com/watch?v=U1Ku6LqFrio
Graham Nash w/ David Crosby - Simple Man

http://www.youtube.com/watch?v=_PFCgAhZEO8&feature=related
Crosby Stills Nash A Long Time Gone Woodstock 1969

http://www.youtube.com/watch?v=l6MdIBxrTBg
Homecoming - Kanye West (ft Chris Martin) - 87 bpm VDJ

http://www.youtube.com/watch?v=7CjFuyA4-aM&feature=PlayList&p=297F84581C55CDE1&playnext=1&index=59
Syleena Johnson - Guess What

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Amigos

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!Vinícius de Moraes

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

SuperMensagens.net :: Recados, Mensagens, Imagens, Orkut, Scraps

SuperMensagens.net :: Recados, Mensagens, Imagens, Orkut, Scraps

DEBEMOS TENER/CADA VEZ/Check up

DEBEMOS TENER....
La suficiente alegría para ser amables;
Los suficientes problemas para ser fuertes.
Las suficientes penas para ser humanos.
Las suficientes esperanzas para ser felices.
Los suficientes fracasos para ser humildes.
El suficiente éxito para ser entusiastas.
Los suficientes amigos para confortarlos.
El suficiente dinero para cubrir las
necesidades.
El suficiente entusiasmo para seguir
siempre adelante.
La suficiente fe para vencer la depresión.
La suficiente determinación para hacer
que cada día sea mejor que el anterior.
Fonte:Marcela


CADA VEZ
Cada vez que miro los ojos de la bondad y el amor,
siento que mi corazón salta de felicidad y me hace sentir viva una vez más, de una forma tan mágica que olvido cualquier problema,tristeza, amor o anhelo no cumplido, y paso el interruptor hacia una alegría inmensa que recorre mi cuerpo y mi alma en todos los sentidos
Fonte:Marcela

Check-up
Dec 29, 2008, 1:22 pm
Este ano pretendo cumprir rigorosamente a resolução que tomei no fim do ano passado: não mais tomar resoluções de ano-novo. Elas são promessas que fazemos a nossa consciência em que nem a consciência acredita mais. A minha já estava
reagindo com bocejos a cada juramento que eu fazia para o ano-novo.
- Vou começar uma dieta. Séria, desta vez.
- Sei, sei.
- Vou ser tolerante, justo, sóbrio, equilibrado... e arrumar meus livros.
- Tudo bem.
- Fazer exercícios diários. Usar fio dental. Reler os clássicos.Não tudo ao mesmo tempo, claro.
- Certo, certo.
Mesmo com ar de enfado, minha consciência não deixa de se submeter ao exame anual que faço nela, sempre nos últimos dias de dezembro. Uma espécie de checkup moral. Seu estado geral é bom. Não teve grandes provações no ano passado. Fiz
algumas coisas que não devia, não fiz outras que devia, nada grave. Vamos poder continuar nos encarando - principalmente agora que eliminamos este ridículo ritual das resoluções de fim de ano da nossa relação. O homem maduro é o que desiste da
virtude impossível para não perder a possível.

­ ­ ­ Luis Fernando Veríssimo

QUE EU NÃO PERCA,,,

Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo eu sabendo que as rosas não falam; Que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo, que o futuro que nos espera não é assim tão alegre; Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é em muitos momentos dolorosa; Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas; Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda; Que eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia; Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim; Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos; Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos; Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas; Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo sabendo que o prejudicado pode ser eu; Que eu não perca o meu forte abraço, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos; Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma; Que eu não perca o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia; Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado; Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno; E acima de tudo...Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, afinal de contas, a VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E NELES CONCRETIZADA

Autor: anónimo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sé todos los cuentos

Sé todos los cuentos
Yo no sé muchas cosas, es verdadDigo tan sólo lo que he visto.Y he visto:que la cuna del hombre la mecen con cuentos...Que los gritos de angustia del hombre los ahogan con cuentos...Que el llanto del hombre lo taponan con cuentos...Que los huesos del hombre los entierran con cuentos...Y que el miedo del hombreha inventado todos los cuentos.Yo no sé muchas cosas es verdad.Pero me han dormido con todos los cuentos...Y sé todos los cuentos.

Rossana

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Neve Combloux Megève label Famille + Montagne

sejour avec enfants à la montagne. label Famille + Montagne

Neve Combloux Megéve, Mont Blanc

Hotel, Auberge 2* et chambre d'hotel en station de ski, à Combloux, Mont Blanc

Skiort - Megève - Ski France

Skiort - Megève - Ski France

Youthhostel Zermatt in Zermatt -

Youthhostel Zermatt in Zermatt - Reviews and Online Bookings

Neve Welcome to Zermatt

Welcome to Zermatt

Ir no Glaciar express comboio mais lento do mundo,,,de Zermatt a St.Moritz vários tipos de carruagens,novas e antigas,7 horas para 272 km,s.Maior Snowpark da Europa Klein Matterhorn
Snowboarders-Gravity Park no Glaciar Theodul.
Alex Hotel -Disco?Movie House,Papperla Pub,
Familias Chalêts www.crystalholydays.co.uk

Meribel/Location appartement – Meribel – location de ski

Location appartement – Meribel – location de ski

Sociedade Portuguesa de Filosofia

Bem vindo(a) à Sociedade Portuguesa de Filosofia

Debates de Filosofia

http://www.mindspring.com/~mfpatton/sclinic.htm

Filosofia/What's New

What's New

Filosofia/Assembled Philosophers

Assembled Philosophers

Albergues da juventude/Hostelling International

Hostelling International

Emoções e Sentimentos António Damásio- neurocientista Espinoza

Emoções António Damásio- neurocientista
Os literatos e não os ciêntistas,ocupavam-se dos sentimentos e emoções.
António Damásio cientista português,há mais de 30 anos erradicou-se nos EUA.
Demonstrou que emoções e sentimentos se podiam observar em laboratório,fazem parte
do nosso sistema de regulação.
O cérebro humano continua a ser um grande mistério.
As emoções servem para reagir de uma forma automática a ameaças ou oportunidades,
que se poem aos seres vivos.
São distintos,mas não autónomos.A emoção vem antes,o sentimento vem depois.Distinguem-se no tempo e na matéria.
A emoção começa no cérebro em resposta a determinado objecto ou situação,que é percebida e que despoleta o processo emocional,processo que se desenrola no corpo.
Sempre se manipularam as emoções.Quando se toma um remédio,modificam-se quimicamente as emoções causadas pela dor.As drogas e o alcool manipulam,a novidade é perceber como funciona,quanto mais percebermos como funcionam essas manipulações,mais as podemos prevenir e evitá-las.Se o publico souber como funcionam emoções e sentimentos,mais
fácilmente se defenderá das manipulações.
Pode-se melhorar a espécie humana,doenças como a depressão,a dor,a toxicodependência (toxicomania).Compreenderse-á melhor o que é o ser humano e teremos mais possibilidades de construir um futuro melhor,porque se percebem melhor as armadilhas em que podemos cair.
O grau do determinismo biológico é elevado,o nosso livre-arbítrio é pequeno mas existe.
Mas é falso que seja 100%,não podemos controlar tudo o que se passsa na natureza humana,quer na nossa quer na dos outros,há no entanto possibilidade de a compreender e controlar de ser livre,num determinado espaço,ai está a nossa esperança.
O aparelho das emoções e dos sentimentos,não é apenas automático,têm um componente que nos vem atravéz dos genes,é verdade,e que é de facto automático,mas a criação de cada uma das nossas vidas individualmente,é a criação de uma autobiografia individual,é a criação de de uma possibilidade única de responder ás emoções e de construir um universo que permite as emoções.Temos sem dúvida a possibilidade de manipular as emoções,temos a possibilidade e a obrigação de cultivar certas emoções como a felicidade,e temos a possibilidade e a obrigação de não permitir que as emoções negativas como o medo,a zanga,ou a tristeza,nos invadam e controlem a vida.
O filósofo do sec.XVII Espinoza,o que o levou até ele foram as suas ideias,á elementos de ambos os pensamentos coincidentes relativamente aos papéis que emoções e sentimentos desempenham na vida humana.
Espinoza obteve as suas ideias por intuição, Damásio por diferentes "Avenidas";observações de vários tipos,experiências várias,ficou maravilhado e quiz ler tudo quanto podia sobre Espinoza.
Depois interessou-se pelo próprio Espinoza,há qualquer coisa de muito especial,tanto na vida quanto no pensamento de uma pessoa como aquela.
Espinoza disse "A mente humana é a ideia do corpo humano ",damásio achou que a frase resumia o seu trabalho de 10 anos.A mente humana uma ideia do estado do corpo,não faz apenas parte do corpo,há curiosidade de saber que tipo de pessoa pode ter tido aquelas ideias.
Estava á procura de Espinoza quando escreveu o livro."Looking for Espinoza"
Como pensador,como pessoa,pelas suas próprias ideias Espinoza está em primeiro plano.
As ideias de Descartes fazem parte do dualismo de substãncia,a ideia de Espinoza é que corpo e mente fazem parte da mesma substância,vêm da mesma substância,fazem parte de um monismo.Em Espinoza e Damásio a razão é alimentada pela emoção.
Com as novas ideias que aparecem,aparecem as novas hipóteses,novas formulações teóricas.
Aparecem porque há uma maturação das ideias,há uma ligação constante,entre os novos dados,e as hipóteses anteriores.
Perceber aquilo que são e qual é o significado das emoções e sentimentos,é uma história que continua em curso.
Por Carlos Vaz Marques in Elle


Temos a obrigação de cultivar emoções como a Felicidade.No essencial as emoções servem para reagir de forma automática.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

YouTube - Concerto na Escola de Música do Conservatório Nacional

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Tomás da Quinta da Abroeira20.01.2002-30.12.2008




No dia 29/12 fui á procura da Faculdade de medicina Veterinária,no fim do dia,para iniciar o tratamento de limpeza dos dentes que queria fazer ao Tomás,mas disseram-me que estavam encerrados e que estariam abertos no dia 02/01/2009,como não era urgente pus o meu pequeno cão no carro,perdemos-nos nas ruelas da Ajuda,sem indicações de saidas,para quem não conhece,achando os prédios ao lado da Presidência,o bairro,vergonhosamente degradado.
Parei em frente aos pastéis de Belém e ao Starbuks e trousse o que
O Tomás era o cão mais lindo,esperto e inteligente do mundo.
Nasceu em 2002,altura em que o trouxe para casa em Maio.
Era um Mini Teckhel de pelo comprido castanho e ruivo,um Datchund,são caçadores na Alemanha.
Adorava brincar e corria imenso,percebia tudo o que lhe dizia e adaptou-se ás rotinas minhas diárias e eu ás dele.
Deu-me no entanto mais,do que eu agora vejo, que lhe poderia ter dado a ele.
Eu se soubesse,,,tinha passado muito mais tempo com ele,dádo-lhe muitas mais festas,falado muito mais com ele.
Era para se ter chamado Tigre,,o que seria engraçado porque não tinha nada de assustador e sim tudo de meigo e amigo,
Alguém lhe chamou Tigrão,como não gosto de diminuitivos mudei-lhe o nome de registro.
Havia quem não achasse bem,um cão ter nome de gente,quem torcesse a cara por o meu cão ter o mesmo nome de um filho,mas foi exactamente por achar que
o nome é tão bonito,que o escolhi,além disso para mim os bichos têm tido sempre nome de gente.
No dia 30/12 para fechar 2008 ás 07h30 da manhã,a avisar que ainda não tinha acabado o ano que até ali fora mais bom que mau,ao tomar banho senti um uivar do Tomás,que não era normal,,,como não havia saidas de ar perto da caldeira na cozinha,obrigatórias por lei (vim a saber mais tarde que o construtor a devia ter posto) , o Tomás já não se levantou ali ,,entre a janela e a porta.
Assisti ás suas ultimas respirações,abri as janelas,telefonei á veterinária,,,,já nada havia a fazer,o Tomás tinha acabado de deixar de existir,,,,por falta de oxigénio,por excesso de dióxido ou monóxido de carbono,mais pesado que o ar,que se condensara mesmo pela baixa altura dele,sem se ver,nem cheirar.
Custou-me a creditar,pareceu uma brincadeira de mau gosto,mas era verdade,,,
Então chorei,,,por ele,por mim sem ele,por mim com ele sem ele,quando ainda o tinha e ele supostamente a mim,por o que não fiz e talvez pudesse ter feito para o salvar.
Soube que tinha 3 opções,ou era queimado e mais nada,,ou era queimado e davam-me as cinzas,ou o que pensei:
Deixá-lo a descansar eternamente,no meio de arvores,foi o que fiz.
Tinha uma reunião ás 9 horas a que tinha que ir,cheguei ainda a tempo,mas resolvi tomar um café e limpar as lágrimas,porque já não conseguia engolir bem o amargo e doce Bolo-Rei do resto de 2008.
Cheguei á reunião ás 9,20 h,disseram-me que já não podia entrar,que a reunião começara á 20 minutos,que se devia contar com os imprevistos saindo mais cedo de casa,,,não acreditaram,nem era justificação aceitavél o falecimento de um cão,,,o meu cão há 6 anos,,,,diziam que não lhes faltava humanidade,era tudo uma questão de ter as coisas a funcionarem,como deve de ser,a tempo e horas.
Disse-lhes que não aceitava que não fosse justificação,que pusessem por escrito que não me atendiam com o atraso de 20 minutos,que escrevessem que eu ali estivera,,,consegui apoios de outras pessoas que não conhecia e resolveu-se o assunto,como se eu tivesse chegado um pouco antes das 9h,como se o Tomás não tivesse morrido,como se os animais tivessem direitos e reconhecida a sua existência e o amor entre estes e os seus donos,o luto necessário aos humanos quando os perdem,a justificação que seria perfeitamente compreensivél,,,
Sim,também poderia ter deixado o Tomás na cozinha,sem vida mas á espera,que eu regressa-sse como se se tratasse de um dia normal,,,
Não se queixem mais na comunicação social,que abandonam animais para ir para férias,não se queixem que tratam mal os animais,,,pensem no que ainda falta fazer e pensar para criar uma rede de solidariadade entre os humanos,para que os animais vivam em dignidade e respeito entre nós.
O que é certo é que a minha saudade é verdade,do Tomás.
Apesar de saber que a vida continua.